FCS (DCM) - Licenciaturas em Medicina Dentária
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- Carga imediata sobre implantesPublication . Oliveira, Pedro Miguel Pereira de; Nóbrega, Ana RitaOs implantes em titânio vêm sendo cada vez mais utilizados em medicina dentária como pilares na reabilitação protética tanto em desdentados parciais como em pacientes totalmente edêntulos. Esta crescente utilização de implantes resulta fundamentalmente do facto de que inúmeros trabalhos de investigação levados a efeito em vários países terem provado a sua eficácia e fiabilidade mesmo quando considerada a longo prazo. Inicialmente era recomendado um certo tempo de espera pela colocação em carga após a cirurgia, sem prótese ou com prótese removível. Durante este tempo havia claro prejuízo para o paciente em funções tão importantes como a mastigação, a dicção, e a estética. Nos últimos anos, vários investigadores têm estudado a viabilidade de carga imediata sobre implantes em inúmeras situações clínicas. No presente trabalho é feita uma revisão bibliográfica, tão aprofundada quanto possível, sobre este tema que se mantém inteiramente actual e que não deixa de suscitar alguma controvérsia. Começa-se por apresentar em traços muito gerais uma breve história da implantologia. Em seguida, é abordado o problema da estabilidade implantar sobretudo do ponto de vista das principais métodos utilizados na sua avaliação e dos métodos de quantificação e qualificação óssea. São analisados os principais factores que influenciam o sucesso dos implantes; factores relacionados com a cirurgia, com o hospedeiro, com o implante e com a oclusão. Passa-se depois à introdução do conceito de carga imediata e à sua abordagem numa perspectiva histórica considerando a crescente utilização deste procedimento clínico em implantologia. Finalmente, é abordada a problemática da colocação de implantes imediatos em pacientes comprometidos. Conclui-se com a apresentação de algumas conclusões e da lista de referências bibliográficas que sustentam este trabalho.
- Fracturas da mandíbula e extracção de terceiros molaresPublication . Matos, Joel Ricardo; Lobato, JoséA prática de cirurgia oral e maxilofacial contemporânea deve sempre incluir o uso de um consentimento detalhado e informado, designado para instruir o paciente acerca dos riscos e complicações e possibilitar que este contribua para o processo de tomada de decisão da cirurgia, também prevenir uma litigação de má conduta. A discussão de riscos e complicações, embora pouco comuns, devem ser incluídas tanto nas discussões de riscos/ benefícios antes da operação, como nas instruções após a operação. Embora outras complicações tenham sido extensivamente estudadas e relatadas, a incidência e causas das fracturas mandibulares após a extracção de terceiros molares não o foram, principalmente as fracturas mandibulares tardias. Uma fractura mandibular patológica, depois da remoção do terceiro molar, é uma complicação rara. Mas são várias as razões que podem levar à fractura da mandíbula aquando da extracção dos terceiros molares, tais como: O enfraquecimento do osso mandibular com o decréscimo da elasticidade durante o avançar da idade, a elevada força com que se morde/mastiga, o tipo de impactação do terceiro molar, a idade do paciente, o sexo, o uso de instrumentos inapropriados, uma má panificação do caso clínico, o descuido e não seguimento dos conselhos por parte dos pacientes. A fractura mandibular é, entre todas as fracturas faciais, a mais frequente e pode ser causada por várias razões entre as quais a remoção de dentes que na maioria dos casos se encontram inclusos. Os princípios básicos para o tratamento da fractura mandibular consistem em redução, contenção e imobilização dos segmentos fracturados. A escolha terapêutica depende da severidade do caso e domínio da técnica escolhida pelo profissional.
