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- Percepção da disfunção temporomandibular em ortodontia: conhecimento, metodologia e tratamento numa amostra internacionalPublication . El Habouz, Samuel; Silva, Susana Paula Fernandes Machado da; Almeida, Carlos F.Introdução: A disfunção temporomandibular (DTM) constitui uma condição clínica frequente, envolvendo a articulação temporomandibular e os músculos a ela associados, podendo manifestar-se por dor e comprometimento funcional. A avaliação do conhecimento dos profissionais de saúde sobre esta patologia reveste-se de grande importância, uma vez que influencia diretamente a precisão diagnóstica e a eficácia terapêutica. Este estudo teve como objetivo principal investigar o grau de conhecimento e a perceção dos médicos e médicos dentistas acerca da DTM no contexto das consultas ortodônticas, bem como comparar os dados obtidos entre duas populações clínicas distintas. Materiais e Métodos: A metodologia adotada baseou-se na aplicação de um questionário digital estruturado, direcionado a médicos e médicos dentistas com prática clínica em Ortodontia em Portugal e França. Os dados recolhidos foram tratados estatisticamente com recurso à estatística descritiva, sendo analisadas frequências absolutas, relativas e médias. Resultados: A análise dos dados revelou uma tendência à homogeneidade entre os dois grupos amostrais, embora tenham sido identificadas algumas diferenças subtis na prática clínica, como, por exemplo, nos tipos de terapêutica utilizados para o tratamento das DTM. Além disso, os profissionais inquiridos apresentam um conhecimento limitado sobre a relevância da avaliação das DTM no contexto ortodôntico, evidenciando a importância da promoção da formação contínua e da colaboração interdisciplinar. Conclusão: Os resultados obtidos reforçam a necessidade de investir na atualização formativa dos profissionais de saúde no que diz respeito à disfunção temporomandibular, promovendo uma abordagem clínica mais integrada e eficaz. O reforço da consciencialização sobre a DTM na prática ortodôntica poderá traduzir-se em ganhos relevantes na qualidade dos cuidados prestados e na satisfação dos pacientes.
- O efeito da ausência da gravidade nos hábitos alimentares, de atividade física e de sono dos astronautasPublication . Magalhães, Inês Tavares de Barros; Silva, Raquel; Gomes, Lígia RebeloA gravidade exerce enormes alterações e impactos na fisiologia humana, mais especificamente nos astronautas, alterações estas que incluem: hábitos alimentares, padrões de atividade física e ciclos de sono, além de outras. Exposições prolongadas a ambientes de microgravidade, induz a uma serie de adaptações e mudanças fisiológicas, que afetam diretamente a composição corporal, a absorção de nutrientes e a homeostasia do sono, que embora essências para a sobrevivência no espaço, apresentam desafios significativos para a saúde e bem-estar dos tripulantes. Este trabalho teve como objetivo analisar os principais efeitos da falta de gravidade sobre as alterações que ocorrem nos astronautas, no que diz respeitos a hábitos alimentares, atividade física e sono. Para a realização deste estudo de revisão narrativa procedeu-se à pesquisa de artigos científicos na PubMed e ScieloPortugal. Para tal, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: astronaut, “physical activity”, “microgravity”, “nutrition”, “food intake”, “sleep”, combinadas com os operadores booleanos AND ou OR, tendo-se selecionado 70 publicações científicas. De acordo com o efeito da microgravidade, os astronautas consomem menos energia do que necessitam durante os voos espaciais de longa duração, o que provoca um desequilíbrio energético, que pode ter consequências negativas para a saúde, como perda de massa muscular e óssea. É necessário melhorar estratégias nutricionais para garantir que os astronautas mantenham uma ingestão energética adequada durante missões espaciais prolongadas. As adaptações fisiológicas resultantes da microgravidade exigem intervenções e uma investigação contínua.
