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- A study on empathy and positive mental health among Portuguese adultsPublication . Bolzoni, Coralie; Fonte, Carla; Cunha, PedroEmpathy and Positive Mental Health (PMH) represent two fundamental dimensions of psychological functioning and interpersonal relationships. Empathy is recognized as an essential skill for social adaptation and the quality of human interactions, according to the dimensions of empathy proposed by Davis (1983) : Perspective Taking, Empathic Concern, Personal Distress, and Fantasy. PMH is conceptualized as a multidimensional construct encompassing Emotional, Social, and Psychological Well-Being, as proposed by Keyes (2002). However, the relationships between empathy and PMH remain insufficiently explored within the Portuguese adult population. The present study aimed to examine the associations between the different dimensions of empathy and PMH in a sample of Portuguese adults. A cross-sectional study was conducted using a convenience sample of 724 participants aged 18 years and older. Participants completed a self-administered questionnaire assessing the dimensions of empathy using the Interpersonal Reactivity Index (IRI) and the components of PMH using the Mental Health Continuum–Short Form (MHC-SF). Statistical analyses included descriptive statistics, Pearson correlation analyses, multiple linear regression, independent-samples t tests, and analyses of variance (ANOVA). The results revealed significant associations between several dimensions of empathy and the components of PMH. Perspective taking and empathic concern were positively associated with Emotional, Social and Psychological Well-Being, whereas Personal Distress showed weaker and, in some cases, negative associations with Well-Being indicators. Significant differences were also observed according to several sociodemographic characteristics, including sex, age, parental status, leadership experience, marital status, and occupational status. However, most of the observed effect sizes were small to moderate. These results highlight the importance of empathy as a psychological resource associated with PMH. This study contributes to a better understanding of the relationship between empathic capacities and Well-Being among Portuguese adults and may inform the development of mental health promotion strategies in Portugal. From a clinical and health psychology perspective, these results highlight the importance of empathy as a psychological resource that promotes emotional adjustment, enhances the quality of interpersonal relationships, and contributes to Overall Well-Being.
- Burnout e alterações cognitivas: da perceção subjetiva ao desempenho objetivo em adultosPublication . Pires, Ana Raquel de Sousa Baptista; Fernandes, Carina; Fonte, CarlaO burnout tem sido associado a queixas com dificuldades de concentração, lapsos de memória, fadiga mental e lentificação cognitiva, embora a literatura ainda apresente resultados inconsistentes relativamente à existência de défices cognitivos objetivos. O objetivo principal deste estudo foi analisar a relação entre os níveis de burnout, o sofrimento psicológico, a perceção de cognição alterada e o desempenho cognitivo em adultos trabalhadores. Pretendeu-se, ainda, explorar se as dificuldades cognitivas percebidas pelos participantes correspondiam a alterações objetivas no desempenho neuropsicológico. O estudo adotou um desenho quantitativo transversal e correlacional. A amostra foi constituída por 32 adultos trabalhadores, com idade igual ou superior a 18 anos e atividade profissional há pelo menos um ano. A recolha de dados inclui um questionário sociodemográfico, o Burnout Assessment Tool, a Fatigue and Altered Cognition Scale (FACs), a Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21), e uma bateria de testes neuropsicológicos, compostos por MoCA, Teste Breve de Atenção, Trail Making Test, Stroop Color-Word Test, Wisconsin Card Sorting Test, Auditory Verbal Learning Test e provas de fluência verbal semântica e fonémica. Os resultados evidenciaram associações fortes e estatisticamente significativas entre os níveis de burnout, a perceção de cognição alterada e o sofrimento psicológico. Verificou-se que níveis mais elevados de burnout se associaram a uma maior perceção da cognição alterada, bem como níveis mais elevados de ansiedade, depressão e stress. Ao nível do desempenho cognitivo objetivo, observaram-se apenas associações seletivas, sobretudo em indicadores relacionados com flexibilidade cognitiva, eficiência conceptual e velocidade de processamento. Por outro lado, a perceção de cognição alterada não apresentou associações significativas com os indicadores objetivos de desempenho cognitivo. Conclui-se que, numa amostra comunitária, o burnout parece estar mais fortemente associado à perceção da cognição alterada e ao sofrimento psicológico do que a défices do desempenho cognitivo generalizado. Estes resultados reforçam a importância de uma avaliação multidimensional do burnout, que considere simultaneamente os sintomas emocionais, as queixas cognitivas autorrelatadas e o desempenho neuropsicológico. Do ponto de vista clínico, as queixas cognitivas devem ser valorizadas, mesmo quando não se verificam alterações objetivas extensas, por poderem refletir sofrimento psicológico e impacto funcional no quotidiano.