- Carga imediata em implantes unitáriosPublication . Ferreira, Gonçalo de Almeida Silva; Guimarães, MiguelOs implantes dentários utilizando o protocolo de duas fases cirúrgicas têm alcançado sucesso clínico comprovado por mais de 40 anos. A evolução das técnicas cirúrgicas, o aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico, um melhor conhecimento da biologia dos tecidos envolvidos e a melhoria na qualidade do implante a nível do desenho e da superfície vêm dar suporte a trabalhos com protocolo de uma única fase cirúrgica e colocação de próteses sobre implantes recém colocados. Uma das alternativas actuais para reabilitar pacientes com perda total ou parcial de dentes é o uso da carga imediata, fazendo com que os implantes recebam carga mastigatória sem a necessidade de esperar pelo processo de osteointegração. A principal função do uso dessa técnica é simplificar o procedimento, reduzindo o tempo de tratamento e o período de cicatrização, melhorar a função mastigatória, a fonética e a estética oro-facial. É conhecido que a colocação de carga prematura sobre os implantes durante o período de cicatrização pode levar a formação de tecido fibroso, porém, a carga imediata não é a única responsável pela formação deste tecido. É de salientar que este tipo de técnica não deve ser utilizado como substituta da técnica convencional, e sim, como uma alternativa de tratamento, onde os seus princípios estão bem indicados. O objectivo desta monografia é fazer uma revisão bibliográfica incidindo as pesquisas em carga imediata em Implantologia que abordem as possibilidades de se restaurar imediatamente um implante unitário, analisando os critérios para indicações, limitações e contra-indicações desta técnica, juntamente com as suas vantagens e os principais factores para obtenção de sucesso em implantes dentários.
- Relação entre diabetes e doença periodontalPublication . Silva, João Pedro Ferreira da; Figueiredo, Manuel deO principal objectivo deste trabalho é fazer uma revisão bibliográfica que permita actualizar e cruzar a informação relativamente à relação entre diabetes e doença periodontal. Para atingir estes objectivos baseio-me em artigos e obras científicas devidamente publicadas, a partir do ano de 1995. A principal motivação neste projecto é essencialmente resumir, clarificar e simplificar esta bem conhecida relação clínica. O meu grande fascínio pelas coisas simples da vida sempre me levou a simplificar para poder explicar o complexo; por vezes esta atitude pode ser mal interpretada, no entanto acho que de uma forma bastante sumária consegui reunir os aspectos fundamentais destas temáticas abrangendo os conceitos que me pareceram fulcrais para o entendimento científico desta correlação clínica. Actualmente é do conhecimento geral que a Diabetes mellitus é uma doença endócrina, que se não for controlada leva a muitas alterações sistémicas. Essas alterações, além de aumentarem as infecções e propiciarem o aparecimento de doenças periodontais, causam problemas nos vasos sanguíneos, nos rins, no sistema sensorial e na visão. A doença periodontal, por seu lado, tem sido considerada uma das complicações da diabetes. Os estudos dizem que a diabetes influencia não só o aparecimento mas também a progressão da doença periodontal. Em contrapartida, a severidade dessa doença pode igualmente afectar o controlo metabólico da diabetes.
- Tratamento precoce de classe III esqueléticaPublication . Azevedo, Pedro Filipe Ferreira de; Reis, NelsoA má oclusão de Classe III esquelética é uma condição que altera a harmonia facial e que pode afectar o desenvolvimento psicológico e social do seu portador, sendo por isso relevante o seu diagnóstico precoce e tomar uma decisão sobre a abordagem de forma correcta e em tempo oportuno, tendo em mente as possíveis implicações e limitações deste tipo de tratamento. Esta monografia descreve a Classe III esquelética e, para tal, estuda a sua etiologia, desenvolvimento e diagnóstico diferencial. Quanto ao seu tratamento precoce, é necessário o conhecimento dos componentes da má oclusão, como se manifestam e de que maneira podem ser corrigidos ou atenuados e se deve avançar para o tratamento activo ou optar por outra abordagem. A decisão sobre o método a utilizar baseia-se no estudo de todos estes factores e na análise dos dispositivos que podem ser empregues neste tipo de tratamento.
