ESSFP (OTA) - Terapêutica da Fala
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- Relação entre competências comunicativas, características do temperamento e emocionalidade negativa em crianças em idade pré-escolarPublication . Giardinello, Giorgia; Peixoto, Vânia; Pestana, Pedro MeloO desenvolvimento das competências comunicativas (CC) é um aspeto fundamental para a integração social e o sucesso escolar das crianças, sendo que o temperamento surge como uma variável que pode influenciar diretamente esse processo. Este estudo tem como objetivo explorar como as dimensões do temperamento, em particular a emocionalidade negativa, se relacionam com as CC em crianças na educação pré-escolar. Participaram na investigação 473 crianças, entre os 2 e os 8 anos de idade, que frequentam instituições públicas e privadas, seus pais e educadores. Para a recolha de dados, foram aplicados três instrumentos: o Questionário Sociodemográfico para a Idade Pré-Escolar, a Escala de Comunicação para Idade Pré-Escolar (ECIPE) – Versão para os Educadores (Marinho & Cruz-Santos, 2019), e a Bateria de Avaliação do Temperamento Infantil – Forma Revista (TABC-R) – Versão experimental para Pais (Almeida, Seabra – Santos & Major, 2010). Os dados foram analisados utilizando técnicas estatísticas descritivas e inferenciais. Os resultados obtidos confirmam estudos anteriores, mostrando que aspectos do temperamento, nomeadamente a componente da emocionalidade, apresentam uma associação significativa com o desenvolvimento das competências comunicativas nas crianças pré-escolares. Estes achados reforçam a importância de considerar o perfil temperamental na definição de práticas educativas e de intervenções orientadas à promoção do desenvolvimento sócio-emocional e comunicativo.
- A concordância da frequência fundamental média na síntese de vogais entre um microfone e um transdutor piezoelétrico: uma experiência em laboratório com vogais sintetizadasPublication . Melo Junior, Celso Marcos Rocha de; Pestana, Pedro Melo; Alegria, RitaObjetivo: Avaliar a concordância entre um transdutor piezoelétrico e um microfone na análise da frequência fundamental de vogais sintetizadas. Métodos: Foram sintetizadas seis vogais usando três frequências distintas e duas intensidades diferentes. Durante o processo, dois sinais foram gravados simultaneamente: um captado por um microfone posicionado próximo de um altifalante, de forma a simular a posição da cabeça humana, e outro obtido por um transdutor piezoelétrico acoplado ao cone da mesma fonte sonora. Para calibração do sistema foi utilizado um medidor de pressão sonora. A frequência fundamental média foi analisada para cada vogal e um gráfico de Bland-Altman foi gerado para comparar o par microfone-transdutor piezoelétrico. Resultados: A abordagem Bland-Altman permitiu a avaliação da concordância da frequência fundamental média dos dois métodos de captação, o que nos indicou que a ausência de viés sistemático e inexistência de valores discrepantes. Conclusão: Os resultados demonstram que a captação com um microfone e com um transdutor podem ser tecnicamente substituíveis um pelo o outro para a análise da frequência fundamental em contexto não-humano, sem necessidades de correções ou ajustes adicionais nos dados recolhidos. Porém, a interpretação clínica destes resultados necessita investigação adicional, uma vez que este estudo foi realizado num contexto de laboratório e com vogais sintetizadas.
