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Repositório Institucional da Fernando Pessoa

 

Entradas recentes

Eficácia dos alinhadores no tratamento da má oclusão de classe II com distalização dos molares superiores: uma revisão sistemática
Publication . Decocq, Marie Camille Clara; Pinho, Mónica Morado
A má oclusão de Classe II é uma das discrepâncias esqueléticas e dentárias mais comuns na população ortodôntica. O tratamento desta condição pode envolver várias abordagens, incluindo a distalização dos molares superiores, que tem como objetivo corrigir e melhorar a oclusão do paciente. Tradicionalmente, a distalização era realizada com aparelhos fixos, como arco extraoral ou dispositivos intraorais ancorados em mini-implantes e frequentemente associados a sistemas multibrackets. Com o avanço da tecnologia digital na ortodontia, os alinhadores transparentes emergiram como uma alternativa promissora para a correção da Classe II, promovendo movimentações dentárias controladas de forma estética e minimamente invasiva. Pretendeu-se com a realização deste trabalho determinar a eficácia na distalização molar com alinhadores dentários, duração do tratamento e ocorrência de efeitos colaterais, no tratamento das más oclusões de Classe II. Para conseguir obter uma resposta para esta questão, realizamos uma revisão sistemática recorrendo aos motores de busca Pubmed, Scopus e LiLACs, selecionados de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. Incluíram-se na amostra 8 artigos, cujos resultados indicaram a capacidade e eficácia na distalização dos primeiros molares superiores, com alinhadores transparentes. No entanto, mais estudos clínicos erão necessários para confirmar os resultados, aprimorar as técnicas de tratamento e validar sua eficácia na prática clínica, ajustando os parâmetros.
Diferentes técnicas de expansão palatina: revisão integrativa
Publication . Bessoussa, Abir; Urzal, Vanda
O objetivo desta revisão integrativa é responder à seguinte questão: Quais são as evidências científicas recentes sobre as técnicas de expansão palatina, como : expansão rápida da maxila, expansão lenta da maxila, expansão palatina cirurgicamente assistida e expansão palatina assistida por mini-implantes, quanto à sua eficácia clínica, correção de discrepâncias transversais e impacto funcional e estético? Como metodologia foi realizada uma pesquisa nas bases de dados PubMed, Lilacs e Cochrane Library, utilizando critérios de inclusão e que avaliaram as diferentes técnicas de expansão palatina e os seus resultados terapêuticos, assim como fatores como a idade do paciente, o estado das suturas palatinas e a abordagem terapêutica empregue. A pesquisa incluiu artigos publicados nos últimos 10 anos. Através destes estudos pôde-se concluir que a expansão rápida da maxila é amplamente utilizada em pacientes jovens, devido à sua capacidade de promover uma expansão óssea eficaz, antes da fusão completa da sutura palatina. A expansão lenta da maxila é indicada para casos menos graves de compressão em dentição mista. Em adultos a expansão palatina cirurgicamente assistida demonstrou ser um método eficiente quando ocorre fusão de sutura, enquanto expansão palatina assistida por mini-implantes surge como uma alternativa minimamente invasiva promissora. Os resultados sugerem que a escolha da técnica depende de múltiplos fatores, e todos eles têm benefícios clínicos específicos.
Nanopartículas de cobre em implantes dentários, uma abordagem inovadora para prevenir infecções e otimizar a osteointegração: revisão integrativa
Publication . Portal, Shani; Magalhães, Ricardo
O uso de nanopartículas de cobre em implantes dentários tem emergido como uma abordagem inovadora para superar desafios críticos na medicina dentária, particularmente no que diz respeito à prevenção de infeções peri-implantares e à promoção da osteointegração. Esta revisão integrativa pretende analisar a eficácia do recobrimento de implantes dentários com nanopartículas de cobre na prevenção de infeções e na melhoria da osteointegração, com base em estudos in vitro e in vivo. Para tal, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e B-On por artigos publicados nos últimos 10 anos e que cumprissem os critérios de inclusão/exclusão definidos. A análise de estudos in vitro revelou que a incorporação de cobre não apenas reduz a adesão bacteriana, mas também promove a osteogénese, estimulando a diferenciação celular e aumentando a integração óssea ao redor dos implantes. Os estudos in vivo corroboraram esses resultados, demonstrando que os implantes modificados com cobre são eficazes na redução de infeções e na promoção da formação óssea em modelos animais, com aumento significativo da osteointegração. Apesar dos resultados promissores, a transição para ensaios clínicos humanos ainda é necessária para validar a segurança e eficácia dos implantes de cobre, considerando a necessidade de controlo rigoroso da libertação de cobre para evitar efeitos tóxicos. Este estudo sugere que a nanotecnologia aplicada aos implantes dentários tem o potencial de revolucionar os tratamentos dentários, proporcionando soluções mais eficazes e duradouras para a prevenção de infeções e a promoção da osteointegração.
