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- Burnout e riscos psicossociais: um estudo com profissionais de saúdePublication . Meira, Guilherme Filipe Soares; Barros, CarlaO objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a exposição a riscos psicossociais no trabalho e o desenvolvimento de burnout, numa amostra de profissionais de saúde em Portugal. Esta investigação adotou uma abordagem quantitativa de natureza correlacional preditiva, com uma mostra de 223 profissionais de saúde. A recolha de dados foi realizada através de um formulário online, integrando um questionário sociodemográfico, o Burnout Assessment Tool (BAT) e o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT). Os dados foram analisados com recurso ao IBM SPSS Statistics. Os resultados evidenciaram que 57% dos participantes apresentaram baixo risco de burnout, enquanto 15,7% apresentaram risco moderado e 27,4% risco elevado. Entre as dimensões avaliadas pelo BAT, a exaustão destacou-se como a componente mais afetada, com 44,2% dos participantes a apresentarem níveis elevados. Em relação aos riscos psicossociais, as dimensões com maior expressão foram o ritmo e intensidade de trabalho, as relações de emprego, os tempos de trabalho e as exigências emocionais. Verificou-se ainda, uma correlação positiva, forte e estatisticamente significativa entre a exposição a riscos psicossociais e os níveis de burnout. O modelo de regressão linear múltipla explicou 56,7% da variância do burnout, sendo as dimensões das relações de emprego, o ritmo e intensidade de trabalho e as relações de trabalho identificadas como os principais preditores significativos. Concluiu-se que o burnout nos profissionais de saúde deve ser compreendido como um fenómeno que está associado às condições organizacionais, relacionais e contratuais em que o trabalho é desempenhado. Este estudo salientou ainda, a necessidade de implementação de intervenções dirigidas tanto ao indivíduo como às organizações, de forma a promover a adoção de estratégias face riscos psicossociais e à criação de ambientes de trabalho saudáveis.
- O papel da nanotecnologia na garantia da salubridade e segurança alimentarPublication . Pereira, Sofia da Silva; Silva, CláudiaA crescente necessidade de produção agrícola e a tentativa de atenuar os impactos negativos do uso intensivo de pesticidas, são desafios atuais para a segurança alimentar e dos alimentos, levando à procura de soluções tecnológicas mais sustentáveis. Os compostos convencionais apresentarem um papel fundamental na proteção das culturas e no aumento da produtividade, mas a sua utilização excessiva associa-se a contaminação ambiental, à presença de resíduos nos alimentos e ao desenvolvimento de resistências por parte de pragas e agentes patogénicos. A nanotecnologia surgiu como área com elevado potencial, com novas abordagens para melhorar a produção agrícola, diminuir a contaminação ambiental e aumentar a segurança dos alimentos. Neste contexto, pretende-se compreender de que forma esta tecnologia pode contribuir para a promoção da salubridade e da segurança alimentar, explorando-se as suas principais aplicações na agricultura e na sinalização de resíduos de pesticidas, bem como uma análise dos benefícios e dos limites associados à sua utilização. Serão descritos os desafios científicos, regulamentares e industriais que restringem a implementação desta nova tecnologia. O presente trabalho consiste numa revisão narrativa sobre o papel da nanotecnologia na melhoria da segurança alimentar e dos alimentos, com particular ênfase na sua aplicação no controlo e na monitorização de pesticidas e uso em fertilizantes. Identificando-se o potencial desta tecnologia na promoção de sistemas agroalimentares mais eficientes, seguros e sustentáveis, provando-se, simultaneamente, a importância de uma investigação contínua e do desenvolvimento de estratégias regulamentares adequadas que assegurem uma integração segura, responsável e eficaz da nanotecnologia no setor agroalimentar.