- Associação entre competências comunicativas e a inibição em crianças de idade pré-escolarPublication . Costa, Sofia Oliveira da; Pestana, Pedro Melo; Peixoto, VâniaIntrodução: A inibição comportamental e as competências comunicativas são construtos fundamentais no desenvolvimento infantil. A inibição, uma característica do temperamento definida como a tendência para reagir com cautela ou retração a situações novas, pode influenciar o funcionamento social e emocional da criança. Objetivo: Analisar a associação entre as competências comunicativas e a inibição em crianças de idade pré-escolar. Metodologia: A amostra foi constituída por 473 crianças, com idades compreendidas entre os 2 e os 8 anos (Média = 4.88; DP = 1.03), a frequentar estabelecimentos de ensino nas zonas Norte e Centro de Portugal. Para a recolha de dados, foram utilizados a Escala de Comunicação para a Idade Pré-Escolar (ECIPE), na sua versão para educadores, e a Bateria de Avaliação do Temperamento Infantil – Forma Revista (TABC-R), preenchida pelos pais. A análise estatística recorreu a correlações de Spearman para investigar a associação entre as variáveis. Resultados: Os resultados da ECIPE indicaram um desempenho globalmente positivo nas competências comunicativas. A pontuação média para a inibição, avaliada pela TABC-R, foi de 34.16. Foi encontrada uma correlação negativa, fraca mas estatisticamente significativa, entre a idade e a inibição, sugerindo que a inibição tende a diminuir com o aumento da idade. Contudo, não foram encontradas correlações estatisticamente significativas entre os scores de inibição e as pontuações totais ou das subescalas da ECIPE. Conclusão: Neste estudo, não foi encontrada uma associação estatística direta entre o nível de inibição reportado pelos pais e as competências comunicativas avaliadas pelos educadores. Os resultados sugerem que, nesta amostra, as duas variáveis se manifestam como construtos independentes. A diminuição da inibição com a idade é consistente com a literatura sobre o desenvolvimento infantil. A ausência de uma correlação direta sublinha a necessidade de abordagens de avaliação e intervenção multidimensionais, que considerem a complexa interação de fatores temperamentais, contextuais e desenvolvimentais na promoção das competências da criança.
- A concordância da prominência do pico cepstral em vogais sintetizadas entre um microfone e um transdutor piezoelétrico: uma experiência em laboratórioPublication . Costa, Isabel Dantas Lima da; Alegria, Rita; Pestana, Pedro MeloObjetivo: Avaliar a concordância entre os parâmetros acústicos, a prominência do pico cepstral (PPC) e a prominência do pico cepstral suavizada (PPCS), obtidos por um transdutor piezoelétrico e um microfone na análise de vogais sintetizadas. Métodos: Seis vogais foram sintetizadas usando três frequências distintas e duas intensidades diferentes. Dois sinais foram gravados simultaneamente: um de um microfone posicionado próximo do altifalante (simulando a posição da cabeça humana) e o outro de um transdutor piezoelétrico colocado na membrana do altifalante. Um medidor de decibéis foi utilizado para calibrar todo o processo. A PPC a PPCS foram analisadas para cada vogal e os gráficos de Bland-Altman foram gerados para cada par de medição de parâmetros (microfone-transdutor). Resultados: As linhas de média das diferenças foram próximas de zero, indicando um viés mínimo em todos os parâmetros. A dispersão das diferenças variou entre os parâmetros, mas não se observou nenhuma tendência consistente. Nenhuma medida se situou fora dos limites de concordância. Conclusão: Os parâmetros investigados apresentaram um grau de concordância satisfatório entre o microfone e o transdutor piezoelétrico em vogais sintetizadas para o CPP e o CPPS. No entanto, a interpretação clínica destes resultados justifica uma investigação adicional.
- Fatores de risco e trajetória do desenvolvimento de linguagem entre os 24 e os 30 mesesPublication . Caridade, Lara Fernandes; Peixoto, Vânia; Maia, FátimaObjetivo: O presente trabalho tem como objetivo analisar os fatores de risco e a trajetória do desenvolvimento da linguagem em crianças entre os 24 e os 30 meses, destacando as principais características e condicionantes deste período crítico do desenvolvimento infantil. Métodos: Foi realizado um estudo observacional com uma amostra de crianças nesta faixa etária, selecionadas segundo critérios rigorosos de inclusão e exclusão. Utilizou-se o instrumento padronizado “Inventário de Desenvolvimento Comunicativo MacArthur Bates: Palavras e Frases 16-30 meses” e o “Questionário de Caracterização Sociodemográfica e Clínica” na faixa etária dos 24 aos 30 meses para avaliação do desenvolvimento linguístico, bem como questionários dirigidos aos pais sobre antecedentes familiares, condições socioeconómicas e fatores de risco perinatais. Os dados