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Saúde mental e gestão de stress de adultos católicos e não católicos em Portugal

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Resumo(s)

A relação entre religiosidade e saúde mental tem sido amplamente estudada, revelando-se especialmente relevante em contextos de stress. Em Portugal, onde o catolicismo continua a ter um peso cultural significativo, torna-se pertinente explorar de que forma diferentes níveis de envolvimento religioso influenciam o bem-estar psicológico. O presente estudo tem como objetivo comparar estratégias de gestão de stress e saúde mental entre católicos praticantes, católicos não praticantes e indivíduos sem religião em Portugal. Com base em dados secundários recolhidos no âmbito do projeto “Práticas de (Auto-)Cuidados de Saúde em Portugal e Fatores Associados”, a amostra foi constituída por 389 participantes divididos em três grupos: católicos praticantes (n = 86), católicos não praticantes (n =132) e indivíduos sem religião (n = 171). Foram aplicados, através do Google Forms, um questionário sócio-demográfico elaborado para o efeito, o MHI-5 (Mental Health Inventory) e uma escala de práticas de coping, com inclusão de indicadores como consumo de substâncias, apoio social e práticas religiosas. Os resultados revelaram correlações estatisticamente significativas entre algumas estratégias de coping e a saúde mental, com diferenças relevantes entre os grupos. Os católicos praticantes recorreriam mais frequentemente à religião como forma de enfrentamento, enquanto os participantes sem religião apresentavam maior uso de substâncias. Estes achados reforçam a importância da religião enquanto possível fator protetor face ao stress, sobretudo quando associada a estratégias de coping positivas como o apoio social.
The relationship between religiosity and mental health has been widely studied, proving especially relevant in contexts of stress. In Portugal, where Catholicism continues to hold significant cultural weight, it is pertinent to explore how different levels of religious involvement influence psychological well-being. This study aims to compare stress management strategies and mental health among practicing Catholics, non-practicing Catholics, and individuals with no religion in Portugal. Based on secondary data collected as part of the project “Health Self-Care Practices in Portugal and Associated Factors,” the sample included 389 participants divided into three groups: practicing Catholics (n = 86), non-practicing Catholics (n = 132), and individuals with no religion (n = 171). The instruments applied through Google Forms included a sociodemographic questionnaire developed for this purpose, the MHI-5 (Mental Health Inventory), and a coping practices scale with indicators such as substance use, social support, and religious activities. The results revealed statistically significant correlations between certain coping strategies and mental health, with relevant differences among the groups. Practicing Catholics reported more frequent use of religion as a coping strategy, whereas individuals with no religion showed greater substance use. These findings reinforce the potential role of religion as a protective factor against stress, especially when associated with positive coping strategies such as social support.

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Palavras-chave

Religião Saúde mental Gestão de stress Coping Religion Mental health Stress management

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