- Insegurança alimentar em populações vulneráveis, incluindo o caso de migrantes e refugiadosPublication . Teixeira, Cláudia Barreto; Silva, Raquel; Silva, CláudiaA insegurança alimentar em crianças e adolescentes migrantes e refugiados constitui uma problemática complexa e multidimensional com impactos profundos na saúde física, mental e no desenvolvimento integral destes indivíduos. O objetivo deste estudo é analisar os principais problemas associados à insegurança de indivíduos até os 18 anos, provenientes de famílias migrantes e refugiadas, na Europa e no mundo. A metodologia baseou-se numa revisão da literatura de publicações científicas, com dados primários, indexados na PubMed, aplicando critérios de inclusão e exclusão, totalizando uma amostra final de 20 publicações. Os resultados apontam a migração forçada, motivada por conflitos ou crises socioeconómicas, como um dos principais determinantes da insegurança alimentar, comprometendo o acesso a alimentos adequados e serviços essenciais. Os dados empíricos obtidos revelaram prevalências alarmantes de insegurança alimentar até 95,9%, em famílias migrantes na Europa, e entre 65–70%, em refugiados sírios no Médio Oriente. Os efeitos físicos são severos, com taxas de desnutrição superiores a 25%, atraso de crescimento acima de 50% em alguns contextos, e influência de fatores sazonais. Para além das consequências físicas, a insegurança alimentar associa-se a défices cognitivos, a longo prazo, e a perturbações do seu desenvolvimento, sobretudo quando expostos em idade precoce. A coexistência de subnutrição e da obesidade também foi evidenciada, particularmente entre crianças refugiadas em países de acolhimento. O défice de vitamina D revelou-se altamente prevalente (até 80%), especialmente em adolescentes, com fatores como pigmentação da pele, vestuário culturalmente imposto e baixa exposição solar, a contribuírem significativamente para este défice. As crianças, em campos de refugiados, apresentam elevado risco de mortalidade, com a maioria das mortes atribuídas a combinações de subnutrição e infeção. Concluiu-se que a insegurança alimentar entre crianças migrantes e refugiadas exige respostas políticas multidimensionais e urgentes, com intervenções específicas de apoio alimentar, acompanhamento nutricional e políticas de saúde pública, culturalmente sensíveis e inclusivas.
- Avaliação da microinfiltração em restaurações classe II com várias técnicas de colocação de compósitos: estudo in vitroPublication . Scalvini, Ivan; Coelho, SusanaObjetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar a infiltração marginal em restaurações classe II com resina composta nano-híbrida 3M™ Filtek™ Supreme XTE Universal Restorative, comparando três técnicas distintas de inserção do compósito: incremental horizontal, incremental oblíqua e técnica em bloco. A finalidade foi identificar qual abordagem proporciona menor infiltração marginal. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo in vitro com 45 dentes posteriores humanos extraídos. Foram preparadas duas cavidades classe II (mesial e distal) em cada dente e restauradas com resina 3M™ Filtek™ Supreme XTE Universal Restorative. Foram realizadas 90 restaurações, divididas aleatoriamente por ter 3 grupos (n=30): Grupo I (Técnica em Bloco); Grupo II (Técnica Incremental Horizontal); Grupo III (Técnica Incremental Oblíqua) As amostras foram submetidas a termociclagem e posteriormente imersas em solução azul de metileno 2%, cortadas e observadas com lupa para análise da microinfiltração marginal. A infiltração foi medida nas paredes gengival e axial, sendo atribuídas pontuações em SCORE e analisadas estatisticamente com o programa IBM Corp. Released 2023. IBM SPSS, Version 30.0.0.0. Resultados: No estudo 1 a técnica incremental oblíqua e bloco apresentaram menor infiltração gengival (mediana=0,0), enquanto a técnica horizontal exibiu maior infiltração (mediana=1,5). A infiltração axial foi mínima em todos os grupos experimentais (mediana=0,0). A análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis não revelou diferenças significativas entre as técnicas restauradoras tanto para infiltração gengival quanto axial (p=0,236). Conclusão: Os resultados revelaram que, embora a técnica incremental horizontal tenha apresentado uma mediana mais elevada de microinfiltração gengival, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre as técnicas restauradoras (p>0,05). Assim, nenhuma das técnicas restauradoras testadas influenciou significativamente a microinfiltração marginal.