foram analisados estatisticamente para identificar associações entre os fatores de risco e o desempenho linguístico. Resultados: Observou-se uma correlação positiva no desenvolvimento entre os 24 e 30 meses, indicando que crianças com maior desenvolvimento inicial mantêm essa tendência. Apesar disso, as correlações são moderadas a fracas (inferior a 0.5). No desenvolvimento lexical e expressivo, houve um aumento no número médio de palavras faladas e compreendidas entre as duas fases (18-24 meses e 24-30 meses), com os maiores saltos em "Palavras conectivas" (376%) e "Palavras e expressões para fazer perguntas" (231%). Observou-se um aumento significativo e consistente no vocabulário produzido (de 100-200 para 400-500 palavras) e melhoria nas capacidades morfológicas e sintáticas ("Formas de Palavras I", "Verbos Difíceis", "Formas de Palavras II"). A associação entre o desenvolvimento linguístico e fatores sociodemográficos revelou correlações fracas (entre -0.20 e 0.30). O nível de escolaridade dos pais e o nível socioeconómico mostraram correlações positivas fracas, ligeiramente mais fortes na primeira fase. O tempo de ecrã apresentou uma correlação negativa fraca na primeira fase (τ = -0.20), sugerindo que maior exposição pode estar ligada a menor desenvolvimento do vocabulário. Outros fatores como número de irmãos, ordem na fratria, idade dos pais, tempo de gestação e peso ao nascimento tiveram correlações muito fracas. Conclusão: O período dos 24 aos 30 meses é uma fase crítica de rápido desenvolvimento linguístico, com variabilidade individual influenciada por fatores como a escolaridade dos pais, a qualidade das interações comunicativas e o tempo de exposição a ecrãs. A identificação e intervenção precoces são cruciais para um desenvolvimento saudável e para prevenir consequências negativas a longo prazo. Apesar das limitações metodológicas (como dificuldades no preenchimento de questionários e desistências), este estudo confirma a existência de trajetórias estáveis e a influência de fatores ambientais modificáveis, reforçando a importância de intervenções precoces baseadas em evidências e abordagens personalizadas centradas na criança e na família.
- Contributo para a validação do conteúdo da versão portuguesa do instrumento “Progressive Aphasia Rating Scale” (PARIS): validade e aceitabilidadePublication . Lecat, Louise Marie; Cadório, Inês; Vieira, Daniela OliveiraAs demências que afetam a linguagem, como a afasia progressiva primária (APP), exigem instrumentos de avaliação adequados para um diagnóstico preciso e acompanhamento clínico eficaz. A Progressive Aphasia Rating Scale (PARIS) é um instrumento criado especificamente para avaliar a gravidade da alteração linguística nesses quadros. Este estudo faz parte de um projeto mais amplo de adaptação da versão portuguesa do PARIS, com foco na sua validação. O principal objetivo foi contribuir para a validação abrangente desta versão específica do instrumento. A avaliação foi aplicada a um painel de 56 pessoas divididas entre indivíduos saudáveis e pacientes com diferentes diagnósticos (Doença de Alzheimer, Afasia Progressiva Primária, Défice Cognitivo Ligeiro e Demência). A validade de critério foi examinada por meio da comparação com um instrumento de referência já validado. A validade de construto foi explorada com análise fatorial e análise das correlações entre itens, para verificar se o instrumento mede efetivamente a afasia progressiva primária. Os resultados revelaram boas evidências de validade e aceitabilidade da versão portuguesa do PARIS. Apesar das limitações, como o tamanho relativamente reduzido da amostra, os achados sustentam a relevância da adaptação portuguesa e oferecem suporte para sua utilização em contextos clínicos e de investigação em países lusófonos.
- Contributo para validação psicométrica do “Progressive Aphasia RatIon Scale” (PARIS)Publication . Pereira, Zélia Ivone de Sousa; Vieira, Daniela Oliveira; Cadório, InêsA afasia é um défice neurológico que afeta predominantemente a linguagem, prejudicando a fala e a escrita. O objetivo deste estudo foi validar psicometricamente o Progressive Aphasia RatIon Scale (PARIS), desenvolvido por Dr. Marc Teichmann, para o contexto português, avaliando-se, para isso, a fiabilidade e validade do instrumento numa amostra composta por 56 participantes, incluindo adultos saudáveis (AS) e adultos com patologias, com diagnóstico de Afasia Progressiva Primária (APP), doença de alzheimer (DA), défice cognitivo ligeiro (DCL) e demência não especificada (DEM). A consistência interna, acordo inter e intra-avaliador foram também analisadas, tendo os resultados vindo a demonstrar que a versão portuguesa do PARIS não só é viável como contrariamente ao que acontece com outros instrumentos. O PARIS denota-se não só adequado, mas promissor para a análise clínica de APP em Portugal.
