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Repositório Institucional da Fernando Pessoa

 

Entradas recentes

Empatia e gestão de conflitos: um estudo transversal em adultos portugueses
Publication . Araújo, Maria Virgínia Campos Loureiro; Cunha, Pedro; Fonte, Carla
A literatura tem vindo a evidenciar a importância da empatia na qualidade das relações interpessoais e na forma como os indivíduos gerem situações de conflito. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre as dimensões da empatia e os estilos de gestão de conflitos, bem como explorar o papel de variáveis sociodemográficas nestes construtos. A investigação enquadra-se numa abordagem quantitativa, de natureza correlacional e transversal. A amostra foi constituída por 724 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online que integrou o Índice de Reatividade Interpessoal (IRI), para avaliação das dimensões da empatia e o Rahim ORganizational Conflict InventoRy-II (ROCI-II), para avaliação dos estilos de gestão de conflitos. Os resultados evidenciaram associações significativas entre as dimensões da empatia e os estilos de gestão de conflitos. Verificou-se que níveis mais elevados de Tomada de Perspetiva e de Preocupação Empática se associaram à adoção de estilos de gestão de conflitos mais construtivos e cooperativos, como a Integração e o Compromisso. Por outro lado, o Desconforto Pessoal associou-se sobretudo à Anuência e à Evitação, enquanto a Tomada de Perspetiva e a Preocupação Empática se associaram negativamente à Dominação. De forma geral, os resultados reforçam a importância da empatia enquanto competência relacional promotora de interações sociais mais adaptativas, salientando implicações importantes para a prática psicológica e para a promoção de competências socioemocionais em contextos clínicos e da saúde.
Relação entre saúde mental positiva e gestão de conflitos em adultos portugueses
Publication . Gomes, Maria Pinheiro; Fonte, Carla; Cunha, Pedro
A saúde mental positiva está associada ao bem-estar, à qualidade de vida e ao funcionamento positivo do indivíduo e por isso tem vindo a assumir uma grande importância no contexto da Psicologia. Paralelamente, a gestão de conflitos está relacionada com a forma como os indivíduos reagem às situações interpessoais de desafio da vida diária. Esta investigação teve como objetivo compreender a relação entre a saúde mental positiva e a gestão de conflitos numa amostra de adultos portugueses. A investigação foi de carácter quantitativo, correlacional e transversal e incluiu uma amostra de 724 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 82 anos (M=37,04; DP= 14,91). A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, seguido da Escala Continuum de Saúde Mental (MHC-SF) - versão portuguesa e do Inventário de Gestão de Conflitos (ROCI-II). Os resultados demonstraram associações significativas entre a saúde mental e a gestão de conflitos. Verificou-se que níveis mais elevados de bem-estar psicológico tendem a associar-se positivamente a estratégias de gestão de conflitos mais construtivas, como a integração e o compromisso. Por outro lado, níveis inferiores de bem-estar psicológico tendem a estar negativamente associados a estratégias como a anuência e a evitação. Relativamente aos resultados com as variáveis sociodemográficas observaram-se diferenças estatisticamente significativas nos níveis de saúde mental positiva e nos estilos de gestão de conflitos. De uma forma geral, os participantes com filhos, com experiência em cargos de liderança, casados ou em união de facto, empregados e reformados apresentaram níveis mais elevados nas dimensões da saúde mental. Verificou-se ainda que a idade se associou positivamente ao bem-estar emocional, psicológico e social. Em relação à gestão de conflitos, verificaram-se diferenças em função do sexo, da existência de filhos, da experiência em cargos de liderança, do estado civil e da situação profissional, sugerindo que determinadas características sociodemográficas podem influenciar a forma como os indivíduos lidam com situações interpessoais de conflito. Estes resultados revelam a importância de abordar o tema com vista a contribuir para uma melhor compreensão do funcionamento psicológico. No âmbito da Psicologia Clínica e da Saúde, os resultados obtidos sugerem a relevância de intervenções focadas não apenas na redução da sintomatologia, mas também na promoção do bem-estar psicológico e da gestão construtiva de conflitos, contribuindo para uma melhor adaptação individual e para relações interpessoais mais adaptativas.
Anxiety symptoms and the perception of time: a correlational study among university students
Publication . Pinto, Margarida Inês de Carvalho; Fernandes, Carina; Gomes, Inês
The perception of time is a fundamental cognitive process that can be influenced by emotional states, such as anxiety, through changes in physiological arousal and the allocation of attentional resources. Although the literature suggests that anxiety may distort the experience of time, the results remain contradictory, particularly in non-clinical populations and across different time scales. This study aimed to explore the relationship between anxiety symptoms and time perception in college students, testing whether the effects varied across time intervals of different durations. A quantitative, correlational, and experimental design was used with 33 college students aged 18 to 23. Anxiety symptoms were assessed using the Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7) questionnaire. Time perception was assessed using the Time Bisection Task, encompassing a short-duration condition (100–600 ms) and a long-duration condition (1000–3000 ms). The primary metrics included the Bisection Point as an indicator of temporal bias and the Weber Ratio as an indicator of sensitivity and temporal variability. No significant correlations were found between anxiety symptoms, the Bisection Point, and the Weber Ratio in any of the temporal conditions. The results suggest that, in a non-clinical university sample, subclinical anxiety symptoms do not appear to induce systematic distortions in time perception or sensitivity. However, the absence of statistically significant results may be explained by the small sample size, which may have limited the study’s statistical power to detect more subtle associations or effects.
