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- A IA no panorama Luso-BrasileiroPublication . Manuel Borges Gouveia, LuisInteligência Artificial no horizonte Lusófono - uma confluência de vontades e linguagens.
- Impacto dos polimorfismos genéticos de DEFB1 na suscetibilidade da cárie dentária: revisão sistemáticaPublication . Bismuth, Oren Mosche Yossef; Fernandes, Ruben; Pereira, Ana Cláudia dos SantosA cárie dentária é uma das doenças crónicas mais prevalentes no mundo, que envolve danos no esmalte dentário e com etiologia multifatorial envolvendo fatores microbianos, dietéticos, comportamentais e genéticos. A β-defensina 1 (hBD‑1) é um peptídeo antimicrobiano codificado pelo gene DEFB1 e é a principal molécula de proteção contra a cárie dentária, estando envolvida na defesa imunológica da cavidade oral. O gene DEFB1, responsável pela produção da hBD‑1, apresenta polimorfismos genéticos que podem influenciar a sua expressão e, consequentemente, a suscetibilidade à cárie. O objetivo desta revisão sistemática foi averiguar na literatura científica que polimorfismos do gene DEFB1 podem apresentar alguma influência na suscetibilidade à cárie dentária. A metodologia envolveu a procura sistematizada nas bases PubMed, Science Direct e Web of Science, com inclusão de estudos originais publicados entre 2014 e 2024, que analisaram a relação entre os polimorfismos rs11362, rs1799946, rs1800972 e rs1047031 e a ocorrência de cárie. Onze estudos atenderam aos critérios de inclusão, envolvendo populações de diversos países e faixas etárias. A maioria dos estudos revelou associação significativa entre o polimorfismo rs11362 e o aumento da suscetibilidade à cárie, especialmente em crianças. Além disso, alguns estudos demonstraram que os genótipos de risco (rs11362, rs1800972) estavam associados a níveis reduzidos de expressão da hBD‑1, indicando um possível mecanismo funcional. A qualidade metodológica foi avaliada através da escala Newcastle-Ottawa (NOS), evidenciando confiabilidade razoável a boa nos estudos incluídos. Conclui-se que os polimorfismos do gene DEFB1, particularmente o rs11362, estão associados à suscetibilidade à cárie dentária em diversas populações. A identificação desses marcadores genéticos pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prevenção personalizadas baseadas no risco genético individual, além de fomentar novas abordagens terapêuticas voltadas à modulação da resposta imune oral.
- Prevalência da má oclusão esquelética de classe III numa população ortodôntica: estudo transversalPublication . Scopelliti, Evelina; Gião, Ana; Pinho, Mónica MoradoIntrodução: As más oclusões esqueléticas são frequentes na prática ortodôntica, sendo a Classe III particularmente relevante pelas suas implicações funcionais e estéticas. Caracteriza-se por uma discrepância antero-posterior entre maxila e mandíbula, geralmente de origem multifatorial. A sua prevalência varia entre populações, justificando estudos que contribuam para o diagnóstico precoce e o planeamento terapêutico adequado. Objetivo: Este estudo teve como objetivo determinar a prevalência da má oclusão esquelética de Classe III numa população ortodôntica, bem como analisar a sua distribuição segundo o sexo. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, baseado na análise de fichas clínicas e telerradiografias de pacientes ortodônticos com idade igual ou superior a 9 anos, atendidos no Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa. A avaliação da Classe III foi realizada através da análise cefalométrica de Ricketts na plataforma WebCeph, em combinação com os parâmetros sagitais, verticais e transversais registados no software do Hospital. Foram aplicados critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, e os dados foram analisados estatisticamente. Resultados: A amostra foi composta por 143 pacientes, dos quais 89 (62,2%) do género feminino e 54 (37,8%) masculino. A Classe III esquelética foi observada em 12,6% (n = 18), sendo mais prevalente nos homens (16,7%) do que nas mulheres (10,1%). A Classe I foi predominante no grupo feminino (39,3%) e a Classe II no masculino (48,1%). Apesar das diferenças, não houve associação estatisticamente significativa entre género e classificação esquelética (χ²(2) = 1,339; p = 0,512). Conclusões: A Classe III apresentou prevalência relevante, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do plano terapêutico adequado. Estudos futuros devem considerar fatores hereditários e ambientais, de forma a minimizar a severidade desta má oclusão.
- Paralisia facial de Bell: implicações orofaciais e na qualidade de vida dos pacientes – revisão integrativaPublication . Castro, Wlademir Pataro de; Venda Nova, CarolinaA Paralisia Facial de Bell (PFB) é uma neuropatia periférica idiopática que afeta subitamente o nervo facial, comprometendo funções vitais como mastigação, deglutição, fonação e expressão facial. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar de que forma essas alterações orofaciais impactam a qualidade de vida dos pacientes, sob os pontos de vista funcional, emocional, psicossocial e de saúde bucal. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, Cochrane e b-On, com inclusão de 18 estudos publicados entre 2015 e 2025. Os resultados apontam que a PFB está associada a alterações significativas na estética e simetria facial, na capacidade de comunicação e na saúde oral, incluindo acúmulo de resíduos alimentares, dificuldade de higienização, maior incidência de cáries e doença periodontal. Estas disfunções têm um impacto negativo na autoestima, nas relações interpessoais e no bem-estar emocional. A abordagem multidisciplinar, incluindo a medicina dentária, mostrou-se essencial para promover reabilitação funcional, estética e psicossocial, favorecendo a recuperação integral e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
