FCS (DCF) - Licenciaturas
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer FCS (DCF) - Licenciaturas por data de Publicação
A mostrar 1 - 10 de 76
Resultados por página
Opções de ordenação
- Avaliação dos efeitos toxicológicos decorrentes do consumo humano de lagostim vermelho da Louisiana (Procambarus clarkii)Publication . Lages, Nuno Fernando Aroso Costa; Nunes, Bruno; Balcão, Victor M.O presente trabalho trata o consumo humano de crustáceos, e as consequências toxicológicas que decorrem da utilização destes recursos alimentares quando contaminados. Deu-se particular importância à análise do consumo do designado lagostim vermelho da Louisiana (Procambarus clarkii), uma espécie invasora não indígena que nos últimos anos assumiu um inusitado destaque no âmbito ambiental e gastronómico do nosso País. Realizou-se uma revisão relativa aos dados disponíveis na bibliografia sobre a sua distribuição, a sua biologia, as características intrínsecas que o tornam numa praga ambiental, os seus hábitos alimentares e comportamentos. Paralelamente, fez-se um estudo aprofundado dos padrões documentados da sua captura, processamento e transformação em alimento para consumo humano. Atenção especial foi dedicada à contaminação da qual o P. clarkii é alvo, nomeadamente em resultado dos seus hábitos de vida, e que resulta directamente de actividades antropogénicas. Foi realizado um levantamento dos dados existentes sobre perfis de contaminantes nos locais habituados pelo lagostim, os seus efeitos biológicos a vários níveis, e o seu potencial para serem ingeridos conjuntamente com o lagostim vermelho. Seguidamente, fez-se uma análise dos dados toxicológicos publicados sobre os resíduos passíveis de serem encontrados nos tecidos edíveis do lagostim vermelho da Louisiana, e que poderão constituir uma perturbação da saúde dos consumidores. Procurou-se assim estabelecer uma relação de causalidade entre a presença de resíduos de substâncias tóxicas no alimento e o surgimento de efeitos adversos ao nível dos consumidores humanos. Em seguida, fez-se uma revisão da metodologia laboratorial que pode ser utilizada como medida de monitorização da contaminação do crustáceo, e como factor de prevenção do consumo de organismos contaminados por humanos. Foram abordadas metodologias analíticas clássicas e novas abordagens de análise ambiental, que visam garantir o acesso a um grande número de dados toxicológicos, sempre na tentativa de as recomendar em planos de salvaguarda da saúde pública. Pretendeu-se compilar alternativas válidas de análise e controlo de qualidade de um alimento, para que o consumo de organismos aquáticos não esteja revestida de qualquer grau de perigosidade considerável para a espécie humana. Estas mesmas medidas aqui preconizadas foram também incluídas no presente trabalho como medidas de avaliação do dano ecológico colocado pela presença de resíduos químicos de origem humana nos tecidos do crustáceo, no sentido de avaliar o estado geral do ecossistema onde este é capturado.
- A perspectiva do farmacêutico na doença de AlzheimerPublication . Leite, Joana Coimbra Oliveira Ramos Marinho; Capela, João Paulo Soares“A perspectiva do Farmacêutico na Doença de Alzheimer” é um trabalho de pesquisa e revisão bibliográfica realizado no segundo semestre de 2008. Apesar de equacionar e relatar considerações de natureza etiopatogénica e clínica, não se pretendeu ser exaustivo nessas vertentes, apenas as abordando porque, de outro modo o trabalho ficaria incompleto, sem sequência e de compreensão menos clara. Na “A Perspectiva do Farmacêutico na Doença de Alzheimer” pretendeu-se basicamente estabelecer o que foi, o que é e o que será o tratamento destes doentes, cuja patologia os conduz inexoravelmente para a morte, apesar dos meios terapêuticos disponíveis, aos quais lhes é reconhecida a capacidade de, tão somente, abrandar temporariamente a progressão dos sintomas demenciais, e também demonstrar o papel privilegiado que o farmacêutico comunitário exerce na prevenção e atrasso da doença. No capítulo I começa-se por fazer uma introdução do que é demência, no capítulo II começa-se por definir e registar a incidência da doença, para no capítulo III se abordar a etiopatogenia e os factores de risco reconhecidos. Os capítulos IV, V, VI e VII ocupam-se, respectivamente, do diagnóstico, do papel do farmacêutico comunitário, tratamento e prognóstico. No capítulo VIII, o último mas também o da esperança, aborda-se a possibilidade da profilaxia da doença no futuro, utilizando técnicas de pesquisa genética na identificação de novas moléculas específicas consideradas importantes para o desenvolvimento desta patologia, e que podem constituir novos alvos terapêuticos para a interrupção ou mesmo para a reversão da história natural da doença.
