Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-09-26"
A mostrar 1 - 6 de 6
Resultados por página
Opções de ordenação
- Mecanismos de toxicidade do cobalto, níquel e manganês: da exposição e homeostasia às suas interações com os lípidos e as biomembranasPublication . Lopes, Daniela Pinho; Moutinho, Carla; Silva, Carla Sousa eOs metais essenciais cobalto (Co), níquel (Ni) e manganês (Mn) desempenham funções vitais no organismo humano, atuando como cofatores em múltiplas reações enzimáticas envolvidas na sinalização celular, metabolismo energético e resposta ao stress oxidativo. No entanto, desequilíbrios na sua homeostase, seja por carência ou por exposição crónica, podem conduzir a efeitos adversos significativos para a saúde. O cobalto tem sido implicado em quadros de cardiomiopatia, lesões pulmonares e ototoxicidade; o níquel destaca-se pelo seu potencial carcinogénico e elevado poder sensibilizante; já o manganês apresenta reconhecida neurotoxicidade, estando associado a um quadro clínico semelhante à doença de Parkinson, designado por “manganismo”. Uma área ainda pouco explorada diz respeito à interação destes metais com os lípidos e as membranas biológicas, estruturas fundamentais à integridade e funcionalidade celular, e que se revelam potenciais alvos críticos da toxicidade metálica. Neste contexto, a presente dissertação assume a forma de uma revisão narrativa da literatura, tendo como objetivo central analisar de forma integrada os dados mais recentes sobre a toxicidade do Co, Ni e Mn, abrangendo aspetos como a exposição humana, os mecanismos de homeostase e transporte, os principais alvos moleculares e, com especial destaque, as suas interações com os lípidos e biomembranas. A análise dos estudos científicos disponíveis permitiu concluir que estes metais, quando em excesso, comprometem de forma significativa a integridade das membranas celulares, promovem alterações no metabolismo lipídico e desencadeiam processos de peroxidação lipídica, com impacto relevante na função mitocondrial e na indução de stress oxidativo. Estes processos estão intimamente ligados à fisiopatologia de várias doenças crónicas, nomeadamente patologias cardiovasculares, neurodegenerativas e oncológicas. Em simultâneo, constatou-se que as abordagens terapêuticas atuais, nomeadamente os agentes quelantes, continuam a apresentar limitações em termos de seletividade e eficácia, sendo necessária a investigação de estratégias mais direcionadas, que integrem a modulação da interação metal-membrana como alvo terapêutico.
- A perspetiva bidirecional entre a saúde oral e a doença de Alzheimer: revisão integrativaPublication . Abaab, Inès; Costa, CéuIntrodução: A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, afetando cerca de 57 milhões de pessoas em todo mundo. Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva, com impactos significativos na autonomia e qualidade de vida. A literatura recente tem apontado para uma possível relação bidirecional entre a DA e a saúde oral, mediada por mecanismos inflamatórios e infeciosos. Objetivos: Analisar a associação bidirecional entre a DA e a saúde oral, explorando como a doença periodontal pode influenciar os processos neurodegenerativos e, inversamente, como o declínio cognitivo afeta negativamente a saúde oral. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, baseada na estratégia PECO com abordagem dupla. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados PubMed, EBSCO e Lilacs, utilizando os termos “Alzheimer”, “saúde oral” e “periodontite”. Aplicaram-se critérios rigorosos de inclusão e exclusão, resultando na seleção de oito artigos publicados entre 2020 e 2025. Resultados: Os estudos incluídos mostraram maior prevalência de periodontite em indivíduos com DA, associada a uma higiene oral deficiente e dependência dos cuidadores. Por outro lado, vários trabalhos identificaram a presença de Porphyromonas gingivalis e outras bactérias orais no tecido cerebral de pacientes com DA, bem como níveis elevados de citocinas inflamatórias em fluidos orais e saliva. Estes achados apontam para um possível eixo infeção – inflamação – neurodegenerescência como fator de ligação entre as duas condições. Conclusão: A evidência atual sugere uma interação bidirecional entre a saúde oral e a DA. A deterioração da função cognitiva compromete os cuidados orais, ao passo que as infeções orais crónicas podem contribuir para a progressão da neurodegenerescência. Estes dados reforçam a importância de integrar a saúde oral na abordagem multidisciplinar à demência e considerá-la um fator modificável na prevenção do declínio cognitivo. Novos estudos longitudinais são essenciais para consolidar esta relação e guiar intervenções preventivas eficazes.