Precisão das impressões digitais intraorais em implantes unitários: uma revisão de escopo
Publication . Aggio, Daniela; Pereira, Jorge; Borges, Henrique
Este trabalho consiste de uma revisão de escopo que visa avaliar a precisão e aplicabilidade clinica das técnicas de impressão digital na reabilitação oral unitária sobre implantes, em comparação com os métodos convencionais. A pesquisa foi realizada na base de dados eletrónica EBSCO, com foco em estudos publicados entre janeiro de 2019 e dezembro de 2024. Foram considerados elegíveis estudos preliminares, ensaios clínicos, estudos de coorte, caso-controlo, transversais e longitudinais, redigidos em inglês, que analisassem comparativamente ambas as técnicas de moldagem. Excluíram-se trabalhos que abordassem reabilitações múltiplas ou com mais de um implante, bem como relatórios, editoriais, comentários, literatura não cientifica ou não revista por pares. Também foram eliminados artigos publicados antes de 2019 e em outros idiomas. A delimitação temporal visou garantir que os resultados refletissem o estado atual da tecnologia e da pratica clinica. A exclusão de publicações sobre reabilitações anteriores e múltiplas baseou-se na necessidade de homogeneizar o contexto clinico, dado que fatores como extensão e localização podem influenciar significativamente os níveis de precisão. A análise da literatura sugere que os scanners intraorais representam uma alternativa promissora as técnicas convencionais, com vantagens em conforto, tempo clinico e potencial precisão. No entanto, a diversidade de metodologias, os diferentes dispositivos utilizados e a escassez de estudos clínicos in vivo limitam a formulação de diretrizes clinicas consistentes. Conclui-se que, embora os resultados sejam encorajadores, e fundamental promover mais estudos clínicos randomizados que validem a eficácia dos moldes digitais em contexto real de tratamento.
A perspetiva bidirecional entre a saúde oral e a doença de Alzheimer: revisão integrativa
Publication . Abaab, Inès; Costa, Céu
Introdução: A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, afetando cerca de 57 milhões de pessoas em todo mundo. Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva, com impactos significativos na autonomia e qualidade de vida. A literatura recente tem apontado para uma possível relação bidirecional entre a DA e a saúde oral, mediada por mecanismos inflamatórios e infeciosos. Objetivos: Analisar a associação bidirecional entre a DA e a saúde oral, explorando como a doença periodontal pode influenciar os processos neurodegenerativos e, inversamente, como o declínio cognitivo afeta negativamente a saúde oral. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, baseada na estratégia PECO com abordagem dupla. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados PubMed, EBSCO e Lilacs, utilizando os termos “Alzheimer”, “saúde oral” e “periodontite”. Aplicaram-se critérios rigorosos de inclusão e exclusão, resultando na seleção de oito artigos publicados entre 2020 e 2025. Resultados: Os estudos incluídos mostraram maior prevalência de periodontite em indivíduos com DA, associada a uma higiene oral deficiente e dependência dos cuidadores. Por outro lado, vários trabalhos identificaram a presença de Porphyromonas gingivalis e outras bactérias orais no tecido cerebral de pacientes com DA, bem como níveis elevados de citocinas inflamatórias em fluidos orais e saliva. Estes achados apontam para um possível eixo infeção – inflamação – neurodegenerescência como fator de ligação entre as duas condições. Conclusão: A evidência atual sugere uma interação bidirecional entre a saúde oral e a DA. A deterioração da função cognitiva compromete os cuidados orais, ao passo que as infeções orais crónicas podem contribuir para a progressão da neurodegenerescência. Estes dados reforçam a importância de integrar a saúde oral na abordagem multidisciplinar à demência e considerá-la um fator modificável na prevenção do declínio cognitivo. Novos estudos longitudinais são essenciais para consolidar esta relação e guiar intervenções preventivas eficazes.