FCHS (DCEC) - Ciências da Comunicação
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Percorrer FCHS (DCEC) - Ciências da Comunicação por orientador "Estrada, Rui"
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- Evolução do jornalismo para jornalismo cidadão: de escassa a excessiva informaçãoPublication . Belinha, Diana Gomes; Estrada, RuiEste trabalho tem como propósito analisar a evolução do jornalismo em Portugal, desde a necessidade de informação até ao desenvolvimento do jornalismo cidadão e ao excesso de informação encontrado nas redes sociais. Serão abordados casos específicos de notícias falsas no jornalismo televisivo português, com contribuição do jornalista cidadão, contudo, também serão apresentados exemplos em que o contributo do jornalismo cidadão foi essencial para o jornalista profissional conseguir transmitir a informação com exatidão.
- As limitações da liberdade de expressão: o caso dos “Anjos” versus Joana MarquesPublication . Soares, Miguel Vaz; Estrada, RuiEste trabalho analisa os limites da liberdade de expressão através de uma análise de um caso empírico e a articulação com o ambiente teórico. O caso em concreto é a ação judicial movida pela banda “Anjos” contra a humorista Joana Marques, devido a uma publicação satírica sobre uma atuação dos artistas ao vivo no “MOTOGP” em 2022. A transmissão da atuação decorreu com erros técnicos o que gerou reações negativas, incluindo da humorista que se expressou nas redes sociais. A sua publicação recebeu vários comentários que partilhavam da mesma opinião e acabaram por se espalhar para os canais de comunicação da banda. Essa publicação intitulada de “Será que foi para isto que se fez o 25 de Abril?”, apresentava uma montagem humorística com cortes onde introduzia reações negativas dos júris do programa “Ídolos” enquanto a atuação tocava. A polémica alcançou amplas proporções que trouxe consequências à vida profissional e pessoal dos membros da banda, levando os mesmos a instaurar a ação comum aqui analisada. A acusação argumentava que a publicação feriu o seu direito ao bom nome e reputação, porém a defesa afirma que agiu ao abrigo da liberdade de expressão, gerando um conflito entre estes direitos fundamentais. A sentença foi publicada em outubro de 2025, e absolveu a humorista e responsabilizou os “Anjos” pelas despesas do processo. Através da decisão da juíza Francisca Preto, são analisados os argumentos para absolver a humorista e a perspetiva da lei sobre os limites da liberdade de expressão. Nesse sentido é visto como a lei portuguesa, que também inclui acordos internacionais, enquadra e limita este direito, que pela fusão de documentos é um direito fundamental constitucional, europeu, internacional e universal. O tribunal aborda as limitações da liberdade de expressão, no sentido de em que ponto um juízo de valor torna-se uma ofensa. Por outro lado, é mobilizada uma série de autores e as suas obras onde debatem tensões contemporâneas associadas à liberdade de expressão. No caso, problematizam fenómenos que condicionam o exercício deste direito, como o discurso de ódio, o politicamente correto, a autocensura prévia e os movimentos identitários contemporâneos. Assim, estes autores são colocados em diálogo com a decisão judicial que gera uma reflexão mais ampla sobre onde termina a liberdade de expressão e começa a ofensa ilícita. O objetivo deste trabalho é entender onde está essa fronteira, no caso, as delimitações jurídicas e as contestações sociais, numa era onde o ambiente digital veio redefinir esse tema.
- A reação dos media ao apagão ibérico de 28 de abril de 2025: o papel do jornalismo no combate à desinformação durante uma situação de crisePublication . Fidalgo, Francisco Alves de Sousa; Estrada, RuiO presente Projeto de Graduação analisa a atuação dos meios de comunicação social portugueses durante o apagão ibérico de 28 de abril de 2025, procurando compreender de que forma responderam à circulação de desinformação nas primeiras horas da crise. A investigação baseou-se na análise de notícias publicadas por diferentes órgãos de comunicação social e de comunicados emitidos por entidades oficiais, com o objetivo de identificar as estratégias jornalísticas adotadas num contexto marcado pela incerteza e pela rápida evolução dos acontecimentos. O trabalho conta com uma análise à resposta ao apagão ibérico de alguns dos principais [orgãos] de comunicação social portugueses, nomeadamente a RTP, SIC Notícias e Jornal de Notícias. Os resultados demonstram que os meios de comunicação privilegiaram, de forma generalizada, o recurso a fontes oficiais, nomeadamente a Rede Elétrica Nacional (REN), o Governo da República Portuguesa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), procurando distinguir entre informação confirmada e hipóteses ainda por validar. Verificou-se, igualmente, que a desinformação se manifestou através de narrativas relacionadas com alegados ciberataques, fenómenos atmosféricos invulgares e previsões infundadas sobre a duração do apagão, difundidas sobretudo nas redes sociais. Este estudo evidencia o papel do jornalismo na verificação, contextualização e esclarecimento da informação em situações de crise, contribuindo para limitar a propagação de conteúdos enganosos e reforçar a confiança dos cidadãos em fontes credíveis.
