FCS (DCF) - Dissertações de Mestrado
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Percorrer FCS (DCF) - Dissertações de Mestrado por assunto "3,4-DMMC"
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- Papel do stress oxidativo na cardiotoxicidade da 3,4-dimetilmetcatinona: estudo in vitro em células H9c2Publication . Rocha, Verónica Juliana Magalhães da; Carvalho, Márcia; Araújo, Ana MargaridaAs catinonas sintéticas fazem parte do grupo das novas substâncias psicoativas (NSP) e são amplamente utilizadas como drogas recreativas devido aos seus efeitos psicoestimulantes, semelhantes aos das anfetaminas. A sua rápida disseminação constitui uma preocupação crescente para a saúde pública, sobretudo pelo risco de efeitos cardiovasculares graves, como arritmias, enfarte agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca. Contudo, os mecanismos subjacentes à sua cardiotoxicidade permanecem pouco esclarecidos. Este estudo teve como objetivo investigar o potencial efeito cardiotóxico de uma destas substâncias, a 3,4-dimetilmetcatinona (3,4-DMMC), bem como o envolvimento do stress oxidativo neste processo. As células H9c2 foram expostas a várias concentrações de 3,4-DMMC (0,005 a 0,8 mM) durante 24 e 48 horas. A viabilidade celular foi avaliada através do ensaio de redução do MTT. A produção de espécies reativas de oxigénio e azoto (ROS/RNS) foi medida por fluorescência, utilizando o marcador DCFH-DA, em diferentes tempos (0,5 a 48 h), após incubação com a 3,4-DMMC nas concentrações correspondentes à EC10 e EC50. Para avaliar o efeito protetor de antioxidantes, as células foram pré-incubadas com ácido ascórbico (AA, 0,1 mM), Nacetilcisteína (NAC, 1 mM) ou Trolox (TRX, 0,2 mM), seguidas de exposição à 3,4- DMMC na concentração equivalente à EC40 durante 24 e 48 horas. A 3,4-DMMC reduziu significativamente a viabilidade celular de forma dependente da concentração, sem diferenças estatisticamente significativas entre os dois tempos de incubação. Observou-se um aumento progressivo dos níveis de ROS/RNS ao longo do tempo, com significância estatística a partir das 3 horas. Entre os antioxidantes testados, apenas o ácido ascórbico conseguiu atenuar os efeitos tóxicos da 3,4-DMMC. Os resultados obtidos demonstram que a 3,4-DMMC induz cardiotoxicidade in vitro de forma dependente da concentração, estando o stress oxidativo envolvido neste efeito. O ácido ascórbico revelou um efeito protetor claro, reforçando a importância de estudos futuros para melhor compreender os mecanismos de toxicidade e identificar estratégias terapêuticas eficazes.