- Obesidade infantil: que importância para os farmacêuticosPublication . Silva, Jenny Carolina Nunes da; Silva, CláudiaA obesidade infantil tem vindo a ser considerada uma epidemia, pois apresenta uma elevada frequência na sociedade, com tendência a aumentar cada vez mais. No nosso país atinge já 31,6% das crianças entre os 7 e os 9 anos. É importante travar este crescimento, assim sendo, a chave para combater esta epidemia baseia-se essencialmente na prevenção precoce. Neste sentido, esta monografia pretende fazer uma revisão bibliográfica utilizando artigos científicos, documentos oficiais e livros publicados a partir do ano 2000. A obesidade infantil é uma doença que resulta de um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto energético, e que tem como consequência um aumento de peso acompanhado de um aumento da quantidade de tecido adiposo. Existem inúmeros factores de risco que podem conduzir à obesidade e que são importantes conhecer e compreender para se poder actuar na prevenção e tratamento desta doença. Para prevenir esta patologia é essencial educar a população para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis e sensibilizá-la para a importância da prática regular de exercício físico. É fundamental o desenvolvimento de cada vez mais e melhores estratégias de prevenção a nível nacional, regional e local, sendo essenciais as campanhas de sensibilização. É certo que já existem algumas campanhas a nível nacional e internacional que visam travar o aumento da prevalência desta doença, contudo ainda há um grande caminho a percorrer. Estamos, sem dúvida perante um caso de saúde pública, pois se a obesidade infantil não for tratada poderá tornar-se uma patologia que acompanha o indivíduo ao longo da vida e cuja gravidade poderá evoluir. Além das conhecidas consequências negativas que comprometem o desenvolvimento físico e emocional das crianças, existem ainda inúmeras doenças associadas a esta patologia, tais como hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2, entre outras, que podem colocar em risco a saúde do indivíduo. Quando isso acontece, existe a necessidade de as combater conjuntamente com a obesidade, e quando a intervenção dietética e nutricional acompanhada de exercício físico não se mostram suficientes é necessário recorrer ao tratamento farmacológico, e daí a importância do farmacêutico no aconselhamento e acompanhamento do utente. Tudo isto acarreta elevados custos para o indivíduo em particular e para a sociedade em geral, mais uma vez, falamos de interesse público para um problema de saúde pública.
- Intervenção do farmacêutico no risco cardio e cerebrovascularPublication . Pinho, Victor Manuel Marques de; Silva, CláudiaAs situações que podem ser responsáveis pela doença cardio e cerebrovascular, serão abordadas nesta monografia, devem ser sujeitas a terapêutica adequada e permanente com monitorização contínua de forma a haver garantia de que os factores de risco se mantêm dentro da normalidade para que assim se possa de facto reduzir o risco da ocorrência da patologia. A terapêutica passa por medidas não farmacológicas e terapêutica farmacológica que, uma vez associadas contribuem para potenciar o efeito na redução do risco. As situações clínicas referidas que requerem a instituição e manutenção controlada da terapêutica são a diabetes, hipertensão, obesidade e hipercolesterolemia. O stress e o hábito tabágico constituem os outros dois factores de risco. Neste último, é importante encetar medidas de ordem psicológica para motivar o fumador ao seu abandono e, quando necessário, instituir as medidas farmacológicas. As medidas de carácter não farmacológico associadas são os cuidados com a alimentação e a prática de exercício físico. Abordam-se inicialmente as medidas gerais recomendadas para todos os indivíduos com uma incidência particular nos portadores destes factores de risco. Quando for caso disso, em cada situação fazer-se-ão referência a aspectos particulares. O farmacêutico pode contribuir para auxiliar a avaliação dos resultados da terapêutica realizando a medição da tensão arterial e os testes de autovigilância do colesterol total, triglicerideos, glicemia, nas farmácias, ensinando o doente como pode notar a evolução da melhoria dos valores, garantindo a adesão à terapêutica e à consulta médica regular. A Farmácia é um local privilegiado de contacto directo com o público, essencial à detecção precoce de factores de risco. O diagnóstico precoce e aconselhamento adequado poderão ter impacto na redução de complicações ou mesmo evitando o aparecimento da doença.
