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- Biofilmes bacterianos: implicações nas infeções protésicasPublication . Correia, Filipa Raquel Silva; Cerqueira, FátimaAs infeções bacterianas associadas a próteses constituem um problema clínico cada vez mais relevante, especialmente quando surge a formação de biofilmes que dificultam o diagnóstico e o tratamento destas infeções. Os biofilmes são uma comunidade organizada de microrganismos, da mesma ou de diferentes espécies, revestidos por uma camada de proteção que lhes confere elevada resistência a antibióticos e ao sistema imunitário do hospedeiro. A presença de biofilmes em próteses envolve diversas complicações, desde o impacto económico até à necessidade de remoção da prótese. Desta forma, procura-se entender quais as espécies microbianas mais relevantes e prevalentes associadas a infeções protésicas, mecanismos de resistência dos biofilmes, fatores promotores da sua formação e potenciais tipos de biomateriais e terapêuticas eficientes para a minimização deste problema. Além disso, o farmacêutico representa cada vez mais um papel fundamental numa equipa multidisciplinar para o acompanhamento necessário aos doentes, na deteção de problemas associados à medicação e na reconciliação terapêutica. Nesse âmbito, este trabalho reflete uma revisão narrativa sobre a implicação que a formação de biofilmes bacterianos tem nas infeções em diferentes tipos de próteses com ênfase em possibilidades para a prevenção e alternativas de tratamento dos biofilmes, salientando a importância do estudo em estratégias inovadoras e da investigação contínua para a redução da morbilidade, melhoria do prognóstico dos doentes e diminuição dos custos associados a estas complicações.
- Uso de canabinoides no tratamento das perturbações por uso de canábisPublication . Marques, Lara Coelho; Capela, João Paulo SoaresA Perturbação por Uso de Canábis (CUD, do inglês “Cannabis Use Disorder”) representa um desafio de saúde pública global, com cerca de 1,3% dos adultos na União Europeia a serem consumidores diários de canábis e com um aumento de 12% no número de utentes em tratamento em Portugal entre 2021 e 2022. Apesar da sua prevalência, nem a entidade reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos da América (FDA, do inglês “Food and Drug Administration”) nem a entidade europeia congénere aprovaram nenhum medicamento específico para o tratamento da CUD. Esta revisão teve como objetivo estudar os diversos fármacos canabinoides e as suas combinações, avaliados em ensaios clínicos para tratamento desta dependência. Este estudo pretende compreender qual a melhor estratégia farmacológica usando canabinoides com potencial para o tratamento clinico da CUD. A metodologia consistiu numa revisão, conduzida de acordo com as diretrizes PRISMA, utilizando a estratégia PICO para a formulação da questão de pesquisa. Foram realizadas pesquisas nas bases de dados PubMed, Web of Science e Scielo, abrangendo artigos de 1973 a 2024. No total, 9 estudos com 667 participantes (519 homens e 148 mulheres) foram incluídos na análise. Nenhum dos ensaios analisados demonstrou uma eficácia consistente que permita recomendar em definitivo os canabinoides como tratamento para a CUD. Assim, é necessário que haja mais investigação, com um maior número de participantes, incluindo mais mulheres, e metodologias mais robustas para estabelecer conclusões mais sólidas.
