Departamento de Ciências Médicas
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Percorrer Departamento de Ciências Médicas por orientador "Abreu, Isabel"
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- Análise das técnicas de gestão de comportamento utilizadas no atendimento médico-dentário de criançasPublication . Ferreira, Carolina Maria Cruz; Silva, Cristina; Fonte, Carla; Abreu, IsabelIntrodução: A gestão do comportamento infantil na consulta de medicina dentária é crucial para garantir uma experiência positiva para o paciente, especialmente em crianças com ansiedade ou medo. Técnicas adequadas promovem confiança, aumentam a adesão ao tratamento e minimizam complicações. Objetivos: Avaliar a frequência de utilização das técnicas de gestão de comportamento por médicos dentistas, os motivos da não utilização e a eficácia percebida de cada técnica. Foi também comparado o uso das técnicas entre médicos dentistas generalistas e especialistas em odontopediatria. Metodologia: Estudo transversal com base num questionário digital, aplicado a médicos dentistas em exercício em Portugal, entre janeiro e maio de 2024. Participaram 89 profissionais, divididos entre Grupo A (generalistas) e Grupo B (especialistas em odontopediatria). Resultados: As técnicas mais utilizadas foram o reforço positivo e elogio descritivo (100%), presença/ausência dos pais (97,8%), comunicação não verbal (97,8%) e distração (96,6%). A técnica considerada mais eficaz foi a “tell-show-do” e a menos eficaz o “aumento de controlo”. A técnica menos usada foi o tratamento assistido por animais (13,5%), principalmente por falta de familiaridade. Os especialistas recorrem mais frequentemente a técnicas avançadas (sedação, anestesia geral e estabilização protetora) do que os generalistas. Conclusão: Existe uma clara preferência pelas técnicas básicas entre todos os profissionais. A especialização influencia a aplicação de técnicas avançadas, reforçando a importância de formação adequada para um atendimento eficaz e seguro em odontopediatria.
- Assessment of nutrition knowledge among dental students: an online surveyPublication . Costa, Stephanie Frances Martins; Correia, Patrícia Nunes; Abreu, IsabelObjective: To assess the knowledge, attitudes, and perceptions of students enrolled in the Integrated master’s degree in dental medicine at Universidade Fernando Pessoa (UFP) regarding the importance of nutrition in oral health, as well as to evaluate their level of confidence in providing nutritional counseling within clinical practice. Materials and Methods: A cross-sectional, descriptive, observational study was conducted using an online questionnaire distributed to 4th and 5th year Dental Medicine students at UFP. The questionnaire comprised items related to knowledge, attitudes, practices, and self-perceived confidence in addressing nutritional topics with patients. The data collected was analysed using IBM SPSS® statistical software, applying descriptive and inferential statistical techniques to explore patterns and draw conclusions from the variables under study. Results: A total of 106 students participated in the study. Most respondents (90,6%) acknowledged the importance of nutrition in clinical dental practice and expressed interest in furthering their knowledge in this field. Nevertheless, a notable proportion (20,8%) reported insufficient confidence when providing nutritional counselling, particularly when evaluating dietary records. A large proportion of students (42,5%) stated they had not received formal training in nutrition throughout their academic education. Still, a large percentage (40,6%) indicated that they often discussed topics such as sugary drinks consumption with patients. The most frequently suggested training improvements included the creation of dedicated curricular units and availability of nutritional related material in the dental clinic. Conclusions: The findings of this study indicate a widespread awareness among dental students regarding the relevance of nutrition to oral health. However, educational gaps persist, which may limit the ability to integrate nutritional knowledge in the clinical setting. Preparing future dentists requires an understanding of the patients’ diet habits to support a truly holistic and interdisciplinary approach to oral health care.