- O Almofariz, ícone da profissão farmacêutica: principais traços da sua evoluçãoPublication . Nicolau, José Luis Marques dos Santos de Azevedo; Freitas, Judite A. Gonçalves deUm farmacêutico que não se queira limitar a ser um técnico que exerce rotineiramente a sua profissão irá encontrar mais-valias em ter na sua formação intelectual algum conhecimento aprofundado sobre a história da farmácia. Caminha-se actualmente para uma especialização cada vez maior, o que se traduz numa maior capacidade de executar correctamente uma função única para a qual a especialização é dirigida, mas isto vai implicar uma incapacidade de adaptação a novas situações e a novas questões, que saiam um pouco do âmbito da dita especialização. Se, para algumas profissões, é suficiente e até óptima esta situação, para outras isso revela-se limitante e eticamente reprovável. O Farmacêutico tem sido, desde há largos anos, um profissional de saúde em quem a população confia. É, em muitos locais, o técnico de saúde mais próximo da população, havendo um acesso imediato da população ao aconselhamento por parte deste, ao contrário do que sucede, por exemplo, em relação ao acesso a consultas médicas, que com frequência têm um tempo de espera para atendimento de semanas, meses, e às vezes mesmo anos. Numa farmácia comunitária é frequente surgirem situações muito diversas, desde problemas que terão de ser encaminhados para outros profissionais de saúde a problemas que um farmacêutico atento poderá auxiliar a resolver. Para tal necessita de ter uma formação académica sólida, que lhe dê as bases científicas para compreender o mecanismo de acção dos medicamentos, as incompatibilidades e possíveis reacções adversas que surjam, bem como para as tentar evitar, mas tal não será suficiente. Para saber responder às solicitações do dia-a-dia, o farmacêutico necessita também de espírito prático, para resolver os problemas na altura necessária, e de bom senso (muitas vezes chamado de “senso comum”, mas não me parece que seja tão comum assim), além da experiência que vai acumulando, que facilita a resolução de muitas situações. Obviamente que um maior conhecimento sobre os almofarizes e a sua história não será essencial nem está directamente relacionado com o correcto exercício farmacêutico, mas sendo o almofariz “o instrumento” que tem acompanhado o farmacêutico desde sempre, estando intrinsecamente associado à sua imagem, a sua apreciação não nos deixa esquecer a importância e a dignidade da profissão ao longo dos tempos, dando maior ânimo para uma posição ética e deontologicamente correcta, sobretudo nos momentos de transição em que por vezes o espírito comercial se tenta sobrepor aos outros aspectos da farmácia comunitária. A utilização do almofariz, em particular do almofariz metálico, acompanhou a humanidade desde a antiguidade remota até aos nossos dias (Jordi González e Bosch Figueroa, 2002). Apesar da enorme evolução científica e tecnológica que as ciências farmacêuticas sofreram ao longo dos tempos, o almofariz permaneceu sempre como um instrumento essencial e omnipresente nas farmácias, desde as velhas boticas até às actuais farmácias comunitárias, necessário para a execução de funções fundamentais para a manipulação dos medicamentos. Daremos especial destaque ao uso do almofariz de bronze pela importância que foi tendo ao longo da história da farmácia. Assim, o almofariz é considerado um objecto de grande importância, não só pelo aspecto sentimental que apresenta para a profissão farmacêutica, como também como testemunho mudo da arte farmacêutica (Jordi González e Bosch Figueroa, 2002). É ainda considerado como um objecto artístico de grande valor pelos peritos em arte, como se pode verificar pela sua presença frequente em antiquários, leilões, casas-museu e colecções privadas.
