FCS (DCF) - Licenciaturas
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Browsing FCS (DCF) - Licenciaturas by advisor "Freitas, Judite A. Gonçalves de"
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- O Almofariz, ícone da profissão farmacêutica: principais traços da sua evoluçãoPublication . Nicolau, José Luis Marques dos Santos de Azevedo; Freitas, Judite A. Gonçalves deUm farmacêutico que não se queira limitar a ser um técnico que exerce rotineiramente a sua profissão irá encontrar mais-valias em ter na sua formação intelectual algum conhecimento aprofundado sobre a história da farmácia. Caminha-se actualmente para uma especialização cada vez maior, o que se traduz numa maior capacidade de executar correctamente uma função única para a qual a especialização é dirigida, mas isto vai implicar uma incapacidade de adaptação a novas situações e a novas questões, que saiam um pouco do âmbito da dita especialização. Se, para algumas profissões, é suficiente e até óptima esta situação, para outras isso revela-se limitante e eticamente reprovável. O Farmacêutico tem sido, desde há largos anos, um profissional de saúde em quem a população confia. É, em muitos locais, o técnico de saúde mais próximo da população, havendo um acesso imediato da população ao aconselhamento por parte deste, ao contrário do que sucede, por exemplo, em relação ao acesso a consultas médicas, que com frequência têm um tempo de espera para atendimento de semanas, meses, e às vezes mesmo anos. Numa farmácia comunitária é frequente surgirem situações muito diversas, desde problemas que terão de ser encaminhados para outros profissionais de saúde a problemas que um farmacêutico atento poderá auxiliar a resolver. Para tal necessita de ter uma formação académica sólida, que lhe dê as bases científicas para compreender o mecanismo de acção dos medicamentos, as incompatibilidades e possíveis reacções adversas que surjam, bem como para as tentar evitar, mas tal não será suficiente. Para saber responder às solicitações do dia-a-dia, o farmacêutico necessita também de espírito prático, para resolver os problemas na altura necessária, e de bom senso (muitas vezes chamado de “senso comum”, mas não me parece que seja tão comum assim), além da experiência que vai acumulando, que facilita a resolução de muitas situações. Obviamente que um maior conhecimento sobre os almofarizes e a sua história não será essencial nem está directamente relacionado com o correcto exercício farmacêutico, mas sendo o almofariz “o instrumento” que tem acompanhado o farmacêutico desde sempre, estando intrinsecamente associado à sua imagem, a sua apreciação não nos deixa esquecer a importância e a dignidade da profissão ao longo dos tempos, dando maior ânimo para uma posição ética e deontologicamente correcta, sobretudo nos momentos de transição em que por vezes o espírito comercial se tenta sobrepor aos outros aspectos da farmácia comunitária. A utilização do almofariz, em particular do almofariz metálico, acompanhou a humanidade desde a antiguidade remota até aos nossos dias (Jordi González e Bosch Figueroa, 2002). Apesar da enorme evolução científica e tecnológica que as ciências farmacêuticas sofreram ao longo dos tempos, o almofariz permaneceu sempre como um instrumento essencial e omnipresente nas farmácias, desde as velhas boticas até às actuais farmácias comunitárias, necessário para a execução de funções fundamentais para a manipulação dos medicamentos. Daremos especial destaque ao uso do almofariz de bronze pela importância que foi tendo ao longo da história da farmácia. Assim, o almofariz é considerado um objecto de grande importância, não só pelo aspecto sentimental que apresenta para a profissão farmacêutica, como também como testemunho mudo da arte farmacêutica (Jordi González e Bosch Figueroa, 2002). É ainda considerado como um objecto artístico de grande valor pelos peritos em arte, como se pode verificar pela sua presença frequente em antiquários, leilões, casas-museu e colecções privadas.
- O novo paradigma da Farmácia em Portugal e os actuais desafios colocados à sua GestãoPublication . Sequeira, Carlos Filipe Peixinho Rodrigues de Carrilho; Freitas, Judite A. Gonçalves deA farmácia em Portugal tem vindo a sofrer alterações, como seria de esperar, ao longo dos tempos. Nos últimos anos tem havido uma série de alterações legislativas que criaram todo um novo paradigma ao nível da farmácia comunitária, tornando este sector muito mais competitivo. Tal facto, fez com que se tivesse de dar mais ênfase a aspectos da gestão anteriormente pouco valorizados, nomeadamente a gestão dos recursos humanos, da comunicação e do marketing, com vista ao sucesso de uma farmácia. Contudo, a farmácia deve manter sempre um equilíbrio entre os propósitos comercias e o de missão social junto da população que serve. The pharmacy in Portugal has been undergoing changes, as expected, over time. In recent years there has been a series of legislative changes that created a whole new paradigm in terms of community pharmacy, making the sector much more competitive. This has meant that pharmacy had to place greater emphasis on management aspects previously little appreciated, including the management of human resources, communication and marketing, for achieve success. However, the pharmacy must maintain a balance between commercial purposes and the social mission for the population it serves.
