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| Dissertação de mestrado_41446 | 969.93 KB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Personality traits are known to influence how individuals experience and respond to major life transitions, yet research on how parenthood may shape adult personality remains limited. Parenting introduces emotional, social, and behavioral challenges that could promote or constrain the development of specific traits. This quantitative, cross-sectional study examined (1) personality differences between parents and non-parents, (2) gender differences within these groups, and (3) the influence of sociodemographic variables (socioeconomic status, marital status, professional activity, and education) on personality traits. Data were collected from 708 adults (77.1% women, 22.9% men) via online survey, including a sociodemographic questionnaire, the Ten-Item Personality Inventory (TIPI), and the Autotelic Personality Questionnaire (APQ). Participants (330 parents, 378 nonparents) were recruited through snowball sampling. Data analysis involved descriptive statistics, t-tests, and ANOVAs using IBM SPSS Statistics. Ethical approval and informed consent were obtained. Parents scored significantly higher than non-parents in extraversion, conscientiousness, and emotional stability, as well as in some dimensions of Autotelic Personality, including persistence, intrinsic motivation, low selfcenteredness and attentional control. Within-group analyses revealed that gender, education, employment, and socioeconomic status were associated with trait variation.
Employed parents and those with higher education or multiple children yielded statistically significant findings for some personality traits, suggesting a link between life context and personality expression. Among non-parents, women demonstrated higher conscientiousness and agreeableness, while men scored higher in emotional stability.
Higher educational level and employment were also linked with increased self-regulation and emotional resilience. These results support the notion that parenthood is a transformative life experience that fosters growth in adaptive personality traits. The findings align with prior literature suggesting that the demands of parenting reinforce responsibility, self-regulation, and emotional resilience. Changes in personality traits may reflect not only the parenting role itself but also broader contextual factors such as gender roles, socioeconomic conditions, and occupational engagement. Taken together, the results highlight parenthood as a potential catalyst for positive personality development.
Understanding how life roles shape traits can inform support programs for parents and non-parents alike. Future longitudinal and cross-cultural research is needed to better understand the causal mechanisms behind these personality shifts and their broader implications.
Os traços de personalidade são amplamente reconhecidos como fatores determinantes na maneira como os indivíduos experienciam e enfrentam transições significativas ao longo da vida, contudo, a investigação sobre como a parentalidade pode moldar a personalidade na idade adulta permanece limitada. A parentalidade introduz desafios emocionais, sociais e comportamentais que podem promover ou restringir o desenvolvimento de determinados traços. Este estudo quantitativo e transversal, pretendeu investigar: (1) diferenças de personalidade entre pais e não pais; (2) diferenças de género nos dois grupos (pais e não pais); e (3) a influência de variáveis sociodemográficas (nível socioeconómico, estado civil, atividade profissional e escolaridade) sobre os traços de personalidade. Os dados foram recolhidos junto de 708 adultos (77,1% mulheres, 22,9% homens) por meio de um questionário online, que incluiu um questionário sociodemográfico, o Inventário de Personalidade de Dez Itens (TIPI) e o Questionário de Personalidade Autotélica (APQ). Os participantes (330 pais e 378 não pais) foram recrutados através da técnica de amostragem bola de neve. A análise dos dados envolveu estatística descritiva, testes t e ANOVAs, utilizando o software IBM SPSS Statistics. A aprovação ética e consentimento informado foram obtidos. O grupo de pais apresentou resultados estatisticamente significativos face ao grupo não pais em extroversão, conscienciosidade e estabilidade emocional, bem como em dimensões da Personalidade Autotélica, como persistência, motivação intrínseca, baixa auto-centração e controlo atencional. As análises intra-grupo revelaram diferenças estatisticamente significativas nos traços de personalidade em função do género, da escolaridade, da situação profissional e do nível socioeconómico. Observou-se que pais empregados, com maior escolaridade ou com mais filhos apresentaram variações significativas em alguns traços de personalidade. Estes resultados indicam possíveis associações entre características do contexto de vida e a expressão da personalidade. Entre os participantes sem filhos, as mulheres apresentaram pontuações mais elevadas em conscienciosidade e amabilidade, enquanto os homens pontuaram mais alto em estabilidade emocional. Um nível educacional mais elevado e o exercício de atividade profissional também parecem estar ligados a uma maior autorregulação e resiliência emocional. Os resultados apoiam a noção de que a parentalidade constitui uma experiência de vida transformadora, que parece favorecer o desenvolvimento de traços de personalidade adaptativos, estando em consonância com a literatura que sugere que as exigências da parentalidade reforçam a responsabilidade, a autorregulação e a resiliência emocional. Os resultados nos traços de personalidade podem refletir não apenas o papel parental em si, mas também fatores contextuais mais amplos, como os papéis de género, as condições socioeconómicas e o envolvimento ocupacional. Em conjunto, os resultados destacam a parentalidade como um potencial catalisador de desenvolvimento positivo da personalidade. Compreender como os papéis de vida moldam os traços de personalidade pode ser útil para programas de apoio tanto para pais quanto para não pais. Estudos longitudinais e transculturais futuros são necessários para compreender melhor os mecanismos causais subjacentes a estas alterações de personalidade e as suas implicações mais amplas.
