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Repositório Institucional da Fernando Pessoa

 

Entradas recentes

The significance of the hyoid bone in orthodontics: an in-depth analysis – scoping review
Publication . Franchis, Stefano de; Urzal, Vanda
The position of the hyoid bone has gained increasing relevance in orthodontic literature due to its anatomical and functional role in craniofacial balance. This unique structure, suspended by muscles and ligaments without direct skeletal articulation, interacts with the mandible, tongue, cervical spine, and soft palate, directly influencing functions such as swallowing, breathing, and posture. The aim of this thesis is to conduct a scoping review on the relationship between hyoid bone position and dental malocclusions, with particular focus on Angle’s skeletal classes (Class I, II, and III), as well as vertical discrepancies such as open bite and deep bite. Nine studies published between 2010 and 2025 were included, employing imaging techniques like lateral cephalograms and cone-beam computed tomography, and evaluating parameters such as H-SN, H-C3, and H-MP. The results show consistent patterns between the type of malocclusion and the spatial positioning of the hyoid bone. Class II skeletal often present a posteriorly and inferiorly displaced hyoid, while Class III skeletal show anterior positioning. In open bite cases, variations in hyoid bone positioning were observed. While some studies reported a more anterior and lower position, others found a posterior and inferior displacement, suggesting methodological differences and the influence of individual skeletal and functional factors. Moreover, both orthopedic/orthodontic and surgical treatments, such as functional appliances or orthognathic surgery, were found to significantly influence hyoid bone positioning. These findings highlight the dynamic nature of the hyoid and its adaptability to craniofacial skeletal changes. It is concluded that assessing the hyoid bone position may provide valuable clinical insights in orthodontics, especially in growing patients or complex cases. Including this structure in cephalometric evaluation, may lead to more comprehensive diagnoses and more effective treatment strategies.
Saúde oral e doença neurodegenerativa: qual a relação? Revisão sistemática
Publication . Cholet, Maeva; Assunção, Amélia
A saúde oral é cada vez mais reconhecida como um fator importante na saúde geral, particularmente em relação ao declínio cognitivo e às doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer. Esta revisão sistemática tem como objetivo explorar a relação entre a periodontite crónica, a infeção pelo vírus Herpes Simplex tipo 1 (HSV-1) e o risco de desenvolver doença cognitiva em pessoas com 65 anos ou mais. Para tal, foram selecionados oito estudos clínicos obtidos a partir das bases de dados PubMed e ScienceDirect, cumprindo critérios de inclusão e exclusão. Os resultados relatados nesses estudos sugerem que a inflamação crónica ligada à saúde oral, bem como as infecções virais persistentes, podem contribuir para a deterioração cognitiva. Por outro lado, certas intervenções, como o tratamento da periodontite ou a utilização de fármacos antivirais, poderão ter um efeito protetor contra a progressão destas patologias. Estas observações abrem caminho para novas investigações e realçam a importância de um tratamento abrangente que combine a saúde oral e a neurologia.
Probióticos e cárie dentária: revisão integrativa de ensaios e estudos clínicos
Publication . Freitas, Clara Alexia Sandrine; Silva, Cláudia Sofia; Santos, Pedro Teixeira
Objetivo: Esta revisão integrativa teve como objetivo avaliar os efeitos da ingestão de probióticos orais nos parâmetros associados à cárie dentária em crianças. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica seguindo as diretrizes PRISMA, com foco na pergunta PICO: “Qual é o impacto da ingestão de probióticos por crianças nos parâmetros relacionados com as cáries dentárias?”. Foram incluídos 21 estudos clínicos com grupo controlo, publicados nos últimos 10 anos, entre 2014 e 2025, e selecionados nas bases de dados PubMed e LILACS. Os critérios de inclusão centraram-se em estudos realizados em crianças, que avaliaram indicadores como a concentração de Streptococcus mutans, o pH salivar, a composição do biofilme oral ou a evolução de lesões cariosas. Resultados: A análise dos estudos revelou que a maioria das estirpes probióticas utilizadas, especialmente Lactobacillus paracasei, Lactobacillus rhamnosus e Bifidobacterium, demonstrou uma redução significativa da carga de Streptococcus-mutans na cavidade oral. Alguns estudos reportaram uma regressão de lesões cariosas iniciais, bem como uma diminuição da incidência de novas lesões ao longo do tempo. Adicionalmente, observou-se uma modulação positiva da microbiota oral, com aumento da proporção de bactérias benéficas como Streptococcus oralis e Gemella, e diminuição de espécies patogénicas. Em várias intervenções, registou-se uma melhoria nos parâmetros salivares, como o aumento do pH e da capacidade tampão, sobretudo em tratamentos de duração superior a 4 semanas. Alguns estudos também relataram o impacto dos probióticos na resposta imunitária local, nomeadamente através do aumento de péptidos antimicrobianos salivares (HNP1-3). Os formatos de administração variaram entre leite, pastilhas, gotas e cápsulas, sendo o leite o veículo mais utilizado. A maioria dos estudos foi realizada em crianças com alto risco de cárie ou com cárie precoce da infância. Apesar dos resultados positivos, constatou-se uma grande heterogeneidade metodológica entre os estudos, com diferenças quanto à estirpe utilizada, duração da intervenção, frequência de administração e critérios de avaliação. Conclusão: Os probióticos orais demonstraram um potencial benéfico significativo na prevenção e controlo das cáries dentárias em crianças, atuando sobre múltiplos fatores: redução de microrganismos cariogénicos, melhoria da microbiota oral, regulação do pH salivar e reforço da imunidade local. No entanto, para confirmar e padronizar a sua aplicação clínica, são necessários estudos complementares, com amostras maiores, intervenções mais prolongadas e protocolos uniformizados.
