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- Prevalência de lesões músculo-esqueléticas nos estudantes do 4° e 5° ano de medicina dentária: estudo observacionalPublication . Ramondetta, Giorgio; Cervaens, Mariana; Guimarães, Maria InêsAs exigências físicas inerentes à prática clínica em Medicina Dentária representam um risco relevante e muitas vezes negligenciado para o desenvolvimento de lesões músculo-esqueléticas (LME), especialmente entre estudantes em fase de formação. A adoção de posturas prolongadas e inadequadas, associada a movimentos repetitivos e à falta de consciencialização ergonómica, contribui significativamente para o surgimento destes sintomas. Este estudo teve como objetivo principal avaliar a prevalência e as características das LME em estudantes do 4.º e 5.º ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária da Universidade Fernando Pessoa, tendo em consideração variáveis individuais, clínicas e comportamentais. Foi realizado um estudo observacional transversal com uma amostra de 180 estudantes, dos quais 60% do sexo masculino, com uma idade média de 24,4 anos (±4,1). A maioria dos participantes referiu praticar atividade física regularmente (85%) e não apresentar histórico prévio de lesões. A recolha de dados decorreu entre novembro de 2024 e março de 2025, por meio de um questionário online, que incluiu o Questionário Nórdico Músculo-Esquelético, validado para a população portuguesa. Verificou-se uma elevada prevalência de sintomas nos últimos 12 meses, com maior incidência no pescoço (41,1%), ombros (20,0%) e região lombar (19,4%). Nos últimos 7 dias, mantiveram-se como mais afetadas a região do pescoço (11,7%), os ombros e a lombar (5,0% cada), sendo esta última também a que mais interferiu nas atividades diárias (13,9%). Nos estudantes do 4.º ano, a dor nos ombros, região lombar e tornozelo/pé correlacionou-se com o número de horas de prática clínica. Nos do 5.º ano, estas horas correlacionaram-se com os joelhos e lombar e os meses acumulados de prática clínica se associaram a sintomas nos punhos/mãos e anca. Os resultados evidenciam a importância de implementar estratégias de prevenção precoce, baseadas em educação ergonómica, pausas ativas e ajustamentos posturais no contexto do ensino clínico.
