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Advisor(s)
Abstract(s)
O presente estudo teve como objetivos caracterizar sócio-demograficamente a amostra de
mães de crianças prematuras e obter dados clínicos em relação ao nascimento das crianças,
explorar os estilos de vinculação e as estratégias de coping em mães de crianças prematuras
em comparação com mães de crianças de termo, e ainda, verificar, dentro das estratégias de
coping, quais as mais usadas para cada estilo de vinculação para das duas amostras.
Para tal desenvolveu-se um estudo de carácter transversal com duas amostras, uma de 45
mães de crianças prematuras e outra de 45 mães de crianças de termo, ou seja, o grupo de
controlo. Os dados relativos à amostra de crianças prematuras foram recolhidos no
Departamento de Pedopsiquiatria e Saúde Mental da Infância e da Adolescência do Centro
Hospitalar do Porto enquanto que os dados das mães de crianças de termo foram recolhidos
no Agrupamento de Escolas de S. João da Madeira. Todas as participantes responderam a um
Questionário sócio-demográfico e clínico desenvolvido para o efeito, a Escala de Vinculação
do Adulto e o Brief COPE.
Os resultados apontam para a inexistência de diferenças entre os dois grupos quanto ao
estilo de vinculação, sendo que a maioria das mães apresenta um estilo de vinculação
“seguro”. Quanto às estratégias de coping apenas se verificaram diferenças na estratégia de
coping “aceitação”, sendo uma estratégia mais utilizada pelas mães de crianças prematuras.
Por último, verificou-se que as mães de crianças prematuras com vinculação “preocupada”
usam mais a estratégia “coping ativo” enquanto nas de termo são as que têm estilo de
vinculação “seguro”. Na estratégia “negação” as mães prematuras que mais utilizam são as
com estilo “desligado” e nas de termo “amedrontado”. Na estratégia “uso de substâncias” são
as mães prematuras com estilo “seguro” e nas de termo são as com estilo “amedrontado” que
mais a utilizam. Não se verificaram diferenças nas restantes estratégias. This study aimed to socio-demographically characterize the sample of mothers of premature
infants and obtain clinical data in relation to the birth of children, explore the styles of
attachment and coping strategies in mothers of premature infants compared with mothers of
term, and also verify what are the coping strategies most used for each style of binding for the
two samples.
For such it was developed a transversal study with two samples, one of 45 premature
infants’ mothers and other 45 term children’ mothers, i.e. the control group. Data regarding
the sample of premature infants were collected at the Child and Adolescent Psychiatry
Department of the Oporto’ Hospital Center whilst the data regarding mothers of term children
were collected in the Schools’ Grouping of São João da Madeira. All participants answered a
socio-demographic and clinical questionnaire developed for this purpose, the Adult
Attachment Scale and the Brief COPE.
The results indicate no differences between the two groups in terms of attachment style,
being that most mothers presents a binding style “secure”. With regard to coping strategies the
only difference is in the coping strategy of “acceptance”, being a strategy most used by
mothers of premature infants. Finally, it was found that mothers of premature children with
attachment “concerned” rely more on strategy “active coping” while as the term are those
with attachment style “secure”. In the strategy "denial" premature mothers that use most are
the ones with style “off” and the term mothers “frightened”. In the strategy “substance use”
are mothers with premature style “secure” and the term are styled “frightened” that use it
more. There were no differences in the remain strategies.
Description
Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Mestre em Psicologia, especialização em Psicologia Clínica e da Saúde
Keywords
Prematuridade Mães Vinculação Estratégias de coping Prematurity Mothers Attachment Coping strategies