- Desenvolvimento linguístico aos 24 meses: fatores de risco relacionados com a famíliaPublication . Miranda, Daniela Lopes; Maia, Fátima; Peixoto, VâniaO desenvolvimento da linguagem é determinante para o desenvolvimento em diversas vertentes da vida da criança. A qualidade das interações precoces pode influenciar este processo de um modo positivo ou negativo. Entre diversos fatores apontados pela literatura, destacam-se os fatores relacionados com a família. Objetivo: Descrever o desenvolvimento linguístico em crianças com idades em torno dos 24 meses, nomeadamente no que se refere à quantidade de palavras produzidas, a um conjunto de aspetos morfológicos e sintáticos, e à extensão média dos enunciados; e verificar a existência de associações entre os parâmetros de desempenho linguístico observados e fatores de risco relacionados com a família: idade dos pais, escolaridade dos pais, rendimento, fratria, ordem na fratria, e antecedentes familiares de problemas de comunicação/linguagem/fala. Método: Estudo transversal de caráter descritivo e que integra análise correlacional. A amostra de conveniência é composta por 54 pais de crianças entre os 23 e os 25 meses de idade, integradas em estabelecimentos de ensino no norte do país. Foi aplicado um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica e o Inventário de Desenvolvimento Comunicativo MacArthur-Bates: Palavras e Frases (16-30 meses). A análise dos dados foi realizada recorrendo à estatística descritiva e inferencial, tendo sido utilizado o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 29.0.2.0. Todas as questões éticas foram salvaguardadas. Resultados: Nas tarefas da linguagem, verificaram-se evoluções significativas aos 24 meses, sendo este um marco importante no desenvolvimento da linguagem. Verificou-se também um aumento na produção lexical e nos aspetos morfossintáticos associados às variáveis escolaridade e rendimento dos pais. Conclusão: Por volta dos 24 meses verifica-se um aumento relevante no desenvolvimento lexical e morfossintático. A escolaridade e o rendimento dos pais, parecem influenciar o desenvolvimento linguístico, tal como verificado noutros estudos. Uma amostra mais alargada será necessária para a obtenção de dados mais robustos.
- Relação entre a competência comunicativa e o estilo parental em crianças do pré-escolarPublication . Santos, Mariana Bastos; Peixoto, Vânia; Pestana, Pedro MeloO conceito de competência comunicativa foi introduzido em 1972 pelo sociolinguista Dell Hymes, sendo posteriormente desenvolvido por Canale e Swain em 1980, e mais tarde por Bachman em 1990. Atualmente, a competência comunicativa é a capacidade que o sujeito usa a língua de forma apropriada nos diversos contextos linguísticos, contextuais e sociolinguísticos. O estilo parental é crucial para o desenvolvimento da criança, sendo definidos pelas dimensões da exigência e responsividade, originando quatro estilos parentais: autoritário, democrático, permissivo e rejeitador-negligente. A principal motivação deste estudo é entender a relação entre a competência comunicativa e os estilos parentais, assim sendo, delimitou-se objetivos relacionados com a competência comunicativa e as subescalas do instrumento dos estilos parentais. Após a recolha dos dados, numa amostra com 235 participantes de pais e educadores de crianças com idades entre três e oito anos, não verificamos, na nossa amostra, nenhuma correlação significativa entre a competência comunicativa e as dimensões do instrumento QEDP. O presente estudo encontra-se enquadrado num projeto major, sendo necessário dar continuidade aos objetivos propostos.
- As relações entre competências comunicativas e os domínios do temperamento em crianças do primeiro ciclo do ensino básico: um estudo preliminarPublication . Peixoto, Flávia Daniela Leite; Pestana, Pedro Melo; Peixoto, VâniaEste estudo teve como objetivo analisar a relação entre as competências comunicativas e o temperamento em idade escolar. A amostra foi composta por crianças em idade escolar, do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, de instituições públicas e privadas. Para a recolha de dados, foram utilizados dois instrumentos: Escala de Comunicação para Idade Escolar – Versão para Professores (ECIE) e o Inventário de Temperamento para Idade Escolar (SATI). A análise dos dados obtidos revelou uma correlação negativa entre as competências comunicativas e dois domínios do temperamento (reatividade negativa e nível de atividade. Os resultados sugerem que à medida que diminuem as competências comunicativas das crianças, ocorre um aumento da reatividade negativa e do nível de atividade. Estes resultados permitem corroborar a literatura já existente. Em suma, este estudo demonstra a importância de avaliar o temperamento durante a avaliação das competências comunicativas, bem como possibilita ainda reforçar a importância de ter em consideração os comportamentos e temperamentos da criança, ao longo do desenvolvimento das suas competências comunicativas em idade escolar.
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