- Prevalência da má oclusão esquelética de classe II numa população ortodôntica: estudo transversalPublication . Martins, Ana Patrícia Lourenço; Queirós, Maria Gabriel; Gião, AnaIntrodução: A má oclusão esquelética de Classe II é uma das discrepâncias sagitais mais frequentes em ortodontia, caracterizando-se por uma relação ântero-posterior desfavorável entre as bases ósseas maxilar e mandibular. Essa condição pode comprometer a estética facial, a função mastigatória e o equilíbrio muscular orofacial. Dada a sua alta prevalência e impacto clínico, a compreensão da distribuição dessa má oclusão e da sua associação com outros parâmetros oclusais é fundamental para o diagnóstico precoce e o planeamento terapêutico adequado. Objetivo: Avaliar a prevalência da Classe II Esquelética numa população ortodôntica do Hospital Escola da Universidade Fernando Pessoa, analisar a sua associação com diferentes variáveis clínicas, como relação molar e canina, sobremordida vertical e horizontal, relação transversal, anomalias dentárias e características das bases ósseas. Metodologia: Este estudo transversal foi realizado com uma amostra de 143 indivíduos com idade superior a 9 anos, cujos exames cefalométricos e dados clínicos estavam disponíveis. Os dados foram obtidos a partir de radiografias laterais e registos clínicos, sendo utilizados critérios cefalométricos para a classificação esquelética. As variáveis complementares foram analisadas estatisticamente quanto à sua associação com a Classe II esquelética. Resultados: A Classe II Esquelética foi a mais prevalente (49,7%), seguida pela Classe I (37,8%) e Classe III (12,6%). Verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre a Classe Esquelética II e a Classe II Molar e Classe II Canina, a sobremordida horizontal aumentada e retrognatismo mandibular. Não se observaram associações significativas entre a Classe II e a presença de anomalias dentárias de forma ou número. Conclusão: A Classe II Esquelética demonstrou ser o padrão predominante na população ortodôntica estudada, apresentando uma forte associação com parâmetros dentários e esqueléticos típicos, como retrognatismo mandibular e aumento do overjet. Os dados reforçam a importância do diagnóstico morfofuncional integrado para uma abordagem ortodôntica individualizada.
- Evaluation and comparison of clinical practice guidelines for molar-incisor hypomineralization (MIH): an integrative reviewPublication . Stancati, Sofia; Silva, CristinaMolar-incisor hypomineralization (MIH) is a defect in enamel formation, leading to soft and discolored teeth that are more vulnerable to damage and sensitivity, for which therapeutic protocols and management strategies are still evolving. This integrative review aims to identify best practices, highlight variations in treatment approaches and assess the overall effectiveness of these guidelines in enhancing paediatric dental care. For this study, all available clinical guidelines were reviewed by consulting the official websites of major paediatric dentistry societies worldwide. The guidelines considered include those issued by the British Society of Paediatric Dentistry (BSPD), the International Association of Paediatric Dentistry (IAPD), the European Academy of Paediatric Dentistry (EAPD), the American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD), the King’s College Hospital Guidelines, and the Alliance of Molar Incisor Hypomineralization Investigation and Treatment (AMIT). A comparative analysis of these guidelines was conducted to identify similarities and differences in clinical recommendations. The guidelines analyzed show remarkable convergence regarding the importance of early diagnosis, the adoption of minimal intervention strategies, and the need for conduct based on the clinical severity of MIH. The EAPD stands out for its application of the GRADE methodology, giving greater robustness to its recommendations. The alignment between the associations reinforces the feasibility of adopting an international clinical protocol, with flexibility according to the clinical context and local resources. Standardization of MIH management can contribute significantly to improving clinical outcomes, reducing associated morbidity, and promoting more effective and patient-centered paediatric dentistry.
