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Publicação

Insegurança alimentar em populações vulneráveis, incluindo o caso de migrantes e refugiados

dc.contributor.advisorSilva, Raquel
dc.contributor.advisorSilva, Cláudia
dc.contributor.authorTeixeira, Cláudia Barreto
dc.date.accessioned2026-01-28T16:05:40Z
dc.date.available2026-01-28T16:05:40Z
dc.date.issued2025-07-23
dc.description.abstractA insegurança alimentar em crianças e adolescentes migrantes e refugiados constitui uma problemática complexa e multidimensional com impactos profundos na saúde física, mental e no desenvolvimento integral destes indivíduos. O objetivo deste estudo é analisar os principais problemas associados à insegurança de indivíduos até os 18 anos, provenientes de famílias migrantes e refugiadas, na Europa e no mundo. A metodologia baseou-se numa revisão da literatura de publicações científicas, com dados primários, indexados na PubMed, aplicando critérios de inclusão e exclusão, totalizando uma amostra final de 20 publicações. Os resultados apontam a migração forçada, motivada por conflitos ou crises socioeconómicas, como um dos principais determinantes da insegurança alimentar, comprometendo o acesso a alimentos adequados e serviços essenciais. Os dados empíricos obtidos revelaram prevalências alarmantes de insegurança alimentar até 95,9%, em famílias migrantes na Europa, e entre 65–70%, em refugiados sírios no Médio Oriente. Os efeitos físicos são severos, com taxas de desnutrição superiores a 25%, atraso de crescimento acima de 50% em alguns contextos, e influência de fatores sazonais. Para além das consequências físicas, a insegurança alimentar associa-se a défices cognitivos, a longo prazo, e a perturbações do seu desenvolvimento, sobretudo quando expostos em idade precoce. A coexistência de subnutrição e da obesidade também foi evidenciada, particularmente entre crianças refugiadas em países de acolhimento. O défice de vitamina D revelou-se altamente prevalente (até 80%), especialmente em adolescentes, com fatores como pigmentação da pele, vestuário culturalmente imposto e baixa exposição solar, a contribuírem significativamente para este défice. As crianças, em campos de refugiados, apresentam elevado risco de mortalidade, com a maioria das mortes atribuídas a combinações de subnutrição e infeção. Concluiu-se que a insegurança alimentar entre crianças migrantes e refugiadas exige respostas políticas multidimensionais e urgentes, com intervenções específicas de apoio alimentar, acompanhamento nutricional e políticas de saúde pública, culturalmente sensíveis e inclusivas.por
dc.description.abstractFood insecurity among migrant and refugee children and adolescents is a complex and multidimensional problem with profound impacts on the physical and mental health and overall development of these individuals. The objective of this study is to analyze the main problems associated with food insecurity among individuals up to 18 years of age from migrant and refugee families in Europe and worldwide. The methodology was based on a literature review of scientific publications, with primary data indexed in PubMed, applying inclusion and exclusion criteria, totaling a final sample of 20 publications. The results indicate forced migration, motivated by conflicts or socioeconomic crises, as one of the main determinants of food insecurity, compromising access to adequate food and essential services. The empirical data obtained revealed alarming prevalences of food insecurity of up to 95.9% in migrant families in Europe, and between 65–70% in Syrian refugees in the Middle East. The physical effects are severe, with malnutrition rates exceeding 25%, stunting over 50% in some contexts, and seasonal influences. In addition to the physical consequences, food insecurity is associated with long-term cognitive deficits and developmental disorders, especially when exposed at an early age. The coexistence of undernutrition and obesity has also been evidenced, particularly among refugee children in host countries. Vitamin D deficiency has proven to be highly prevalent (up to 80%), especially in adolescents, with factors such as skin pigmentation, culturally imposed clothing, and low sun exposure contributing significantly to this deficit. Children in refugee camps are at high risk of mortality, with most deaths attributed to combinations of malnutrition and infection. It was concluded that food insecurity among migrant and refugee children requires urgent multidimensional policy responses, with specific interventions for food support, nutritional monitoring, and culturally sensitive and inclusive public health policies.eng
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10284/14977
dc.language.isopor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectInsegurança alimentar
dc.subjectMalnutrição
dc.subjectCrianças
dc.subjectAdolescentes
dc.subjectMigrantes
dc.subjectRefugiados
dc.subjectFood insecurity
dc.subjectMalnutrition
dc.subjectChildren
dc.subjectAdolescents
dc.subjectMigrants
dc.subjectRefugees
dc.titleInsegurança alimentar em populações vulneráveis, incluindo o caso de migrantes e refugiadospor
dc.title.alternativeFood insecurity in vulnerable populations, including migrants and refugeeseng
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

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