- Consumo de benzodiazepinas em PortugalPublication . Guedes, José Manuel Fraga Santos; Carvalho, MárciaPortugal apresenta dos maiores níveis de utilização de benzodiazepinas ao nível europeu. Este facto veio realçado no relatório da Organização Internacional de Controlo de Estupefacientes e confirmado por indicadores do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (INFARMED). É deste modo importante analisar a prática actual no que concerne à prescrição e utilização de benzodiazepinas e reforçar as iniciativas conducentes a uma diminuição do uso crónico destes fármacos. Neste trabalho é feita uma revisão sobre os efeitos farmacológicos e toxicológicos de fármacos benzodiazepínicos. Outro objectivo deste trabalho foi o de avaliar a utilização e a evolução do consumo de benzodiazepinas em Portugal, entre os anos de 2000 e 2007. Para a prossecução deste objectivo, recorreu-se aos dados registados pelo INFARMED relativos ao número de embalagens de benzodiazepinas comercializadas no mercado nacional. Os dados apresentados neste estudo revelam que o número de embalagens de benzodiazepinas comercializadas em Portugal aumentou anualmente entre 2000 e 2006, tendo-se verificado em 2007 uma diminuição no número de embalagens de benzodiazepinas comercializadas em Portugal. As benzodiazepinas ansiolíticas apresentam o maior número de embalagens comercializadas nos anos considerados, sendo que dentro desta classe, as benzodiazepinas de curta duração foram as mais prescritas. As benzodiazepinas hipnóticas apresentaram uma diminuição no número de embalagens comercializadas em 2003, tendo aumentado nos anos posteriores até 2005, sendo que em 2006 e 2007 apresentou uma redução no seu consumo. O clonazepam é a única benzodiazepina considerada pelo INFARMED como pertencente ao subgrupo terapêutico dos compostos antiepilépticos e anticonvulsivantes, sendo que o número de embalagens comercializadas deste composto, ao contrário das benzodiazepinas ansiolíticas e hipnóticas, aumentou anualmente inclusive em 2007. O alprazolam é a benzodiazepina com maior número de embalagens comercializadas em Portugal, seguido do lorazepam, bromazepam e diazepam, sendo que todas estas benzodiazepinas pertencem ao grupo das benzodiazepinas ansiolíticas de curta duração. A II benzodiazepina hipnótica que apresenta um maior número de embalagens comercializadas é o estazolam seguido do flurazepam e do loprazolam. Em 2007, ocorreu uma diminuição no número de embalagens de benzodiazepinas comercializadas em Portugal, sendo contudo ainda precoce associar esta diminuição às iniciativas implementadas conducentes a uma diminuição da utilização prolongada destes fármacos. Assim, é necessário avaliar a evolução do consumo das benzodiazepinas em Portugal durante os próximos anos, para verificar a verdadeira eficácia das iniciativas implementadas na prática clínica actual conducentes a uma diminuição do uso crónico destes fármacos.
