Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-11-07"
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- Psicossintomatologia e estilos parentais: relação entre somatização, ansiedade e depressão e a perceção da parentalidadePublication . Matos, Sara Isabel Mesquita; Fernandes, ÂngelaO presente estudo teve como objetivo analisar a influência da psicossintomatologia parental, nomeadamente sintomas de somatização, depressão e ansiedade, na perceção dos estilos parentais adotados. Foi seguido um desenho metodológico quantitativo, descritivo e correlacional, com a participação 141 participantes que exerciam funções parentais. A recolha de dados realizou-se através de questionário online, com seções sobre dados sociodemográficos, o Inventário de Sintomas Psicopatológicos BSI-18 e o questionário EMBU-P, que avalia a perceção parental nas dimensões de suporte emocional, rejeição e tentativa de controlo. Foram formuladas três hipóteses: (H1) Os estilos parentais (suporte emocional, rejeição e sobreproteção) predizem significativamente os níveis de psicossintomatologia dos participantes; (H2) Estilos parentais negativos, nomeadamente a rejeição e a sobreproteção, predizem significativamente níveis mais elevados de psicossintomatologia; (H3) Estilos parentais positivos, como o suporte emocional, predizem significativamente níveis mais baixos de psicossintomatologia. A análise estatística, com recurso a regressões lineares simples, revelou que os níveis de psicossintomatologia foram predominantemente baixos a moderados, e a perceção das práticas parentais foi maioritariamente positiva, com altos níveis de suporte emocional e níveis moderados de rejeição e controlo. Os resultados indicaram uma associação estatisticamente significativa entre níveis elevados de psicossintomatologia, somatização, depressão, ansiedade e índice geral de gravidade, e maior perceção de comportamentos parentais de rejeição. Em contrapartida, não se verificaram associações significativas com o suporte emocional nem com a tentativa de controlo. Estes resultados contribuem para a compreensão dos mecanismos através dos quais a psicossintomatologia interfere na perceção dos estilos parentais. Contudo, esta investigação apresenta limitações, como o uso exclusivo de autorrelatos, a homogeneidade da amostra e a ausência de controlo de variáveis sociodemográficas, o que restringe o vigor na generalização dos resultados. Futuros estudos deverão adotar metodologias de análise mais robustas, incluir múltiplas amostras diversificadas, recolha longitudinal e aprofundar os processos subjacentes à parentalidade em contexto de sofrimento psicológico.
- Percepção da parentalidade e psicossintomatologia: estudo com pais/mães e diferentes tipologias familiaresPublication . Silva, Tatiana Félix Lima da; Fernandes, ÂngelaA parentalidade constitui uma das principais dimensões do ciclo vital adulto, contudo, traz responsabilidades adicionais e desafios emocionais que podem impactar o bem-estar psicológico dos progenitores. A adoção de estilos educativos positivos e a qualidade das relações familiares podem ser afetadas pela saúde mental dos progenitores. O objetivo deste estudo é investigar a relação entre os estilos educativos parentais e a sintomatologia psicológica dos progenitores em diferentes tipos de estruturas familiares. Trata-se de um estudo quantitativo, de natureza correlacional e transversal. A amostra é composta por 139 progenitores com idades compreendidas entre os 23 e os 77 anos (M = 46.16; DP = 8.55), de ambos os sexos. Foi utilizado um questionário sociodemográfico e clínico e dois instrumentos: o Brief Symptom Inventory 18 (BSI-18) e o Egna Minnen Betraffande Uppfostran – Parents (EMBU-P). Os resultados revelaram correlações negativas significativas entre os sintomas ansiosos e depressivos e o suporte emocional, bem como com o grau de confiança parental. Níveis elevados de psicossintomatologia associaram-se a maior stress parental, sendo que sintomas depressivos revelaram-se particularmente associados a pior relação emocional, menor envolvimento e comunicação com os filhos. Famílias monoparentais apresentaram níveis superiores de psicossintomatologia do que as famílias nucleares. Assim sendo, os resultados evidenciam a influência da saúde mental dos progenitores na forma como percecionam e exercem a parentalidade e apontam para a necessidade de estratégias de apoio psicológico e intervenção familiar, especialmente em contextos vulneráveis, promovendo práticas educativas mais saudáveis e relações familiares mais equilibradas.
