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Relação entre saúde mental positiva e gestão de conflitos em adultos portugueses

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Resumo(s)

A saúde mental positiva está associada ao bem-estar, à qualidade de vida e ao funcionamento positivo do indivíduo e por isso tem vindo a assumir uma grande importância no contexto da Psicologia. Paralelamente, a gestão de conflitos está relacionada com a forma como os indivíduos reagem às situações interpessoais de desafio da vida diária. Esta investigação teve como objetivo compreender a relação entre a saúde mental positiva e a gestão de conflitos numa amostra de adultos portugueses. A investigação foi de carácter quantitativo, correlacional e transversal e incluiu uma amostra de 724 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 82 anos (M=37,04; DP= 14,91). A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, seguido da Escala Continuum de Saúde Mental (MHC-SF) - versão portuguesa e do Inventário de Gestão de Conflitos (ROCI-II). Os resultados demonstraram associações significativas entre a saúde mental e a gestão de conflitos. Verificou-se que níveis mais elevados de bem-estar psicológico tendem a associar-se positivamente a estratégias de gestão de conflitos mais construtivas, como a integração e o compromisso. Por outro lado, níveis inferiores de bem-estar psicológico tendem a estar negativamente associados a estratégias como a anuência e a evitação. Relativamente aos resultados com as variáveis sociodemográficas observaram-se diferenças estatisticamente significativas nos níveis de saúde mental positiva e nos estilos de gestão de conflitos. De uma forma geral, os participantes com filhos, com experiência em cargos de liderança, casados ou em união de facto, empregados e reformados apresentaram níveis mais elevados nas dimensões da saúde mental. Verificou-se ainda que a idade se associou positivamente ao bem-estar emocional, psicológico e social. Em relação à gestão de conflitos, verificaram-se diferenças em função do sexo, da existência de filhos, da experiência em cargos de liderança, do estado civil e da situação profissional, sugerindo que determinadas características sociodemográficas podem influenciar a forma como os indivíduos lidam com situações interpessoais de conflito. Estes resultados revelam a importância de abordar o tema com vista a contribuir para uma melhor compreensão do funcionamento psicológico. No âmbito da Psicologia Clínica e da Saúde, os resultados obtidos sugerem a relevância de intervenções focadas não apenas na redução da sintomatologia, mas também na promoção do bem-estar psicológico e da gestão construtiva de conflitos, contribuindo para uma melhor adaptação individual e para relações interpessoais mais adaptativas.
Positive mental health is associated with well-being, quality of life, and positive functioning, and for this reason it has come to play a major role in the field of psychology. At the same time, conflict management is related to how individuals react to challenging interpersonal situations in daily life. The aim of this study was to understand the relationship between positive mental health and conflict management in a sample of Portuguese adults. The study was quantitative, correlational, and cross-sectional in nature and included a sample of 724 participants, aged between 18 and 82 years (M = 37.04; SD = 14.91). Data were collected using a sociodemographic questionnaire, followed by the Mental Health Continuum Scale (MHC-SF) - Portuguese version - and the Conflict Management Inventory (ROCI-II). The results demonstrated significant associations between mental health and conflict management. It was found that higher levels of psychological well-being tend to be positively associated with more constructive conflict management strategies, such as integration and compromise. On the other hand, lower levels of psychological well-being tend to be negatively associated with strategies such as acquiescence and avoidance. Regarding the results for sociodemographic variables, statistically significant differences were observed in levels of positive mental health and in conflict management styles. In general, participants with children, those with leadership experience, those who were married or in a domestic partnership, employees, and retirees scored higher on measures of mental health. It was also found that age was positively associated with emotional, psychological, and social well-being. Regarding conflict management, differences were observed based on gender, having children, experience in leadership positions, marital status, and employment status, suggesting that certain sociodemographic characteristics may influence how individuals deal with interpersonal conflict situations. These results highlight the importance of addressing this topic to contribute to a better understanding of psychological functioning. Within the field of Clinical and Health Psychology, the findings suggest the importance of interventions focused not only on reducing symptoms but also on promoting psychological well-being and constructive conflict management, thereby contributing to better individual adaptation and more adaptive interpersonal relationships.

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Palavras-chave

Saúde mental Gestão de conflitos Bem-estar Estilos de gestão de conflitos Mental health Conflict management Well-being Conflict management styles

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