Os traços de personalidade são amplamente reconhecidos como fatores determinantes na maneira como os indivíduos experienciam e enfrentam transições significativas ao longo da vida, contudo, a investigação sobre como a parentalidade pode moldar a personalidade na idade adulta permanece limitada. A parentalidade introduz desafios emocionais, sociais e comportamentais que podem promover ou restringir o desenvolvimento de determinados traços. Este estudo quantitativo e transversal, pretendeu investigar: (1) diferenças de personalidade entre pais e não pais; (2) diferenças de género nos dois grupos (pais e não pais); e (3) a influência de variáveis sociodemográficas (nível socioeconómico, estado civil, atividade profissional e escolaridade) sobre os traços de personalidade. Os dados foram recolhidos junto de 708 adultos (77,1% mulheres, 22,9% homens) por meio de um questionário online, que incluiu um questionário sociodemográfico, o Inventário de Personalidade de Dez Itens (TIPI) e o Questionário de Personalidade Autotélica (APQ). Os participantes (330 pais e 378 não pais) foram recrutados através da técnica de amostragem bola de neve. A análise dos dados envolveu estatística descritiva, testes t e ANOVAs, utilizando o software IBM SPSS Statistics. A aprovação ética e consentimento informado foram obtidos. O grupo de pais apresentou resultados estatisticamente significativos face ao grupo não pais em extroversão, conscienciosidade e estabilidade emocional, bem como em dimensões da Personalidade Autotélica, como persistência, motivação intrínseca, baixa auto-centração e controlo atencional. As análises intra-grupo revelaram diferenças estatisticamente significativas nos traços de personalidade em função do género, da escolaridade, da situação profissional e do nível socioeconómico. Observou-se que pais empregados, com maior escolaridade ou com mais filhos apresentaram variações significativas em alguns traços de personalidade. Estes resultados indicam possíveis associações entre características do contexto de vida e a expressão da personalidade. Entre os participantes sem filhos, as mulheres apresentaram pontuações mais elevadas em conscienciosidade e amabilidade, enquanto os homens pontuaram mais alto em estabilidade emocional. Um nível educacional mais elevado e o exercício de atividade profissional também parecem estar ligados a uma maior autorregulação e resiliência emocional. Os resultados apoiam a noção de que a parentalidade constitui uma experiência de vida transformadora, que parece favorecer o desenvolvimento de traços de personalidade adaptativos, estando em consonância com a literatura que sugere que as exigências da parentalidade reforçam a responsabilidade, a autorregulação e a resiliência emocional. Os resultados nos traços de personalidade podem refletir não apenas o papel parental em si, mas também fatores contextuais mais amplos, como os papéis de género, as condições socioeconómicas e o envolvimento ocupacional. Em conjunto, os resultados destacam a parentalidade como um potencial catalisador de desenvolvimento positivo da personalidade. Compreender como os papéis de vida moldam os traços de personalidade pode ser útil para programas de apoio tanto para pais quanto para não pais. Estudos longitudinais e transculturais futuros são necessários para compreender melhor os mecanismos causais subjacentes a estas alterações de personalidade e as suas implicações mais amplas.
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Keywords
Personality development Parenting Big five personality traits Autotelic personality traits Desenvolvimento da personalidade Parentalidade Personalidade big five Personalidade autotélica