- Prevalência da má oclusão esquelética de classe I numa população ortodônitca: estudo transversalPublication . Rizzi, Davide; Pinho, Mónica MoradoIntrodução: As más oclusões esqueléticas representam alterações comuns na população ortodôntica e resultam de padrões variados de crescimento e desenvolvimento craniofacial. Embora frequentemente associadas a desequilíbrios nas relações ósseas entre maxila e mandíbula, mesmo indivíduos com uma relação esquelética aparentemente equilibrada, como na Classe I, podem apresentar discrepâncias dentárias significativas. Essas discrepâncias impactam tanto a função quanto a estética, sendo fundamentais no planeamento ortodôntico individualizado. Objetivos: Este estudo transversal teve como objetivo determinar a prevalência e a distribuição das más oclusões esqueléticas de Classe I numa amostra de pacientes ortodônticos atendidos no Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa, em Gondomar. Bem como, compreender a variabilidade clínica observada nesses indivíduos e a sua relação com outras variáveis diagnósticas. Material e Métodos: Foram analisadas retrospectivamente 143 telerradiografias laterais de crânio de pacientes com idade igual ou superior a 9 anos. As imagens foram submetidas à análise cefalométrica de Ricketts, utilizando a plataforma digital WebCeph para diagnosticar a Classe Esqueletica e observar o comportamento das bases ósseas, em termos de posição. Foram avaliadas através ortopantomografias, fotografias intraorais e modelos de estudo digitais e convencionais as variáveis oclusais nos planos sagital (relação molar, relação canina e overjet), vertical (overbite) e transversal (tipo de mordida), além da presença de anomalias dentárias. Resultados: A Classe I Esquelética representou o 37,8% da amostra. A mais prevalente foi a Classe II Esquelética com o 49,6%, e por fim a Classe III representativa do 12,6%. Observou-se uma elevada variabilidade oclusal nos indivíduos classificados com Classe I esquelética, evidenciando que a presença de uma relação esquelética equilibrada não implica, necessariamente, uma oclusão dentária ideal. A maioria dos pacientes com Classe Esquelética I apresentou maxila e mandíbula com posicionamentos compatíveis com os padrões de normalidade. Conclusões: A Classe I Esquelética foi a segunda mais prevalente na amostra, mostrando grande heterogeneidade a nível oclusal, confirmando a ausência de correspondência direta entre oclusão e padrão ósseo. A maioria dos indivíduos com Classe I esquelética apresentou bases ósseas maxilares e mandibulares dentro da normalidade, embora a posição ântero-posterior da mandíbula possa ter relevância na definição do padrão esquelético.
- Use of rubber dam in paediatric dentistry among general and paediatric dentists: a cross-sectional studyPublication . Silva, Ana Raquel da Costa e; Silva, Cristina; Abreu, IsabelIntroduction: Rubber dam isolation plays a vital role in paediatric dentistry by improving moisture and infection control and increasing the success of restorative and pulpal procedures. Despite its clinical advantages, it is often underutilised in paediatric patients due to several barriers, including lack of training, perceived difficulty of application, and concerns about patient cooperation. Understanding current usage patterns and perceptions of rubber dam isolation among dental professionals is essential to optimise clinical outcomes and standardise care in paediatric dentistry. Objectives: This study aimed to assess the knowledge, use, and perception of rubber dam isolation among general dentists and paediatric dental specialists. The primary objectives were to determine the frequency of rubber dam isolation application, identify patterns between its use and the academic training or experience of clinicians, and explore whether training influences its implementation in paediatric contexts. Secondary objectives included identifying reasons for non-use, perceived benefits and challenges, and resources considered useful in promoting the technique. Methodology: A structured online survey was conducted and distributed via social networks, email, QR codes, in-person visits to dental clinics, attendance in technical courses, and personal contacts. The questionnaire, adapted from validated studies in the literature, was aimed at dentists who treat paediatric patients. A total of 111 valid responses were received. The data was analysed using descriptive statistics and inferential tests to assess associations between variables. Results: Most participants are female (73.9%), reflecting an ongoing feminisation of the dental profession. The ages range from 23 to 67 years, and 24.3% have qualifications in paediatric dentistry, while 75.7% do not. The majority (95.5%) reported having been introduced to rubber dam isolation during their undergraduate training, and 78.4% considered this training sufficient. Most respondents recognised the clinical benefits, with 89.2% believing that it contributes to the success of dental treatments. The technique was used more frequently by those with postgraduate training or specialisation in paediatric dentistry. The main barriers to the use of rubber dam isolation include the difficulty in placement and the perception of resistance on the part of paediatric patients, although most children tolerate it well (39.6%). A statistically significant association was found between academic training and perception of child acceptance (p = 0.049). Respondents identified practical workshops (76.6%) and professional update courses (64.9%) as the most useful resources for promoting the use of rubber dam isolation. Conclusion: This study highlights the gap between theory and clinical implementation of the rubber dam isolation. Although most professionals recognise its benefits, routine use remains limited. Educational interventions, institutional support, and practical training are essential to promote wider adoption. These results underscore the importance of integrating the rubber dam isolation more effectively into undergraduate and postgraduate curricula to ensure consistent, high-quality paediatric dental care.