- Avaliação da actividade antifúngica de óleos essenciais em leveduras do género CandidaPublication . Vieira, Sandra Cristina Barbosa; Cerqueira, FátimaO trabalho apresentado é justificado pelo aparecimento de resistências aos antifúngicos disponíveis comercialmente e também à necessidade de procura de novos agentes antifúngicos, nomeadamente entre os compostos naturais (Pinto et al., 2006; Saikia et al., 2001). Na medicina tradicional, o uso de óleos essenciais deve-se principalmente às suas propriedades como anti-sépticos, agentes antimicrobianos (nomeadamente como antifúngicos), entre outras actividades (Galarraga et al., 2008; Saikia et al., 2001). Nesse sentido foi testada a actividade de sete óleos essenciais contra Candida albicans e C. glabrata. (Cerqueira et al., 2008; Anexo1) Estes fungos são responsáveis por micoses superficiais e sistémicas, pelo que necessitam de novas opções terapêuticas para o seu tratamento. A actividade antifúngica dos óleos essenciais foi testada por determinação da Concentração Mínima Inibitória (CMI) usando o método das microdiluições em agar Sabouraud. Os resultados preliminares demonstram que os óleos essenciais de cravo-da-índia e o de tomilho têm uma actividade antifúngica potente contra os fungos testados. Os restantes óleos essenciais testados, nomeadamente lavanda, hortelã-pimenta, eucalipto, amêndoas doces e árvore do chá não apresentam actividade antifúngica. A sensibilidade destes fungos aos agentes antifúngicos comerciais (Anfotericina B e Itraconazol) foi também testada, uma vez que as espécies testadas foram isoladas de amostras clínicas. A principal conclusão tirada deste trabalho é a de que os óleos essenciais podem ser boas alternativas terapêuticas para o tratamento de candidoses superficiais e que a sensibilidade de outros fungos a estes compostos deve ser testada e também devem ser identificados outros compostos naturais activos.
- Nimesulida: uso do medicamento pelos utentes da farmácia comunitáriaPublication . Teixeira, Raquel da Silva; Capela, João Paulo SoaresA nimesulida é um anti-inflamatório não esteróide (AINE) e encontra-se actualmente comercializado em cerca de 50 países de todo o mundo, sob diferentes nomes de marca, estando disponível em Portugal desde 1985. Encontra-se classificada, quanto ao modo de dispensa, como medicamento sujeito a receita médica obrigatória, sendo um dos fármacos anti-inflamatórios mais prescritos. Relativamente aos medicamentos para uso sistémico que contêm nimesulida, estes tiveram a sua utilização restringida por parte da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) com efeitos a partir do dia 21/09/2007, devido ao risco de hepatotoxicidade. As directrizes da EMEA recomendam que o tratamento com a nimesulida deve ser limitado a um período máximo de 15 dias. Tornou-se, deste modo, importante descrever o uso da nimesulida em Portugal por parte dos doentes que visitam as farmácias. Realizou-se um estudo descritivo de carácter exploratório, inserido no paradigma quantitativo, através de um inquérito, feito a doentes que visitam 5 farmácias da região do Norte (amostra de 99 utentes). Este estudo teve como objectivo desta monografia verificar qual o nível de informação dos doentes portugueses sobre o fármaco nimesulida, qual o uso terapêutico que lhe atribuem, o regime posológico habitual e a duração do tratamento. Adicionalmente, procurou-se verificar se os doentes relacionam a ocorrência de reacções adversas com o consumo da medicamentos que incluem nimesulida e se as comunicam aos profissionais de saúde, farmacêuticos ou médicos. Neste estudo verificou-se que nos utentes das farmácias do norte a nimesulida é um fármaco muito utilizado, independentemente das idades, escolaridade, género ou estado civil. Os inquiridos reportam tomar a medicação para dores menores, nomeadamente para tratamento dores de cabeça, dores de dentes, constipações, contudo é também utilizado em casos de artrite levando a que o fármaco seja tomado diariamente. É normal ocorreram efeitos adversos, mas estes são mais frequentes com o uso continuado do fármaco, no entanto nem sempre os inquiridos o reportam aos profissionais de saúde. Além disso nesta amostra existem utentes que reportam usar doses acima das recomendadas pelas autoridades em automedicação e sem prévia indicação médica.
