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Publicação

Hepatite C: recentes avanços na terapêutica

dc.contributor.advisorMedeiros, Rui
dc.contributor.authorCosta, Ester Maria Osório Pereira Romero
dc.date.accessioned2016-03-17T15:27:54Z
dc.date.available2016-03-17T15:27:54Z
dc.date.issued2015
dc.descriptionProjeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticaspt_PT
dc.description.abstractA hepatite C é uma patologia associada a elevada morbilidade e mortalidade, calculando-se que existam mundialmente cerca de 185 milhões de infetados. Existem 6 genótipos virais e a cada um está associada uma resposta diferente à terapêutica instituída. O presente trabalho aborda a infeção pelo vírus da hepatite C primeiramente introduzindo a dimensão epidemiológica e focando-se no vírus da hepatite C, seu ciclo viral e os diferentes genótipos. Posteriormente serão abordadas as principais terapêuticas incluindo a convencional e os novos fármacos que chegaram ao mercado e diversos ainda se encontram em desenvolvimento. Sendo o principal objetivo desta revisão é estabelecer um ponto de situação relativamente aos avanços na terapêutica da hepatite C. A terapêutica convencional da infeção por hepatite HCV passa por um regime de ribavirina e interferão. A abordagem mais recente envolve antivirais de ação direta, nomeadamente o boceprevir e o telaprevir (inibidores da protease NS3/4). O boceprevir e o telaprevir apresentam aumentos significativos nas taxas de resposta virológica sustentada em doentes naïves, em doentes recidivantes e em doentes que obtiveram respostas parciais ao tratamento prévio. Estes dois novos fármacos possibilitam ainda cursos terapêuticos de menor duração (24 semanas no caso do telaprevir, 28 semanas com o boceprevir) em determinados subgrupos de doentes. Dos seus inconvenientes destacam-se o custo elevado, os efeitos laterais e as baixas taxas de resposta virológica sustentada nos respondedores nulos (29-38%), juntamente com as limitações inerentes às suas recentes aprovações (escassez de dados para comparação de custo-efetividade e impacto desconhecido em co-infetados e interações medicamentosas) constituem desafios que devem ser ultrapassados para que se atinjam taxas de sucesso cada vez maiores no tratamento da infeção crónica pelo vírus da hepatite C, com consequente diminuição da progressão cirrogénica e do carcinoma hepatocelular. A recente introdução do sofosbuvir e do simeprevir, podem trazer grandes perspetivas de melhoria da qualidade de vida dos doentes e no aumento da sobrevida. O simeprevir apresenta maior eficácia e tolerabilidade do que o telaprevir e o boceprevir. E o sofosbuvir demonstrou eficácia marcada em todos os genótipos, com boa segurança, contudo, este fármaco apresenta um elevado preço de comercialização que pode por em causa a sua prescrição. Neste momento encontram-se em desenvolvimento novos fármacos, que chegarão ao mercado nos próximos anos, e que permitirão a seleção de uma terapêutica mais direcionada ao doente, atendendo ao genótipo viral ou existência de polimorfismos genéticos e também aos custos associados à terapêutica. A comunidade científica ambiciona, com estes avanços, vir a erradicar esta infeção que cursa com uma morbilidade e mortalidade com impacto significativo na sociedade.pt_PT
dc.identifier.tid201099977
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10284/5297
dc.language.isoporpt_PT
dc.publisher[s.n.]pt_PT
dc.titleHepatite C: recentes avanços na terapêuticapt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT

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