- Assessment of oral health knowledge among nutrition and dietetics students: an online surveyPublication . Lopes, José Eduardo Trovão Vilela Quintas; Correia, Patrícia Nunes; Abreu, IsabelIntroduction: The relationship between Dentistry and Nutrition/dietetics is fundamental to promoting health at both oral and general levels. Dentists and nutritionists play complementary roles in the prevention and treatment of various health conditions. Therefore, understanding the relationship and mutual knowledge between these two fields should be part of the curriculum of nutrition and dietetics students. Aim: This study aims to assess the perceived knowledge, attitudes, and confidence of Nutrition and Dietetics students at the University Fernando Pessoa (UFP) regarding oral health and its relevance to their clinical practice. In addition, the study seeks to explore whether oral health is overlooked in the nutrition education curriculum. Materials and Methods: An observational, analytical, and cross-sectional study was conducted with a convenience sample of 20 students from the Nutrition and Dietetics program. An original questionnaire was administered online. The variables analysed included knowledge of oral health, confidence in providing oral health counselling, referral practices to dental professionals, frequency of follow-up after consultations, and perceptions of the importance of interdisciplinary collaboration. Data were processed and analysed using IBM SPSS® statistical software. Results: All students (100%) recognized the importance of oral health and demonstrated a positive theoretical perception of its integration into clinical practice. However, significant gaps were identified in their confidence and consistency of clinical practices. Only 15% of respondents described themselves as very confident, while 50% were moderately confident and 35% were not confident in providing oral health counseling. Referral behavior was also limited: 65% of students reported rarely referring patients to a dentist, and 10% never did so. Furthermore, 30% said they never tracked changes in patients’ oral health after consultations, while 5% did so frequently. A statistically significant association was found between students' self-reported confidence and the frequency of patient referrals to the dentist (p = 0.010), indicating that students with higher confidence levels were more likely to refer patients for dental evaluation. Most of the participants (85%) expressed interest in further training, highlighting the need for specialized courses and integrated workshops within the faculty curriculum. Conclusions: Integrating specific oral health content into Nutrition and Dietetics programs, alongside practical and interactive activities, may be an effective strategy to better prepare these future professionals. In this context, fostering collaboration between nutritionists and oral health professionals is essential to create synergies that contribute to robust and comprehensive preventive strategies, leading to improved patient outcomes.
- Conhecimento materno sobre hábitos de sucção não nutritiva no CHTMAD: estudo observacional transversalPublication . Oliveira, Bárbara Alves; Silva, Cátia Carvalho; Abreu, Isabel; Azevedo, Joana FerreiraObjetivo: Analisar os conhecimentos e as atitudes das grávidas que já são mães e que são acompanhadas no serviço de ginecologia e obstetrícia do centro hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, relativamente aos hábitos de sucção não nutritiva, nomeadamente, investigar a influência de algumas características sociodemográficas como a idade, nível de escolaridade e número de filhos em relação ao conhecimento sobre estes hábitos. Adicionalmente, pretendeu-se avaliar se as grávidas, durante a gestação, receberam informações de profissionais de saúde sobre os hábitos de sucção não nutritiva. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal com uma amostra de conveniência, entre 3 de janeiro e 4 de março de 2024 no serviço de ginecologia e obstetrícia do centro hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. Foram estipulados critérios de inclusão e de exclusão para a seleção das participantes. A avaliação do nível de conhecimentos sobre hábitos de sucção não nutritiva foi realizada mediante a aplicação de um questionário online, disponibilizado na sala de espera do serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital, constituído por 26 questões sobre hábitos de sucção não nutritiva. Foi realizada uma análise de dados descritiva e inferencial utilizando o software IBM SPSS Statistics, Vs.29.0 e considerado um nível de significância de 0,05. Resultados: O estudo incluiu 455 gestantes. A maioria das participantes tinha entre 26 e 35 anos, com nível de escolaridade predominante entre o 10º e o 12º ano e a maior parte relatou ter apenas um filho. Foi verificado que a idade materna não estava associada de uma forma significativa a um maior nível de conhecimento das mães mais velhas relativamente aos HSNN. Relativamente ao nível de escolaridade, as mães com maior nível de escolaridade demonstraram um nível de conhecimentos mais adequado, em relação à importância da chupeta no desenvolvimento do reflexo de sucção em bebés prematuros, ao uso de reforço positivo no desmame dos vários hábitos de sucção e ao conhecimento sobre as características ideais de uma chupeta. Conclusões: Os resultados desta investigação indicam que, embora o conhecimento das mães sobre hábitos de sucção não nutritiva seja geralmente adequado, variáveis como idade, escolaridade e número de filhos não influenciam significativamente a perceção desses hábitos. Apesar das orientações de profissionais de saúde, a educação sobre hábitos de sucção não nutritiva deve ser ampliada. É essencial que a transmissão de informações sobre hábitos de sucção não nutritiva ocorra, sobretudo, nas consultas pré-natais, nomeadamente, na consulta de medicina dentária da grávida, ou noutras especialidades que realizem o acompanhamento materno, desde que a informação transmitida assente nas melhores práticas baseadas na evidência científica mais atual.