Incidências das agenesias nas más oclusões de classe I, II, III: revisão integrativa
Publication . Achache, Léa Myriam; Queirós, Maria Gabriel
Objetivo: Esta revisão integrativa da literatura tem como principal objetivo analisar de forma aprofundada a relação entre a agenesia dentária não-sindrómica e o desenvolvimento das más oclusões, especialmente no que diz respeito às Classes I, II e III esquelética. Através da comparação entre diferentes estudos clínicos e cefalométricos, pretende-se compreender de que forma a presença, a localização e a severidade das agenesias influenciam o crescimento craniofacial e a discrepância maxilo-mandibular. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa em bases de dados eletrónicas, nomeadamente PubMed, ScienceDirect, B-On e Cochrane Library. Foram incluídos artigos publicados entre 2010 e 2024, com amostras de pacientes que apresentavam agenesia dentária não-sindrómica. Os estudos selecionados basearam-se em análises cefalométricas, exames radiográficos e avaliação clínica para a determinação da relação entre agenesia dentária e más oclusões. Resultados: Os estudos analisados revelaram que a agenesia de dentes permanentes, particularmente dos terceiros molares, pré-molares e incisivos laterais, pode estar associada a padrões esqueléticos alterados. Estudos demonstraram uma maior prevalência de Classe III esquelética em indivíduos com ausência de terceiros molares, geralmente associada a um menor ângulo SNA e um padrão hipodivergente. As agenesias dos pré-molares mostraram resultados heterogéneos, alguns estudos apontam uma associação significativa com a Classe III, enquanto que outros não identificaram correlações claras com nenhum tipo específico de má oclusão. A divergência pode ser explicada pelos diferentes critérios de avaliação (Classe de Angle vs Classe esquelética). A literatura indica que a ausência dos incisivos laterais, especialmente superiores, pode alterar a morfologia das arcadas e influenciar o crescimento maxilar, contribuindo tanto para padrões de Classe II como de Classe III. Estudos demonstraram uma correlação linear entre o número de dentes ausentes e a gravidade das alterações esqueléticas. Quanto maior o número de agenesias, maior a tendência para padrões hipodivergentes e Classe III. A ausência de dentes compromete o desenvolvimento do osso alveolar e modifica significativamente os ângulos cefalométricos como SNA, SNB e ANB. Conclusão: A agenesia dentária, sobretudo quando severa, pode influenciar significativamente o desenvolvimento das más oclusões esqueléticas, nomeadamente nos padrões Classe III. No entanto, esta relação não é linear nem universal, sendo modulada por fatores como o tipo de dente ausente, a sua localização, o sexo, a etnia e os mecanismos compensatórios do paciente. Assim, reforça-se a importância de uma avaliação ortodôntica precoce, individualizada e multidisciplinar, que considere não só o número de agenesias, mas também a análise cefalométrica e o padrão de crescimento facial de cada paciente.
O papel do médico dentista em doentes com doença periodontal e doença de Alzheimer: revisão integrativa
Publication . Croci, Eugenia; Pina, Cristina; Coelho, Maria João
Objetivo: Através de uma revisão interativa atual, pretende-se realizar uma análise sobre o papel do médico dentista em pacientes com a doença periodontal e a doença de Alzheimer, realçando a sensibilização destes profissionais para a importância da saúde oral estimulando a criação de planos de tratamentos individualizados para melhorar a qualidade de vida destes pacientes. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, orientada pelo protocolo PRISMA, utilizando as seguintes bases de busca: PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Biblioteca do Conhecimento Online (BON) e Web of Science. Os critérios de inclusão foram artigos em inglês e português, referentes à doença periodontal, microbiota oral e doença de Alzheimer, escolhidos com base na relevância e disponibilidade do texto completo, publicados desde 2020 até 2025. Resultados: A análise de 19 artigos demonstrou uma correlação entre pacientes que apresentam a doença periodontal e uma rápida progressão do declínio cognitivo dos doentes de Alzheimer. A saúde oral dos doentes de Alzheimer demonstra um maior índice de placa bacteriana, hemorragia gengival, mais dentes ausentes e índices elevados de periodontite. Além disso, a presença de bactérias patogénicas orais como Porphyromonas gingivalis, Treponema denticola e Fusobacterium nucleatum foi encontrada nos cérebros de doentes de Alzheimer post-mortem, sugerindo uma possível ligação entre a microbiota oral e a presença da doença. Os estudos demonstram que o papel do médico dentista é muito importante nos tratamentos preventivos para a doença periodontal em doentes com declínio cognitivo ligeiro, bem como na estabilização do declínio cognitivo. Conclusão: Neste estudo, foi demonstrada uma forte correlação entre a doença de Alzheimer e a doença periodontal. De facto, a saúde oral dos pacientes pode desempenhar um papel modulador na progressão da doença de Alzheimer e a intervenção precoce dos médicos dentistas pode revelar-se útil na estabilização do declínio cognitivo destes pacientes. O médico dentista revela-se essencial na prevenção e na gestão integrada, contribuindo para uma visão global dos cuidados prestados a estes pacientes. Contudo, serão necessários mais estudos para investigar a relação causal entre as duas doenças e para avaliar a eficácia dos tratamentos individualizados.