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Burnout e riscos psicossociais: um estudo com profissionais de saúde

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Resumo(s)

O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a exposição a riscos psicossociais no trabalho e o desenvolvimento de burnout, numa amostra de profissionais de saúde em Portugal. Esta investigação adotou uma abordagem quantitativa de natureza correlacional preditiva, com uma mostra de 223 profissionais de saúde. A recolha de dados foi realizada através de um formulário online, integrando um questionário sociodemográfico, o Burnout Assessment Tool (BAT) e o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT). Os dados foram analisados com recurso ao IBM SPSS Statistics. Os resultados evidenciaram que 57% dos participantes apresentaram baixo risco de burnout, enquanto 15,7% apresentaram risco moderado e 27,4% risco elevado. Entre as dimensões avaliadas pelo BAT, a exaustão destacou-se como a componente mais afetada, com 44,2% dos participantes a apresentarem níveis elevados. Em relação aos riscos psicossociais, as dimensões com maior expressão foram o ritmo e intensidade de trabalho, as relações de emprego, os tempos de trabalho e as exigências emocionais. Verificou-se ainda, uma correlação positiva, forte e estatisticamente significativa entre a exposição a riscos psicossociais e os níveis de burnout. O modelo de regressão linear múltipla explicou 56,7% da variância do burnout, sendo as dimensões das relações de emprego, o ritmo e intensidade de trabalho e as relações de trabalho identificadas como os principais preditores significativos. Concluiu-se que o burnout nos profissionais de saúde deve ser compreendido como um fenómeno que está associado às condições organizacionais, relacionais e contratuais em que o trabalho é desempenhado. Este estudo salientou ainda, a necessidade de implementação de intervenções dirigidas tanto ao indivíduo como às organizações, de forma a promover a adoção de estratégias face riscos psicossociais e à criação de ambientes de trabalho saudáveis.
The aim of this study was to analyse the relationship between exposure to psychosocial risks at work and the development of burnout in a sample of healthcare professionals in Portugal. This study adopted a quantitative approach of a predictive-correlational nature, with a sample os 223 healthcare professionals. Data were collected via na online form comprising a sociodemografic questionnaire, the Burnout Assessment Tool (BAT) and the Health and Work Survey (INSAT). The data were analysed using IBM SPSS Statistics. The results showed that 57% of participants had a low risk of burnout, whilst 15,7% had a moderate risk and 27,4% a high risk. Among the dimensions assessed by the BAT, exhaustion stood out as the most affected component, with 44,2% of participants showing high levels. With regard to psychosocial risks, the most significant factors were the pace and intensity of work, employment relationships, working hours and emotional demands. A strong, statistically significant positive correlation was also found between exposure to psychosocial risks and levels of burnout. The multiple linear regression model explained 56,7% of the variance in burnout, with the dimensions of employment relationships, work pace and intensity, and working relationships identified as the main significant predictors. It was conclued that the burnout amongst healthcare professionals should be understood as a phenomenon linked to the organisational, relational and contractual conditions under which the work is carried out. This study also highlighted the need to implement interventions aimed at both individuals and organisations, in order to promote the adoption of strategies to address psychosocial risks and the creation of healthy working environments.

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Palavras-chave

Burnout Riscos psicossociais Profissionais de saúde Saúde ocupacional Psychosocial risks Healthcare professionals Occupational health

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