- Variação da técnica anestésica do bloqueio regional do nervo alveolar inferior: análise ortopantomográfica do posicionamento anatómico do foramen mandibular em função da idade do pacientePublication . Mota, Ricardo António Fonseca da; Silveira, AugustaA dor sempre foi uma das maiores preocupações do ser humano, e regularmente é associada aos tratamentos na área da medicina dentária. Várias técnicas anestésicas são utilizadas de forma a poder controlar a dor. O bloqueio regional do nervo alveolar inferior é uma das técnicas anestésicas mais utilizadas em medicina dentária. Contudo o insucesso anestésico é uma realidade. O conhecimento da posição anatómica do foramen mandibular é essencial ao sucesso anestésico. Esta estrutura, que varia em função da idade exige alterações na técnica anestésica. Objectivos: Demonstrar a importância da análise da ortopantomografia para o sucesso anestésico da técnica do bloqueio regional do nervo alveolar inferior. Avaliar a importância da ortopantomografia na determinação do posicionamento do foramen mandibular em função da idade. Analisar, por grupo etário, a localização das estruturas anatómicas, foramen mandibular, linha oblíqua externa, ângulo da mandíbula, e relacioná-las com a técnica anestésica. Medir a distância do foramen mandibular ao plano oclusal e estabelecer relações entre esta medida e a modificação da técnica anestésica do bloqueio regional do nervo alveolar inferior. Métodos do estudo: No estudo realizado, a amostra utilizada foi constituída por 80 ortopantomografias, realizadas na Clínica de Medicina Dentária da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa. Foram divididas em função da idade do paciente em 4 grupos etários: dos 6 aos 10, dos 11 aos 16, dos 17 aos sessenta 64, e mais de 65 anos. 20 ortopantomografias em cada grupo das quais pertencentes a 10 pacientes masculinos e dez femininos. O lado medido foi o direito. Resultados/Discussão: Com o teste ANOVA foi encontrado significado estatístico entre as diferentes variáveis e a idade. Em relação ao género, apenas no grupo dos adultos se obteve significado estatístico. Nas crianças dos 6 aos 10 anos o foramen mandibular foi encontrado maioritariamente abaixo do plano oclusal, em média 1,1 mm. A variação da técnica anestésica descrita para o grupo dos 6 aos 10 anos consiste na modificação da angulação e direcção da agulha, para baixo. A punção será inferior assim como a direcção da agulha. Nesta faixa etária os resultados foram coincidentes. No grupo dos 11 aos 16, está descrito o local de punção a 5 mm acima do plano oclusal, sem variação de angulação da agulha. No estudo o foramen mandibular ficou um pouco mais abaixo, da medida indicada. No grupo dos adultos, onde o local de punção será de 10 mm, obteve-se uma média de 3,3 mm Nos grupo geriátrico a média colocou-se igualmente acima do plano oclusal, a 7,2 mm. A distância da linha oblíqua externa ao foramen mandibular aumentou ao longo da idade, observando-se uma estabilização no grupo dos adultos, grupo 3, em relação ao grupo dos 10 aos 16 anos, grupo 2. Obteve-se uma média no grupo 1 de 21,2 mm e no grupo 4 de 26,4 mm, Nas distâncias do ângulo da mandíbula ao foramen mandibular e do ângulo da mandíbula à linha oblíqua externa observou-se novamente um aumento com a idade e estabilização das médias no grupo dos adultos. Conclusão: No presente estudo foi possível verificar uma elevada variabilidade anatómica dos pontos de referência do bloqueio regional do nervo alveolar inferior. O médico dentista deverá modificar a técnica anestésica para cada paciente, e a ortopantomografia poderá auxiliar na visualização das referências anatómicas individuais, e assim auxiliar o médico dentista a aumentar o sucesso anestésico na sua prática clínica e consequentemente facilitar o tratamento desejado.
- Sobredentadura mandibular sobre raízes com attachmentsPublication . Miler, Artur Miguel Quaresma Pereira; Magalhães, AdolfoIntrodução: As sobredentaduras mandibulares são uma das possibilidades de reabilitação protética, tendo em vista a estabilidade e a retenção face à dificuldade que os pacientes enfrentam ao usar uma prótese total convencional. Um factor importante para o sucesso deste tratamento reside na escolha correcta do sistema de retenção a ser utilizado. Objectivo: O objectivo deste trabalho consiste numa revisão bibliográfica relativamente às condições inerentes à realização de uma sobredentadura dentosuportada, bem como os sistemas de retenção que possam ser utilizados consoante a situação clínica. Materiais e métodos: Pesquisa bibliográfica através dos motores de pesquisa da MEDLINE/Pubmed, Science Direct e B-on no período compreendido entre Março de 2010 e Junho de 2010 com as palavras-chave: overdentures, attachment, rehabilitation, retention system, denture partial removable, dental prosthesis retention, teeth suported overdentures, residual roots. Conclusões: A conservação e tratamento de dentes/raízes remanescentes como pilares de sobredentaduras continua a ser uma alternativa válida, menos traumática e menos dispendiosa do que a utilização de implantes. Embora seja uma opção protética pouco utilizada, a reabilitação com sobredentaduras é uma solução actual, principalmente como alternativa à prótese totalmente mucosuportada. O Médico Dentista deve conhecer e avaliar as características de cada sistema de retenção de forma a seleccionar e aplicar o mais adequado para cada caso para que o prognóstico do tratamento reabilitador seja mais favorável e aumentar a longevidade do aparelho protético.