- Erupção ectópica de primeiros molares permanentes: trabalho de investigaçãoPublication . Romão, Bárbara Baptista; Silva, Cristina; Abreu, IsabelObjetivos: O estudo teve como finalidade avaliar a prevalência de erupções ectópicas de primeiros molares permanentes, e o seu grau de impactação, assim como sinais da sua autocorreção, através da análise de radiografias panorâmicas de pacientes pediátricos. Materiais e métodos: O estudo foi realizado através da leitura das radiografias panorâmicas que constavam no arquivo das fichas clínicas dos pacientes que frequentam ou frequentaram a Clínica Pedagógica de Medicina Dentária da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa. Resultados: A prevalência de erupção ectópica de primeiros molares permanentes obtida foi de 3,2%, sendo que a maioria dos casos ocorreu na maxila e o dente mais comumente impactado foi o 26. O sexo masculino e crianças com idade igual ou inferior a 8,33 anos apresentaram uma frequência superior de erupção ectópica. Segundo as escalas utilizadas, os graus moderado e severo de impactação do primeiro molar permanente foram os mais observados. A prevalência da reabsorção no segundo molar temporário foi de 5,3 %, sendo superior na maxila. Crianças do sexo masculino e com idade igual ou inferior a 8,33 anos foram as mais afetadas. Dos casos analisados, 2% autocorrigiram-se. Conclusões: Esta patologia requer uma atenção reforçada do médico dentista para ser diagnosticada, uma vez que na maioria dos casos se trata de um achado radiográfico. O acompanhamento ao longo do tempo e o estabelecimento de um plano de tratamento adequado são essenciais para prevenir uma má-oclusão.
- Irrigação intracanalar durante tratamento endodôntico não-cirúrgico: quantificação de tempo e volumePublication . Pereira, Inês Isabel da Graça; Guimarães, Duarte; Abreu, IsabelEste trabalho tem como principal objetivo quantificar o volume de irrigante utilizado durante o tratamento, assim como o volume e o tempo de irrigação durante o Protocolo Final de Irrigação (PFI) dos Tratamentos Endodônticos Não-Cirúrgicos (TENC), realizados por alunos do 4º e 5º ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária (MIMD), nas Clínicas pedagógicas de Medicina Dentária da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa (CPMD FCS-UFP), utilizando um método de irrigação manual (seringa e agulha). Observaram-se 23 casos de TENC (n=23). Na recolha dos dados, foram medidos o Volume de Hipoclorito de Sódio (NaOCl) usado durante a instrumentação (irrigação inicial), o Volume e o Tempo de irrigação para cada irrigante durante o PFI. Os irrigantes utilizados foram NaOCl (2,5%), Ácido Cítrico (10%) e Álcool Etílico (96%). Na realização da análise estatística, usaram-se testes paramétricos: teste t de student para uma média e o teste ANOVA a um fator. Recorreu-se ao Software IBM SPSS Statistics for Windows, v.28 para realizar os testes estatísticos. Considerou-se um nível de significância de 0,05 em todos os testes efetuados. Dos 23 casos de TENC analisados, a maioria (52,2%) apresentavam 3 Canais Radiculares (CR), correspondendo a um total de 12 casos. Quanto à localização dos dentes (superior e inferior) dos casos de TENC recolhidos, a maior parte dos tratamentos foram realizados em dentes superiores, totalizando 14 casos (60,9%). Verificou-se que mais de metade dos dentes em que o TENC foi realizado eram Molares, com um total de 13 casos (56,5%). Na análise do Tempo total do PFI, descrito como Tempo total da Irrigação Final, verificou-se que a média dos valores recolhidos foi de 309,4 s com um desvio padrão de 75,5 s, apresentando um valor mínimo de 148 s e um valor máximo de 470 s. No que diz respeito ao Volume de irrigação inicial com NaOCl, considerando que a irrigação inicial é realizada durante o processo de instrumentação do SCR, a média dos valores apresentados é 20,8 mL com um desvio padrão de 8,0 mL, apresentando um valor mínimo de 6,8 mL e um valor máximo de 35 mL. Para realizar a comparação entre o Tempo de irrigação durante o PFI e o número de canais, foi utilizada uma ANOVA, uma vez que comparamos três amostras independentes. Não foi considerado o grupo de 4 CR, uma vez que só apresenta um valor. Concluiu-se que tempo total do PFI é maior que o valor de teste de 240 segundos, com um nível de confiança de 95%. Não há evidência para rejeitar que o volume de irrigação inicial com NaOCl é significativamente menor ou igual ao valor de teste de 20 mL, com um nível de confiança de 95%. Não há evidência para rejeitar que o número de CR não interfere com o tempo de irrigação no PFI.
