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Psicossintomatologia e estilos parentais: relação entre somatização, ansiedade e depressão e a perceção da parentalidade

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Abstract(s)

O presente estudo teve como objetivo analisar a influência da psicossintomatologia parental, nomeadamente sintomas de somatização, depressão e ansiedade, na perceção dos estilos parentais adotados. Foi seguido um desenho metodológico quantitativo, descritivo e correlacional, com a participação 141 participantes que exerciam funções parentais. A recolha de dados realizou-se através de questionário online, com seções sobre dados sociodemográficos, o Inventário de Sintomas Psicopatológicos BSI-18 e o questionário EMBU-P, que avalia a perceção parental nas dimensões de suporte emocional, rejeição e tentativa de controlo. Foram formuladas três hipóteses: (H1) Os estilos parentais (suporte emocional, rejeição e sobreproteção) predizem significativamente os níveis de psicossintomatologia dos participantes; (H2) Estilos parentais negativos, nomeadamente a rejeição e a sobreproteção, predizem significativamente níveis mais elevados de psicossintomatologia; (H3) Estilos parentais positivos, como o suporte emocional, predizem significativamente níveis mais baixos de psicossintomatologia. A análise estatística, com recurso a regressões lineares simples, revelou que os níveis de psicossintomatologia foram predominantemente baixos a moderados, e a perceção das práticas parentais foi maioritariamente positiva, com altos níveis de suporte emocional e níveis moderados de rejeição e controlo. Os resultados indicaram uma associação estatisticamente significativa entre níveis elevados de psicossintomatologia, somatização, depressão, ansiedade e índice geral de gravidade, e maior perceção de comportamentos parentais de rejeição. Em contrapartida, não se verificaram associações significativas com o suporte emocional nem com a tentativa de controlo. Estes resultados contribuem para a compreensão dos mecanismos através dos quais a psicossintomatologia interfere na perceção dos estilos parentais. Contudo, esta investigação apresenta limitações, como o uso exclusivo de autorrelatos, a homogeneidade da amostra e a ausência de controlo de variáveis sociodemográficas, o que restringe o vigor na generalização dos resultados. Futuros estudos deverão adotar metodologias de análise mais robustas, incluir múltiplas amostras diversificadas, recolha longitudinal e aprofundar os processos subjacentes à parentalidade em contexto de sofrimento psicológico.
This study aimed to analyze the influence of parental psychological symptoms, namely somatization, depression, and anxiety, on the perception of adopted parenting styles. A quantitative, descriptive, and correlational methodological design was followed, with the participation of 141 participants who performed parental roles. Data collection was conducted through an online questionnaire, with sections on sociodemographic data, the BSI-18 Psychopathological Symptom Inventory, and the EMBU-P questionnaire, which assesses parental perceptions in the dimensions of emotional support, rejection, and attempted control. Three hypotheses were formulated: (H1) Parenting styles (emotional support, rejection, and overprotection) significantly predict participants' psychosymptom levels; (H2) Negative parenting styles, namely rejection and overprotection, significantly predict higher levels of psychosymptoms; (H3) Positive parenting styles, such as emotional support, significantly predict lower levels of psychosymptoms. Statistical analysis using simple linear regressions revealed that levels of psychological symptoms were predominantly low to moderate, and perceptions of parenting practices were mostly positive, with high levels of emotional support and moderate levels of rejection and control. The results indicated a statistically significant association between high levels of psychosymptoms, somatization, depression, anxiety, and the general severity index, and greater perceptions of rejecting parental behaviors. In contrast, no significant associations were found with emotional support or attempts at control. These results contribute to understanding the mechanisms through which psychological symptoms influence the perception of parenting styles. However, this research has limitations, such as the exclusive use of self-reports, the homogeneity of the sample, and the lack of control for sociodemographic variables, which limit the generalizability of the results. Future studies should adopt more robust analysis methodologies, include multiple diverse samples, longitudinal data collection, and delve deeper into the processes underlying parenting in the context of psychological distress.

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Keywords

Psicossintomatologia parental Estilos parentais Somatização Ansiedade Depressão Rejeição parental Suporte emocional Tentativa de controlo Psychopathological symptoms Parenting styles Somatization Anxiety Depression Parental rejection Emotional support Attempt to control

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