Burnout: um estudo com profissionais de saúde em Portugal
Publication . Medeiros, Jéssica Mesquita; Barros, Carla
O burnout constitui atualmente um dos principais problemas de saúde ocupacional, principalmente entre profissionais de saúde, devido à exposição contínua a exigências emocionais, sobrecarga de trabalho e condições laborais adversas. Paralelamente, os riscos psicossociais têm sido reconhecidos como fatores relevantes para a saúde e bem-estar dos trabalhadores, estando associados ao desenvolvimento de stress ocupacional e burnout. A literatura evidencia que a exposição prolongada a fatores como ritmos de trabalho intensos, exigências emocionais, horários prolongados e dificuldades nas relações laborais pode contribuir para o aumento dos níveis de burnout nos profissionais de saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar os níveis de burnout e a relação com os riscos psicossociais em profissionais de saúde a exercer atividade em Portugal. Foi desenvolvido um estudo quantitativo, transversal e correlacional, com uma amostra de 223 profissionais de saúde, maioritariamente do sexo feminino (87,4%), distribuídos por diferentes classes etárias e contextos profissionais. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online, divulgado pelo método de snowball. Foi utilizado um questionário sociodemográfico, o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT) para avaliação dos riscos psicossociais, e o Burnout Assessment Tool (BAT) para avaliação dos níveis de burnout. Os resultados evidenciaram níveis consideráveis de burnout, destacando-se a dimensão da exaustão (M = 3,24; DP = 0,98). Relativamente aos riscos psicossociais, os participantes percecionaram o ritmo de trabalho (M = 25,97; DP = 11,66), a relação com a empresa (M = 14,53; DP = 8,53), os tempos de trabalho (M = 13,92; DP = 8,03) e as exigências emocionais (M = 12,82; DP = 7,05) como os fatores mais relevantes. A análise correlacional revelou associações positivas e estatisticamente significativas entre todas as dimensões do burnout e os riscos psicossociais, indicando que níveis mais elevados de exposição a riscos psicossociais estão associados a níveis mais elevados de burnout. Destacaram-se particularmente as associações entre a exaustão e as relações com a empresa (r = .671), o ritmo de trabalho (r = .613) e os tempos de trabalho (r = .606). Conclui-se que os riscos psicossociais constituem fatores relevantes para o desenvolvimento do burnout nos profissionais de saúde. O presente estudo contribui para o aprofundamento do conhecimento acerca da relação entre burnout e riscos psicossociais no contexto da saúde em Portugal, reforçando a importância da implementação de estratégias de prevenção e intervenção organizacional promotoras da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida dos profissionais de saúde.
Burnout e riscos psicossociais: um estudo com profissionais de saúde
Publication . Meira, Guilherme Filipe Soares; Barros, Carla
O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a exposição a riscos psicossociais no trabalho e o desenvolvimento de burnout, numa amostra de profissionais de saúde em Portugal. Esta investigação adotou uma abordagem quantitativa de natureza correlacional preditiva, com uma mostra de 223 profissionais de saúde. A recolha de dados foi realizada através de um formulário online, integrando um questionário sociodemográfico, o Burnout Assessment Tool (BAT) e o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT). Os dados foram analisados com recurso ao IBM SPSS Statistics. Os resultados evidenciaram que 57% dos participantes apresentaram baixo risco de burnout, enquanto 15,7% apresentaram risco moderado e 27,4% risco elevado. Entre as dimensões avaliadas pelo BAT, a exaustão destacou-se como a componente mais afetada, com 44,2% dos participantes a apresentarem níveis elevados. Em relação aos riscos psicossociais, as dimensões com maior expressão foram o ritmo e intensidade de trabalho, as relações de emprego, os tempos de trabalho e as exigências emocionais. Verificou-se ainda, uma correlação positiva, forte e estatisticamente significativa entre a exposição a riscos psicossociais e os níveis de burnout. O modelo de regressão linear múltipla explicou 56,7% da variância do burnout, sendo as dimensões das relações de emprego, o ritmo e intensidade de trabalho e as relações de trabalho identificadas como os principais preditores significativos. Concluiu-se que o burnout nos profissionais de saúde deve ser compreendido como um fenómeno que está associado às condições organizacionais, relacionais e contratuais em que o trabalho é desempenhado. Este estudo salientou ainda, a necessidade de implementação de intervenções dirigidas tanto ao indivíduo como às organizações, de forma a promover a adoção de estratégias face riscos psicossociais e à criação de ambientes de trabalho saudáveis.