- Perceção da importância dos dentes e materiais dentários após exposição a altas temperaturas: perspetiva forensePublication . Ramos, Beatriz Abril; Guimarães, Maria Inês; Abreu, IsabelObjetivo: Este estudo piloto teve como principal objetivo avaliar os conhecimentos e a perceção dos médicos dentistas sobre os materiais e peças dentárias sujeitas a altas temperaturas, contribuindo para a sua elucidação e sensibilização acerca de possíveis lacunas existentes na área da Medicina Dentária Forense, essencialmente no método de identificação humana. Metodologia: Estudo transversal, aprovado pela Comissão de Ética da Universidade Fernando Pessoa. Foi desenvolvido um questionário de autopreenchimento através do Google Forms, divulgado em plataformas digitais. O questionário abrangeu dados sociodemográficos, opinião sobre registos clínicos, sobre peças e materiais dentários numa perspetiva forense e o momento de contacto com a Medicina Dentária Forense. A análise foi realizada com testes não paramétricos e significância de 0,05. Resultados: Dos 300 inquiridos, a maioria era do sexo feminino (66,3%), com média de idade de 38,7 anos. Portugal e Brasil foram os países com maior número de respostas. Os registos clínicos completos foram considerados extremamente importantes por 92,3% dos médicos dentistas. Os profissionais com menos tempo de experiência valorizam mais as fotografias, enquanto os mais experientes prezam os moldes/modelos. A resina composta e o ionómero de vidro foram considerados mais suscetíveis a alterações de forma e cor. A amálgama foi considerada a mais estável, seguida das coroas cerâmicas e metalocerâmicas. A dentina foi percecionada como mais vulnerável a alterações de cor e forma do que o esmalte. Conclusão: A opinião dos inquiridos está alinhada com a literatura, exceto na resistência do esmalte face à dentina. O estudo destaca a importância de registos clínicos padronizados e da formação contínua em Medicina Dentária Forense para reforçar o papel do médico dentista na identificação humana.