- Avaliação do potencial antioxidante da folha de Cydonia oblonga MillerPublication . Costa, Rossana Marina Soares da; Silva, Branca; Carvalho, MárciaNeste trabalho é feita uma revisão da literatura no que concerne aos fundamentos teóricos e à importância dos antioxidantes na saúde humana, especialmente dos compostos fenólicos, e aos estudos fitoquímicos previamente realizados na espécie Cydonia oblonga Miller. O objectivo do trabalho de investigação realizado no âmbito desta monografia foi o de estudar o potencial antioxidante da folha de Cydonia oblonga Miller, em comparação com do chá verde (Camellia sinesis). Para a prossecução do trabalho experimental foram analisadas doze amostras de folha de marmeleiro provenientes do Norte e do Centro de Portugal (Carrazeda de Ansiães e Covilhã, respectivamente), colhidas em Junho e Outubro de 2006. A preparação das amostras consistiu numa extracção com metanol (40ºC). As propriedades antioxidantes foram avaliadas através do poder redutor determinado pelo método de Folin-Ciocalteu e da capacidade sequestrante dos extractos para o radical livre 2,2´-difenil-1-picrilhidrazilo (DPPH). Os resultados deste estudo revelaram que, no que diz respeito ao poder redutor, a folha do marmeleiro possui uma capacidade redutora significativamente superior à do chá verde (valor médio de 227,8 ± 34,9 e 112,5 ± 1,5 g/kg de folha seca, respectivamente; P ≤ 0,001). As amostras provenientes de Carrazeda de Ansiães apresentaram um índice de Folin- Ciocalteu significativamente superior às da Covilhã (valor médio de 252,6 ± 23,7 e 203,0 ± 25,4 g/kg de folha seca, respectivamente; P ≤ 0,005). No entanto, não foram observadas diferenças significativas nos índices de Folin-Ciocalteu de acordo o mês de colheita. A capacidade sequestrante dos extractos da folha de marmeleiro para o radical DPPH foi semelhante com um EC50 médio de 21,6 ± 3,5 μg/ml, mas significativamente superior ao do extracto de chá verde (EC50 médio de 12,7 ± 0,1 μg/ml; P ≤ 0,005). Estes resultados indicam que a actividade anti-radicalar da folha do marmeleiro é significativamente inferior à do extracto de chá verde. Não foram encontradas diferenças significativas no potencial anti-radicalar de acordo com a origem geográfica ou o estado de maturação. Neste trabalho de monografia demonstra-se que a folha de C. oblonga é uma fonte excelente e económica de antioxidantes, podendo ser utilizada na prevenção e/ou tratamento de doenças nas quais os radicais livres estão envolvidos.
- Frequência da automedicação em farmácias comunitáriasPublication . Pereira, Diana Neto; Silva, CláudiaA automedicação constitui uma prática universal, presente nas mais diversas sociedades e culturas, independentemente do grau de desenvolvimento sócio-económico das mesmas. A monografia apresentada é dividida em duas partes, uma parte de revisão bibliográfica e outra de investigação científica, com a qual se pretende determinar a frequência de automedicação numa amostra de utentes de farmácias comunitárias, sendo este o objectivo principal. Utilizou-se uma amostra de 150 pessoas que recorriam aos serviços das farmácias comunitárias. A recolha de dados foi realizada através de um questionário aplicado em três farmácias (Farmácia Miraldo, Farmácia Portela e Farmácia Vitória). A análise estatística foi realizada utilizando os testes de Qui-quadrado (com correcção de Yates) e a Prova Exacta de Fisher, considerando diferenças significativas para p<0,05. Os resultados demonstram que o género feminino é predominante no que se refere à população que frequenta a farmácia. Os medicamentos mais consumidos são os que actuam no sistema cardivascular. A frequência de automedicação constatada no estudo é inferior à frequência referida por vários autores na revisão bibliográfica. Self-medication is a universal practising present in all different societies and cultures, in spite of their social-economical development. The monography is divided into two parts, one for bibliography revision and the other for scientific investigation, with which it will be determined the frequency of self-medication among a sample of people using communitarian pharmacies, this being the goal of this work. A sample of 150 people using these communitarian pharmacies was used. The retraction of data was done through a questionnaire applied in three pharmacies (Miraldo, Portela and Vitória). The analysis of the statistics was done using Chi-square Tests (with Yates’ correction) and Fisher’s Exact Test, having significant differences for p<0,005. When referring to the people that go to a pharmacy, the female population is the most predominant. Medecine that works over cardiovascular system is the most consumed. The frequency of self-medication found in this study is inferior when compared to that referred by many authors in the bibliography revision.