- Relação entre saúde mental positiva e gestão de conflitos em adultos portuguesesPublication . Gomes, Maria Pinheiro; Fonte, Carla; Cunha, PedroA saúde mental positiva está associada ao bem-estar, à qualidade de vida e ao funcionamento positivo do indivíduo e por isso tem vindo a assumir uma grande importância no contexto da Psicologia. Paralelamente, a gestão de conflitos está relacionada com a forma como os indivíduos reagem às situações interpessoais de desafio da vida diária. Esta investigação teve como objetivo compreender a relação entre a saúde mental positiva e a gestão de conflitos numa amostra de adultos portugueses. A investigação foi de carácter quantitativo, correlacional e transversal e incluiu uma amostra de 724 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 82 anos (M=37,04; DP= 14,91). A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, seguido da Escala Continuum de Saúde Mental (MHC-SF) - versão portuguesa e do Inventário de Gestão de Conflitos (ROCI-II). Os resultados demonstraram associações significativas entre a saúde mental e a gestão de conflitos. Verificou-se que níveis mais elevados de bem-estar psicológico tendem a associar-se positivamente a estratégias de gestão de conflitos mais construtivas, como a integração e o compromisso. Por outro lado, níveis inferiores de bem-estar psicológico tendem a estar negativamente associados a estratégias como a anuência e a evitação. Relativamente aos resultados com as variáveis sociodemográficas observaram-se diferenças estatisticamente significativas nos níveis de saúde mental positiva e nos estilos de gestão de conflitos. De uma forma geral, os participantes com filhos, com experiência em cargos de liderança, casados ou em união de facto, empregados e reformados apresentaram níveis mais elevados nas dimensões da saúde mental. Verificou-se ainda que a idade se associou positivamente ao bem-estar emocional, psicológico e social. Em relação à gestão de conflitos, verificaram-se diferenças em função do sexo, da existência de filhos, da experiência em cargos de liderança, do estado civil e da situação profissional, sugerindo que determinadas características sociodemográficas podem influenciar a forma como os indivíduos lidam com situações interpessoais de conflito. Estes resultados revelam a importância de abordar o tema com vista a contribuir para uma melhor compreensão do funcionamento psicológico. No âmbito da Psicologia Clínica e da Saúde, os resultados obtidos sugerem a relevância de intervenções focadas não apenas na redução da sintomatologia, mas também na promoção do bem-estar psicológico e da gestão construtiva de conflitos, contribuindo para uma melhor adaptação individual e para relações interpessoais mais adaptativas.
- Teaching sustainability in interior design: interdisciplinary approaches and pedagogical strategies from a Portuguese higher education contextPublication . Rigueiro, Maria Constança Simões; Dinis, Maria Alzira Pimenta; Leal Filho, Walter; Edwin, Golda A.; Muthu, NandhivarmanThe Anthropocene marks a new geological era characterized by pressing global challenges, particularly climate change, environmental degradation, and resource scarcity. Within this context, Education for Sustainable Development (ESD) plays a key role in equipping future professionals with the knowledge, values, and skills necessary to design more sustainable and responsible solutions. This chapter examines how sustainability principles are integrated into the undergraduate and master’s programmes in “Interior Design and Equipment” and “Interior Design and Furniture” at the Polytechnic Institute of Castelo Branco, Portugal, focusing on the curricular units of “Materials” and “Sustainability and Innovation”. In the curriculum of these curricular units, sustainability is positioned as a central educational objective, offering students both a theoretical foundation and practical tools such as Environmental Product Declarations (EPD), Life Cycle Assessment (LCA), and criteria-based assessment tools (CBT). The curriculum development is grounded in real-world case studies, interdisciplinary methods, and project-based learning, promotes critical thinking, ethical responsibility, informed decision-making and sustainable development. By exploring material selection processes and sustainable design methodologies, students are encouraged to develop creative and ecologically responsible solutions that reflect the realities of Interior Design (ID) practice today. This chapter contributes to the broader discussion on how Higher Education Institutions (HEIs), in the curriculum of the courses, can support the integration of sustainability into design curricula, fostering both technical competence and environmental awareness.