- O efeito dos materiais de silicato de cálcio na descoloração dentária: revisão integrativaPublication . Brunori, Ilaria; Teixeira, LilianaA descoloração dentária é uma alteração cromática que pode comprometer a estética do sorriso e impactar negativamente na qualidade de vida dos pacientes. Diversos fatores podem contribuir para este fenómeno, incluindo a utilização de materiais odontológicos, como os cimentos à base de silicato de cálcio. Estes biomateriais, amplamente utilizados em procedimentos endodônticos e de recobrimento pulpar, destacam-se pelas suas propriedades biológicas favoráveis, como a biocompatibilidade, o potencial regenerativo e a atividade antibacteriana. No entanto, a sua aplicação clínica pode induzir descoloração dentária, sobretudo em dentes anteriores ou em zonas de elevada exigência estética. Esta revisão integrativa teve como objetivo avaliar, com base na literatura científica recente, o potencial de descoloração dentária causado por diferentes tipos de cimentos de silicato de cálcio, como o Mineral Trioxide Aggregate (MTA), o Biodentine e o TheraCal. A metodologia seguiu a estratégia PICO, tendo sido incluídos apenas estudos in vitro realizados em dentes humanos, que avaliaram alterações de cor utilizando espectrofotometria segundo os parâmetros CIE Lab*. Foram selecionados os estudos cuja metodologia englobava avaliação da aplicação coronária dos cimentos de silicato de cálcio, e de aplicação simultânea na zona coronária e radicular, sem objetivo de comparar cimentos que apenas serviam o propósito de obturação endodôntica. Dos 349 artigos inicialmente identificados, 11 foram selecionados para análise detalhada. Os resultados indicam que materiais como o ProRoot MTA (cinzento ou branco), que contêm óxido de bismuto como agente radiopacificante, são os principais responsáveis por descolorações clinicamente perceptíveis e progressivas ao longo do tempo. Em contraste, materiais como o Biodentine e o TheraCal PT, que substituem o óxido de bismuto por compostos como óxido de zircónio e fluoreto de itérbio, apresentaram maior estabilidade cromática, sobretudo na ausência de sangue. A presença de sangue durante os procedimentos mostrou-se um fator agravante para a discromia, independentemente do material utilizado. Além disso, o tempo de acompanhamento revelou-se relevante, uma vez que a descoloração tende a agravar-se ao longo do tempo. Conclui-se que, para além da eficácia clínica, a escolha do material a usar deve ter em conta o seu impacto estético. Os biomateriais mais recentes como o Biodentine e o TheraCal representam alternativas promissoras para minimizar a descoloração dentária, especialmente em contextos de elevada exigência estética.
- Comparação do potencial de descoloração dentária induzido por diferentes materiais de obturação endodôntica: revisão integrativaPublication . Iklef, Lisa Ines; Teixeira, LilianaA descoloração dentária subsequente ao tratamento endodôntico, é relativamente frequente, o que constitui um obstáculo à exigência estética atual. Esta alteração de cor é consequência da desidratação, da possibilidade de remanescente de componentes pulpares e elementos sanguíneos no sistema canalar e dos materiais de obturação usados no procedimento endodôntico. O potencial de escurecimento dentário dos diferentes agentes de obturação depende da sua composição química. Certos componentes como o eugenol, o fenol e os aditivos de prata podem ser as causas da descoloração coronária. O objetivo deste trabalho é de avaliar a extensão da descoloração dentária induzida por vários materiais de obturação endodôntica com diferentes composições químicas. É intuito responder à seguinte questão: Que cimentos de obturação endodôntica têm maior potencial de descoloração dentária? Os critérios de elegibilidade para a elaboração da revisão, seguiram a estratégia PICO. Desta forma foram estabelecidos os seguintes critérios de Inclusão: Estudos in vitro/laboratoriais com realização de tratamento endodôntico com diferentes cimentos de obturação. Tem de ser determinada a variação de cor com métodos de espectrofotometria (parâmetros de cor CieLab). Estudos publicados em português, inglês, ou francês nos últimos 10 anos e de acesso gratuito. Foram utilizadas as bases de dados PubMed, Science Direct, B-on, GoogleScholar, com a combinação das palavras-chave: “cor” OR “descoloração dentária” OR “descoloração de dentes”; AND “endodontia” OR “tratamento de canal” AND “selantes endodônticos” OR “cimentos endodônticos”. Foram identificados os artigos, e selecionados por 2 revisores independentes, os que se consideraram elegíveis, seguindo as guidelines da PRISMA. A avaliação qualitativa da qualidade dos estudos foi realizada através da ferramenta JBI Critical Appraisal Checklist,adequada ao tipo de estudo incluído. Foram observadas diferenças significativas no potencial de descoloração entre os cimentos analisados. De forma geral, os cimentos à base de resina epóxi e de óxido de zinco eugenol apresentaram os maiores valores de ΔE*/ΔE00, muitas vezes acima dos limites clinicamente aceitáveis. Em contraste, os cimentos biocerâmicos e aqueles com base em hidróxido de cálcio demonstraram uma melhor estabilidade de cor ao longo do tempo. No entanto, vale destacar que um cimento biocerâmico apresentou um comportamento menos favorável em um dos estudos. Além disso, o tempo de acompanhamento influenciou diretamente os resultados, com aumento progressivo dos valores de ΔE na maioria dos casos. Conclui-se, com base nos resultados desta revisão, que a composição dos cimentos endodônticos tem influência direta na descoloração dentária. De modo geral, os cimentos biocerâmicos e aqueles à base de hidróxido de cálcio apresentaram maior estabilidade cromática, sendo mais indicados em situações clínicas com exigência estética. Ainda assim, são necessários estudos clínicos complementares para confirmar esses achados obtidos em ambiente laboratorial.
