FCHS (DCEC) - Ciências Empresariais
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Percorrer FCHS (DCEC) - Ciências Empresariais por orientador "Dias, Alcina Augusta de Sena Portugal"
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- A agilidade na cadeia de abastecimento e a transição omnichannel: estudo de caso da ZaraPublication . Fernandes, Gonçalo Duarte Campos dos Santos; Dias, Alcina Augusta de Sena PortugalNeste documento, é abordada uma investigação desenvolvida no âmbito do projeto de graduação, elemento esse necessário para a conclusão da licenciatura em Ciências Empresariais da Universidade Fernando Pessoa. Neste trabalho, pretende-se compreender que devido ao rápido crescimento do comércio eletrónico e à globalização das cadeias de abastecimento, os setores do retalho têm-se vindo a transformar, exigindo por parte das organizações uma transição eficaz daquilo que eram os seus modelos logísticos tradicionais para estratégias mais focadas no mecanismo omnichannel. Será assim usado como alvo de estudo a Empresa Zara (retalho de moda), detida pelo grupo Inditex. Suportando-me numa metodologia onde são combinadas a revisão da literatura com uma análise atentas de vários estudos de caso, investigam-se os pilares que sustentam toda a agilidade da cadeia de abastecimento da Zara (Agile Supply Chain), com uma atenção redobrada no seu modelo de produção de proximidade e numa filosofia operacional just-in-time. Ademais, será examinado o papel central da integração tecnológica através de sistemas de identificação que utilizam radiofrequências (RFID) na união de inventários físicos e digitais. Este estudo demonstra que a eficiência logística da Zara não é dependente apenas do fator velocidade, mas sim da sua eficiência na implementação de uma estratégia omnichannel. Em suma, o modelo utilizado pela Zara molda aquilo que é o futuro do retalho, evidenciando que a longevidade das marcas está diretamente ligada à sua flexibilidade de operações e à viabilidade económica de uma logística rápida e eficaz.
- A relação entre a estrutura de capital e o desempenho financeiro das empresas portuguesas cotadas na Euronext LisbonPublication . Costa, Rafael Jorge Bezerra da; Dias, Alcina Augusta de Sena PortugalA estrutura de capital constitui um dos temas mais relevantes no domínio das finanças empresariais, uma vez que as decisões relativas à combinação entre capitais próprios e capitais alheios podem influenciar o desempenho financeiro e a criação de valor das empresas. Ao longo das últimas décadas, diversos autores desenvolveram teorias que procuram explicar a forma como as empresas definem as suas políticas de financiamento, destacando-se a Teoria da Irrelevância da Estrutura de Capital de Modigliani e Miller, a Teoria do Trade-Off, a Teoria Pecking Order e a Teoria da Agência. Apesar da extensa literatura existente, continua a verificar-se falta de consenso quanto ao impacto do endividamento sobre a rentabilidade empresarial, sobretudo em diferentes contextos económicos e institucionais. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a estrutura de capital e o desempenho financeiro das empresas portuguesas cotadas na Euronext Lisbon. Para esse efeito, foi adotada uma metodologia quantitativa baseada na análise de uma amostra constituída por oito empresas portuguesas cotadas, utilizando informação financeira referente ao período compreendido entre 2021 e 2025, obtida através dos respetivos Relatórios e Contas anuais. A estrutura de capital foi medida através do rácio de endividamento, calculado com base na dívida financeira total em relação ao ativo total, enquanto o desempenho financeiro foi avaliado através dos indicadores Return on Assets (ROA) e Return on Equity (ROE). Os dados recolhidos foram tratados utilizando o Microsoft Excel, recorrendo-se à análise estatística descritiva, análise de correlação e regressão linear simples, permitindo avaliar a influência do endividamento sobre os indicadores de rentabilidade considerados. Os resultados obtidos evidenciam a existência de uma relação negativa e estatisticamente significativa entre o endividamento e o ROA, sugerindo que níveis mais elevados de dívida tendem a reduzir a rentabilidade dos ativos das empresas analisadas. Em contrapartida, não foi encontrada evidência estatisticamente significativa relativamente à relação entre o endividamento e o ROE, indicando que a rentabilidade dos capitais próprios poderá depender de outros fatores não considerados no modelo. Conclui-se que a estrutura de capital influencia o desempenho financeiro das empresas da amostra, embora esse impacto varie em função do indicador de rentabilidade utilizado. Os resultados obtidos contribuem para reforçar a evidência empírica sobre a relação entre endividamento e desempenho financeiro no contexto das empresas portuguesas cotadas, constituindo um contributo para a compreensão das decisões de financiamento empresarial.
