A Obra Nasce - Nº 14 (Dez. 2020)
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- Lisboa y las regiones metropolitanas del Sur de Europa a inicios de siglo XXIPublication . Florentino, RuiLa evolución territorial de las regiones metropolitanas se puede medir mediante un número contrastado de indicadores. Algunos de ellos se utilizan para estudiar el desarrollo regional (por ejemplo para movilidad, medioambiente o crecimiento económico), mientras otros permiten analizar los resultados de la implantación de políticas urbanas. Desde una previa separación de tres áreas funcionales – la ciudad central, la primera corona y la periferia regional – este artículo interpreta el caso de Lisboa a inicios del siglo XXI, comparando-lo con las regiones capitales más cercanas: Madrid, Barcelona y París (Ile-de-France). El trabajo tiene el interés de conseguir relacionar fácilmente los datos básicos de población, vivienda y empleo, lo que permite entender las dinámicas de crecimiento en ese momento. Y si la relación se percibe directamente en el “ámbito interno” de cada región, lo más relevante es poder comparar los indicadores desde la “misma área funcional”, entre los diferentes casos. Este es sin duda un análisis a nivel macro, sin entrar en la complejidad de la realidad social, política y de planeamiento de cada área metropolitana, pero nota la importancia de una lectura contrastada de indicadores cuantitativos.
- Transformações territoriais na cidade contemporânea: planear no tempo do digitalPublication . Branco-Teixeira, MiguelSão debatidas as transformações territoriais que ocorrem na cidade contemporânea, muito marcadas pelo crescimento exponencial das tecnologias. Estas transformações influenciam a perceção que o homem tem do espaço e do tempo, alterando equilíbrios e formas de organização territorial e criando um novo ambiente para as relações sociais. É analisada particularmente a interação entre os espaços físicos e os espaços imateriais, da qual emergem espaços urbanos híbridos que compõem a cidade contemporânea. Constata-se que as lógicas de comportamento territorial são distintas e exigem ajustamentos funcionais e orgânicos nas atuais estruturas territoriais. Conclui-se salientando que as transformações espaciais provenientes da era digital tornam inevitável a reconfiguração da teoria e da prática do planeamento urbano. Entre os novos predicados requeridos ao planeamento estão a flexibilização dos instrumentos de gestão territorial, a maior interação com a população e o desenvolvimento de estratégias inovadoras que respondam a uma sociedade em permanente evolução.
- Nuevas herramientas para la regeneración urbana de los polígonos de vivienda masiva: una aproximación gráfica al diagnóstico específico de la calidad de los espacios libresPublication . García-Pérez, SergioLos polígonos de vivienda masiva acumulan problemas de origen sistémico donde las dimensiones física, social y económica se encuentran fuertemente interrelacionadas. La regeneración urbana integrada se considera una estrategia eficaz para hacer frente a estos problemas complejos. Frente a una mayor abundancia de experiencias técnicas y/o constructivas, este artículo focaliza sobre los espacios libres de los polígonos, elemento en parte responsable de la calidad de los conjuntos. El artículo presenta la metodología UR-Hesp, útil para el análisis y diagnóstico operativo de la calidad urbana. En concreto, incide sobre el método gráfico de análisis y su importancia para la interpretación no solo de ‘cuánta’ calidad desarrollaron —o han desarrollado— los polígonos, sino también para conocer ‘cuándo’, ‘dónde’ o ‘cómo’ se produjo — o se ha producido. Como resultado, el texto presenta la sistematización propuesta, a modo de fichas específicas de análisis y diagnóstico. A pesar de las limitaciones de esta propuesta —en la medida en la que los espacios libres no deben ser el único aspecto a tener en cuenta al estudiar la calidad de los polígonos —, sin duda UR-Hesp ayuda a reconocer la importancia de este elemento crítico durante la elaboración de estrategias y procesos de regeneración urbana integrada.
- Por um espaço público metropolitano: tecido conectivo, infraestrutura e projeto territorialPublication . Santos, João RafaelO artigo propõe uma leitura propositiva do espaço público metropolitano, enquanto ideia aberta a debate e partilha entre disciplinas e entre âmbitos de governo, de programação e de projeto. Explora-se esta ideia a partir do reconhecimento do espaço público na sua condição de suporte das territorialidades metropolitanas contemporâneas, traçando uma breve visão sobre a sua evolução no quadro disciplinar do urbanismo, numa relação com a evolução das formas e processos de urbanização e de metropolização, em especial no sul da Europa. Em seguida, são revisitados os últimos vinte anos de transformação do papel do espaço público em Portugal, nas suas dimensões da conceptualização e reconhecimento, das concretizações, dos âmbitos geográficos de intervenção e da integração em políticas territoriais, propondo um balanço e a identificação de questões críticas. Deste percurso cruzado entre as configurações territoriais atuais e a experiência portuguesa de transformação do espaço público são lançadas linhas sobre a sua conceção/projeto à escala metropolitana.
- On walking in derelict urban spaces: experiencing liminality in a cityPublication . Al Shrbaji, SarahThe article is a bridging of a master dissertation about ‘liminality’ and the forthcoming and ongoing doctorate research about ‘territorial limits’ between frontiers and mobilisation in the contemporary Europe. It is, subsequently, an inauguration of what ‘liminality’ expands to be and become in an urban context, as the author, an immigrant based in a former industrial city, becomes a partial case study. Liminality as a mediator of limits challenges the derelict architecture in a city to be part of a walking passage to marginalize the writer’s discourse along the city’s derelict peripheries. The article, thus, fictionally theorizes and exploits how the omnipresence of dereliction leads to the omnipresence of liminality in a city. Being correlated with architecture and fiction, the article analyses a relational passage of traversing liminality with the city, addressing its intermittence and vagueness. And it, also, suggests what may become out of diverging from the traditional limits, in other words a rhetoric of walking in a liminacity.