- Interface pilar-implantePublication . Familiar, Vítor Hugo Guedes; Guimarães, MiguelConsiderando o sucesso clínico comprovado nas reabilitações com implantes e a sua consequente longevidade, é importante perceber a etiologia dos insucessos atribuíveis a causas relacionadas com os componentes do implante. Assim, a interface pilar-implante assume uma importância de relevo na reabilitação implanto-suportada, uma vez que tem um papel essencial na união entre dois dos componentes essenciais para essa reabilitação: O implante e o elemento protético. O propósito desta revisão bibliográfica foi analisar a importância do perfeito ajuste entre pilar e implante, as suas implicações biomecânicas, funcionais, biológicas e clínicas, bem como os diferentes comportamentos assumidos pela interface pilar-implante perante determinadas limitações. É no sucesso da perfeita adaptação marginal e no assentamento passivo que se pode traduzir uma maior ou menor longevidade do implante. Não existem estudos longitudinais que informem de casos de insucesso nos implantes atribuídos especificamente à ausência de assentamento passivo, sendo que de acordo com a literatura revista, ainda não foi possível obter um assentamento passivo absoluto. De acordo com a revisão da literatura realizada, foi possível verificar que o desajuste entre a base do implante e o pilar protético e a falta de adaptação passiva entre a prótese e os pilares podem levar a fracturas tanto dos componentes protéticos como do parafuso do pilar ou podendo levar também ao desenvolvimento da placa bacteriana e até mesmo ao insucesso no fenómeno da osteointegração.
- A colocação de mini implantes ortodônticos em zonas edêntulas e locais pós extracçãoPublication . Vitorino, Daniel Filipe Ferreira; Silva, CarlosAlcançar uma ancoragem absoluta tem sido um dos sonhos do ortodontista clínico. Os mini implantes tornaram-se uma das mais eficazes e poderosas ferramentas para se tentar alcançar este tipo de ancoragem. Os mini implantes podem ser usados como ancoragem temporária, imediatamente após a sua colocação, para executar qualquer tipo de movimento ortodôntico. É possível com a ajuda de mini implantes ortodônticos controlar a movimentação dentária sem contar com a cooperação do paciente. Os mini implantes são pequenos o suficiente para serem colocados virtualmente em qualquer área da da cavidade oral desde que esteja presente osso. A sua colocação em zonas edêntulas e locais pós extracção levanta algumas questões, como qual o tamanho ideal de mini implante a utlizar e o melhor período para a colocação de um mini implante ortodôntico após extracção. A facilidade da colocação de mini implantes permite ao ortodontista colocar o mini implante do modo mais eficiente da perspectiva da biomecânica a ser aplicada ao paciente em questão. Em caso de falha de um mini implante, pode ser colocado outro imediatamente numa área adjacente.
- Agressões térmicas pulpares iatrogénicasPublication . Maia, André Miguel Lourenço; Teixeira, LilianaIntrodução: Na prática clínica diária, por vezes o médico dentista efectua procedimentos, que causam agressões térmicas à polpa dentária. Dependendo da magnitude das agressões, podem por vezes acontecer danos pulpares, que vão desde pequenas inflamações até pulpites agudas e mesmo necroses. Objectivos: Pretende-se com este trabalho elucidar sobre a fisiologia do complexo pulpo-dentinário, para melhor se compreender a resposta pulpar às agressões térmicas. É importante que o profissional tenha conhecimento de quais as técnicas e materiais mais adequados para minimizar o efeito térmico resultante, e desta forma não realize procedimentos que levem a danos pulpares iatrogénicos. Materiais e Métodos: A pesquisa foi realizada sem limite cronológico em motores de busca (PubMed, ScienceDirect, Scielo) e nas bibliotecas da Faculdade Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa e da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto. As palavras-chave utilizadas nesta pesquisa foram: “dental pulp”; “cavity preparation”; “pulpal chamber temperature”. Conclusões: Conhecimentos profundos sobre o preparo cavitário, as técnicas e materiais para a sua realização, sobre o procedimento restaurador propriamente dito e sobre a fotopolimerização, permite minimizar os riscos de possíveis agressões térmicas pulpares iatrogénicas.
