ESSFP (OTA) - Terapêutica da Fala
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESSFP (OTA) - Terapêutica da Fala por orientador "Maia, Fátima"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- Desenvolvimento da linguagem aos 24 meses de idade: fatores de risco relacionados com a criançaPublication . Silva, Catarina Sousa; Peixoto, Vânia; Maia, FátimaSabemos que o domínio da linguagem é fulcral na sobrevivência no mundo moderno e pode, se deficitária, prejudicar uma integração completa e absoluta na vida social. Neste contexto, existe muita investigação com o objetivo de obter uma melhor compreensão do processo de aquisição de linguagem com o objetivo, em última análise, de garantir que a competência da criança neste processo seja bem-sucedida. Para tal é imprescindível considerar os contextos e os fatores envolventes a que cada criança está exposta. Objetivo: Verificar o repertório lexical de crianças (entre os 23 e 25 meses de idade) falantes do português e a associação entre a quantidade de palavras faladas e as variáveis: tempo de gestação, peso ao nascimento, intercorrências neonatais e tempo de uso de ecrãs. Método: 54 pais de crianças com idades compreendidas entre os 23 e os 25 meses, dos Distritos de Porto e Braga, participaram do estudo. Preencheram o questionário sociodemográfico e o "Inventário MacArthur de Desenvolvimento Comunicativo - Palavras e Frases (16-30 meses).". Foi aplicada estatística descritiva e inferencial. Resultados: A média das palavras emitidas foi de 212. Os fatores estudados não apresentaram correlações significativas com as medidas linguísticas analisadas. Conclusão: Com base na interpretação e análise dos dados apurados o estudo demostra que existe uma evolução significativa da média das palavras aos 23 meses (144, 07), aos 24 meses (238,77) e aos 25 meses (231,88). reforçando o rápido crescimento do vocabulário conforme o avanço da idade nesta faixa etária, corrobora também, o fato de as crianças com 24 meses já possuírem um repertório maior que 50 palavras. Para o estudo dos fatores de risco será necessário, provavelmente, um alargamento amostral.
- Desenvolvimento linguístico aos 24 meses: fatores de risco relacionados com a famíliaPublication . Miranda, Daniela Lopes; Maia, Fátima; Peixoto, VâniaO desenvolvimento da linguagem é determinante para o desenvolvimento em diversas vertentes da vida da criança. A qualidade das interações precoces pode influenciar este processo de um modo positivo ou negativo. Entre diversos fatores apontados pela literatura, destacam-se os fatores relacionados com a família. Objetivo: Descrever o desenvolvimento linguístico em crianças com idades em torno dos 24 meses, nomeadamente no que se refere à quantidade de palavras produzidas, a um conjunto de aspetos morfológicos e sintáticos, e à extensão média dos enunciados; e verificar a existência de associações entre os parâmetros de desempenho linguístico observados e fatores de risco relacionados com a família: idade dos pais, escolaridade dos pais, rendimento, fratria, ordem na fratria, e antecedentes familiares de problemas de comunicação/linguagem/fala. Método: Estudo transversal de caráter descritivo e que integra análise correlacional. A amostra de conveniência é composta por 54 pais de crianças entre os 23 e os 25 meses de idade, integradas em estabelecimentos de ensino no norte do país. Foi aplicado um questionário de caracterização sociodemográfica e clínica e o Inventário de Desenvolvimento Comunicativo MacArthur-Bates: Palavras e Frases (16-30 meses). A análise dos dados foi realizada recorrendo à estatística descritiva e inferencial, tendo sido utilizado o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 29.0.2.0. Todas as questões éticas foram salvaguardadas. Resultados: Nas tarefas da linguagem, verificaram-se evoluções significativas aos 24 meses, sendo este um marco importante no desenvolvimento da linguagem. Verificou-se também um aumento na produção lexical e nos aspetos morfossintáticos associados às variáveis escolaridade e rendimento dos pais. Conclusão: Por volta dos 24 meses verifica-se um aumento relevante no desenvolvimento lexical e morfossintático. A escolaridade e o rendimento dos pais, parecem influenciar o desenvolvimento linguístico, tal como verificado noutros estudos. Uma amostra mais alargada será necessária para a obtenção de dados mais robustos.
- Fatores de risco e trajetória do desenvolvimento de linguagem entre os 24 e os 30 mesesPublication . Caridade, Lara Fernandes; Peixoto, Vânia; Maia, FátimaObjetivo: O presente trabalho tem como objetivo analisar os fatores de risco e a trajetória do desenvolvimento da linguagem em crianças entre os 24 e os 30 meses, destacando as principais características e condicionantes deste período crítico do desenvolvimento infantil. Métodos: Foi realizado um estudo observacional com uma amostra de crianças nesta faixa etária, selecionadas segundo critérios rigorosos de inclusão e exclusão. Utilizou-se o instrumento padronizado “Inventário de Desenvolvimento Comunicativo MacArthur Bates: Palavras e Frases 16-30 meses” e o “Questionário de Caracterização Sociodemográfica e Clínica” na faixa etária dos 24 aos 30 meses para avaliação do desenvolvimento linguístico, bem como questionários dirigidos aos pais sobre antecedentes familiares, condições socioeconómicas e fatores de risco perinatais. Os dados foram analisados estatisticamente para identificar associações entre os fatores de risco e o desempenho linguístico. Resultados: Observou-se uma correlação positiva no desenvolvimento entre os 24 e 30 meses, indicando que crianças com maior desenvolvimento inicial mantêm essa tendência. Apesar disso, as correlações são moderadas a fracas (inferior a 0.5). No desenvolvimento lexical e expressivo, houve um aumento no número médio de palavras faladas e compreendidas entre as duas fases (18-24 meses e 24-30 meses), com os maiores saltos em "Palavras conectivas" (376%) e "Palavras e expressões para fazer perguntas" (231%). Observou-se um aumento significativo e consistente no vocabulário produzido (de 100-200 para 400-500 palavras) e melhoria nas capacidades morfológicas e sintáticas ("Formas de Palavras I", "Verbos Difíceis", "Formas de Palavras II"). A associação entre o desenvolvimento linguístico e fatores sociodemográficos revelou correlações fracas (entre -0.20 e 0.30). O nível de escolaridade dos pais e o nível socioeconómico mostraram correlações positivas fracas, ligeiramente mais fortes na primeira fase. O tempo de ecrã apresentou uma correlação negativa fraca na primeira fase (τ = -0.20), sugerindo que maior exposição pode estar ligada a menor desenvolvimento do vocabulário. Outros fatores como número de irmãos, ordem na fratria, idade dos pais, tempo de gestação e peso ao nascimento tiveram correlações muito fracas. Conclusão: O período dos 24 aos 30 meses é uma fase crítica de rápido desenvolvimento linguístico, com variabilidade individual influenciada por fatores como a escolaridade dos pais, a qualidade das interações comunicativas e o tempo de exposição a ecrãs. A identificação e intervenção precoces são cruciais para um desenvolvimento saudável e para prevenir consequências negativas a longo prazo. Apesar das limitações metodológicas (como dificuldades no preenchimento de questionários e desistências), este estudo confirma a existência de trajetórias estáveis e a influência de fatores ambientais modificáveis, reforçando a importância de intervenções precoces baseadas em evidências e abordagens personalizadas centradas na criança e na família.
