Departamento de Ciências da Nutrição
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Percorrer Departamento de Ciências da Nutrição por orientador "Cardoso, Inês Lopes"
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- Consequências metabólicas da dieta cetogénica e do jejum intermitentePublication . Rocha, Inês Filipa Alves da; Leal, Fernanda; Cardoso, Inês LopesEste trabalho tem como objetivo a revisão da evidência científica relativa ao jejum intermitente e à dieta cetogénica e o seu efeito no metabolismo, abordando diferentes doenças. Para este fim, foi realizada uma pesquisa bibliográfica e consequente seleção de artigos considerados pertinentes para este trabalho. Através desta pesquisa foi possível aferir que uma alteração na dieta, quer pela adoção de uma dieta cetogénica quer por uma modificação para um jejum intermitente, tem efeito no metabolismo humano. A alteração da principal fonte de energia da glicose para os corpos cetónicos, provenientes de ácidos gordos, pode ser usada como potencial intervenção em algumas doenças como a diabetes mellitus tipo 1 e 2, o cancro e doenças neurológicas como a doença de Alzheimer.
- Consequências metabólicas das dietas paleolítica e vegetariana/veganPublication . Furfuro, Taynah Lara; Cardoso, Inês LopesCom o passar do tempo, os padrões alimentares sofreram processos de ramificação de modo a adequarem-se a diferentes necessidades, surgindo abordagens dietéticas díspares. Como tal, o objetivo desta investigação é identificar consequências metabólicas de duas destas vertentes: a dieta paleolítica e a dieta vegetariana/vegan. Assim, foi feita uma pesquisa bibliográfica com as expressões “paleolithic diet AND metabolism” e “vegetarian diet AND metabolism” na base de dados PubMed e Scielo. Por um lado, a dieta paleolítica tenta reproduzir um padrão alimentar mais próximo do dos nossos ancestrais, preferindo alimentos provenientes da terra, da caça e da pesca. Alguns estudos levantam a hipótese desta dieta apresentar benefícios na síndrome metabólica. No entanto, pode promover um aumento do risco de deficiências vitamínicas e minerais devido às restrições específicas inerentes a esta dieta. Por outro lado, o vegetarianismo é um termo bastante vasto pois inclui diferentes vertentes dependendo dos alimentos de origem animal que exclui sendo, de uma forma geral, uma dieta à base de alimentos de origem vegetal. É estudada por diversos investigadores que admitem a possibilidade da mesma diminuir o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Contudo, a adoção de uma dieta vegetariana/vegan desequilibrada acarreta um aumento do risco de carências de alguns micronutrientes derivadas da exclusão de grupos alimentares. Assim, apesar de serem necessários mais estudos que clarifiquem os possíveis benefícios e riscos de cada dieta, é possível concluir que qualquer uma delas deve ser devidamente acompanhada nutricionalmente para permitir um aporte adequado de todos os nutrientes necessários para a saúde.
- O papel da nutrição na patogénese e no tratamento de doenças neurodegenerativasPublication . Enes, Maria Abreu; Leal, Fernanda; Cardoso, Inês LopesO envelhecimento da população mundial e a adoção de estilos de vida inadequados estão entre as principais causas de progressão das doenças neurodegenerativas. Atualmente, a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson são as patologias neurodegenerativas mais prevalentes, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Embora cada uma apresente mecanismos fisiológicos distintos, ambas provocam alterações cerebrais e motoras acentuadas. Como ainda não existe cura para estas doenças, a prevenção e o tratamento assumem um papel fundamental. Neste sentido, nos últimos anos, têm sido desenvolvidas diversas pesquisas na área da nutrição com o objetivo de identificar padrões alimentares capazes de prevenir e/ou tratar estas doenças. Verificou-se que, o elevado consumo de alimentos processados e ricos em gordura, característicos da dieta Ocidental, contribui para a inflamação sistémica do organismo, afetando sobretudo a saúde intestinal através da disbiose da microbiota, e a saúde cerebral. Em contrapartida, diferentes estudos sugerem que a adesão a padrões alimentares saudáveis e equilibrados, como a dieta Mediterrânica, a dieta DASH, a dieta MIND e a dieta cetogénica, demonstra potencial anti-inflamatório e neuroprotetor, devido à riqueza em nutrientes e antioxidantes. Todas estas dietas baseiam-se principalmente no consumo de alimentos naturais, variados e minimamente processados, ricos em fibras, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais, que contribuem substancialmente para a proteção contra o stress oxidativo, a disfunção mitocondrial e a neuroinflamação, fatores associados à fisiopatologia das doenças neurodegenerativas. Entretanto, emergiram novos padrões dietéticos, como a dieta de redistribuição da proteína e a dieta com baixo teor de proteína, com a finalidade de aumentar a eficácia do fármaco usado no tratamento de indivíduos com a doença de Parkinson. Apesar disso, existem discrepâncias nos benefícios reportados entre os diferentes estudos que investigam estes padrões alimentares, pelo que são necessários mais estudos para consolidar a evidência científica existente.
- Xilitol e sua utilização no controlo da diabetesPublication . Rocha, Oriana Alves da; Leal, Fernanda; Cardoso, Inês LopesUma alimentação completa e equilibrada é uma base fundamental para um estilo de vida saudável. Para isso, têm sido estudadas várias alternativas ao açúcar e adoçantes para a prevenção de doenças. O xilitol é um adoçante usado para vários efeitos. É utilizado como antidiabético, mas também como inibidor de bactérias, prevenção de cáries, anti-inflamatório e tratamento de infeções respiratórias e auditivas. O xilitol é uma substância cristalina de cinco carbonos, com um poder adoçante forte e um valor energético mais baixo que o açúcar. Este adoçante é capaz de retardar o esvaziamento gástrico e induzir a segregação de hormonas da saciedade. Estudos reportam que o xilitol produz uma resposta de glicemia plasmática e insulina mais baixa quando comparada à glucose, sendo considerado uma alternativa na alimentação. Por este mesmo motivo, tem grande poder antidiabético pois mantém os níveis de glucose sanguíneos estáveis. Porém, têm sido reportados efeitos gastrointestinais quando consumido em excesso, tais como diarreia, flatulência e inchaço abdominal. Esta revisão da literatura tem como objetivo avaliar os benefícios, efeitos e mecanismos de ação do xilitol no controlo da diabetes mellitus.