- Use of rubber dam in paediatric dentistry among general and paediatric dentists: a cross-sectional studyPublication . Silva, Ana Raquel da Costa e; Silva, Cristina; Abreu, IsabelIntroduction: Rubber dam isolation plays a vital role in paediatric dentistry by improving moisture and infection control and increasing the success of restorative and pulpal procedures. Despite its clinical advantages, it is often underutilised in paediatric patients due to several barriers, including lack of training, perceived difficulty of application, and concerns about patient cooperation. Understanding current usage patterns and perceptions of rubber dam isolation among dental professionals is essential to optimise clinical outcomes and standardise care in paediatric dentistry. Objectives: This study aimed to assess the knowledge, use, and perception of rubber dam isolation among general dentists and paediatric dental specialists. The primary objectives were to determine the frequency of rubber dam isolation application, identify patterns between its use and the academic training or experience of clinicians, and explore whether training influences its implementation in paediatric contexts. Secondary objectives included identifying reasons for non-use, perceived benefits and challenges, and resources considered useful in promoting the technique. Methodology: A structured online survey was conducted and distributed via social networks, email, QR codes, in-person visits to dental clinics, attendance in technical courses, and personal contacts. The questionnaire, adapted from validated studies in the literature, was aimed at dentists who treat paediatric patients. A total of 111 valid responses were received. The data was analysed using descriptive statistics and inferential tests to assess associations between variables. Results: Most participants are female (73.9%), reflecting an ongoing feminisation of the dental profession. The ages range from 23 to 67 years, and 24.3% have qualifications in paediatric dentistry, while 75.7% do not. The majority (95.5%) reported having been introduced to rubber dam isolation during their undergraduate training, and 78.4% considered this training sufficient. Most respondents recognised the clinical benefits, with 89.2% believing that it contributes to the success of dental treatments. The technique was used more frequently by those with postgraduate training or specialisation in paediatric dentistry. The main barriers to the use of rubber dam isolation include the difficulty in placement and the perception of resistance on the part of paediatric patients, although most children tolerate it well (39.6%). A statistically significant association was found between academic training and perception of child acceptance (p = 0.049). Respondents identified practical workshops (76.6%) and professional update courses (64.9%) as the most useful resources for promoting the use of rubber dam isolation. Conclusion: This study highlights the gap between theory and clinical implementation of the rubber dam isolation. Although most professionals recognise its benefits, routine use remains limited. Educational interventions, institutional support, and practical training are essential to promote wider adoption. These results underscore the importance of integrating the rubber dam isolation more effectively into undergraduate and postgraduate curricula to ensure consistent, high-quality paediatric dental care.
- Utilização do isolamento absoluto em endodontia em médicos dentistas generalistas e endodontistas: um estudo transversalPublication . Albuquerque, Christophe; Vasconcelos, Natália; Abreu, IsabelObjetivo: Este estudo tem como principal objetivo investigar e comparar a utilização do isolamento absoluto em tratamentos endodônticos realizados por Médicos Dentistas generalistas e por Médicos Dentistas com prática clínica maioritária em endodontia. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal, com recurso a um questionário online. Participaram 147 Médicos Dentistas, tendo sido os dados analisados estatisticamente com o programa SPSS, considerando um nível de significância de 0,05. Resultados: A amostra, composta maioritariamente por participantes do género feminino (61,2%), tinha uma idade média de 38,1 anos e experiência profissional média de 13,5 anos. Cerca de 92,5% dos participantes tiveram o primeiro contacto com o isolamento absoluto durante o ensino pré-graduado e 74,2% consideraram suficiente a ênfase dada à técnica nessa fase. A grande maioria dos inquiridos (91,9%) acredita que o isolamento absoluto aumenta a taxa de sucesso dos tratamentos dentários. Os endodontistas utilizam o isolamento absoluto com maior frequência e rapidez do que os generalistas, sendo que 87,3% dos primeiros recorrem sempre, sem exceção, à técnica em tratamentos endodônticos. Cerca de 64,3% dos profissionais que não usavam isolamento absoluto mostraram-se recetivos a reconsiderar a sua utilização mediante formação adequada. Discussão: Os resultados obtidos evidenciam uma elevada perceção da importância do isolamento absoluto na prática clínica, especialmente em procedimentos endodônticos, refletindo-se numa taxa de utilização sistemática por parte dos endodontistas. No entanto, observam-se diferenças relevantes entre grupos, com os Médicos Dentistas generalistas a apresentarem menos frequência de uso e menor domínio técnico. Os obstáculos mais referidos à aplicação da técnica, como a destruição coronária, o apinhamento dentário ou a falta de treino, apontam para lacunas formativas que podem ser superadas com estratégias pedagógicas adequadas. A valorização clara dos workshops práticos e do apoio de profissionais experientes reforça a necessidade de uma abordagem formativa centrada na prática e na mentoria clínica. Conclusão: A utilização do isolamento absoluto estando relativamente bem difundida e sendo percecionada como essencial para o sucesso clínico requer ainda uma adoção mais sistemática. Esta deverá ser promovida através de estratégias educativas consistentes e em linha com os padrões internacionais.