- Cidade compreensiva entre a cidade representativa e a cidade do quotidiano - a importância da compreensão da arquitetura e do urbanismo no espaço contemporâneo das cidadesPublication . Oliveira, Avelino; Ferreira, João C Castro; Faria, Luis Pinto de; Sucena-Garcia, SaraKevin Lynch referiu-se à cidade como uma obra de arte temporal, ou seja, moldada pelo tempo. Leonardo Benevolo definiu a cidade em dois sentidos, o primeiro indicando a organização concentrada e integrada da vida humana, e o segundo denotando-a como um cenário físico da sociedade, que subsiste para lá dessa sociedade. Entre um e outro, Aldo Rossi acrescentou a definição existencial de “coisa humana” e defendeu que a cidade reforça a sua representação na “real transformação da natureza”. É nesta perspetiva, comum aos três autores – de que a cidade assenta a sua génese nas diversas camadas temporais que se vão acrescentando –, que pretendemos fazer esta reflexão. Analisando a cidade contemporânea, defendemos que existem, dentro dos nossos espaços urbanos, duas cidades que colidem e só tangencialmente se tocam: a primeira designámos ‘cidade representativa’ e a segunda ‘cidade quotidiana’. O espaço urbano compreensivo, como intermediário conceptual das diferentes dimensões da cidade apresenta-se como a matriz de investigação das diferentes visões urbanas permitindo-se tornar uma ferramenta no âmbito disciplinar da arquitetura e do urbanismo contemporâneo.
- A metáfora do hipertexto e a cidade contemporânea: reflexão seguida de ensaio – a área circundante à estação do Metro de Sete Bicas, em Matosinhos, como objecto hipertextualPublication . Sucena-Garcia, SaraO presente artigo reflecte sobre o hipertexto como metáfora instrumental no âmbito da cidade contemporânea, visando contribuir para ampliar, aprofundar e diversificar a sua conceptualização. Parte das noções de ‘hipercidade’ e de ‘sociedade hipertexto’ propostas, respectivamente, por André Corboz, em 1993, e François Ascher, em 2001. Inspira-se na ideia de que a transposição da mecânica do hipertexto para a cidade pode sustentar a abertura a um diferente modo de a consciencializar, a exemplo da que decorreu da transposição da mecânica da cidade para o hipertexto, que inicialmente ajudou a familiarizar o utilizador da Internet com os ambientes virtuais então desconhecidos. Finalmente, assume a premissa de que a cidade actual pode ser percebida como objecto hipertextual, daí advindo um potencial e estímulos renovados, quer para a sua escrita (projecto urbano), quer para a sua leitura (análise urbana). Assim enquadrado o caso de estudo – uma pequena parte da zona conhecida como Sete Bicas, em Matosinhos –, aí tem lugar o duplo ensaio que se empreende: a aplicação nesse contexto urbano das seis características do hipertexto identificadas e descritas por Pierre Lévy (1990) e a construção do pensamento que sustenta essa transposição metafórica.
- O site da Arrábida - ensaio de análise hipertextual aplicado às neo-aglomerações urbanasPublication . Domingues, ÁlvaroO título deste texto já teve outro começo: nem lugar, nem não-lugar: o site da Arrábida. Tratava-se de ultrapassar este engano de chamar não-lugar a tudo aquilo que não se ajusta a velhas ideias românticas de lugares “antropologicamente espessos” como escreveu Marc Augé. Quando a geografia da urbanização se percebe pela organização dos sistemas de relações, os lugares adquirem leituras e realidades que mudam consoante as configurações desse campo de forças. Diferentemente do mapa convencional, o território deixa de ser texto e passa a hipertexto: como na Internet, cada site define-se por uma unidade de conteúdos e funcionalidades que se desvenda através de ligações com outras unidades de informação, construindo-se nexos e sentidos que ora reproduzem relações estáveis e esperadas, ora nos surpreendem com novas razões e qualidades. Em vez do sistema de pontos, áreas e linhas fixas inscritas num espaço euclidiano, a geometria torna-se topológica, e a proximidade ou o afastamento medem-se por graus de acessibilidade eles próprios filtrados por posições sociais, imperativos económicos ou capacidade performativa dos sistemas sócio-técnicos que suportam a mobilidade das pessoas, das mercadorias, do capital, da informação ou da energia. Como resultado desta combinação, o espaço-tempo está sujeito a constantes distorções, socialmente vividas e percebidas de modo desigual e contraditório. Perdido o mapa da cidade, o território instável da urbanização continua a ser uma permanente (re)construção social, como muito bem explicou Henri Lefébvre. A parafernália tecnológica que não cessa de se diversificar e expandir; aprofundamento da mercantilização e do capitalismo global, também.
- O discurso haussmanniano sobre o lugar-cidade: Paris como ficção, como retórica e como sofismaPublication . Silva, IlídioParis, como lugar, é uma ficção. É uma recriação absoluta, se não uma invenção, maioritariamente criada por um homem, um causídico e um tribuno (logo um retórico), que formulou um discurso urbanístico consciente e articulado – tão persuasor como falacioso – sobre o que Paris deveria ser e a tornou de facto nisso: o Barão Haussmann. Este artigo é uma análise linguística dessa formulação.