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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A promoção, a protecção e o apoio às práticas do AM são da responsabilidade dos Enfermeiros, o seu estímulo é uma das ferramentas mais úteis e de mais baixo custo que os sistemas de saúde podem utilizar para contribuir tanto para a segurança alimentar da família e da comunidade, como para as mães e lactentes.
O presente trabalho de investigação intitulado “As dificuldades sentidas pelas mães em relação à amamentação no momento da alta”, é um estudo do tipo descritivo, transversal de abordagem quantitativa. A população alvo é, as puérperas internadas no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia, durante os meses de Maio e Junho de 2008, no Serviço de Obstetrícia, contactadas no momento da alta.
O processo de amostragem foi não aleatório acidental. A amostra é constituída por 30 puérperas. O instrumento de colheita de dados utilizado, foi o questionário, da autoria da investigadora e foi aplicado depois de obtida a autorização formal do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e da Universidade para a realização deste estudo.
A colheita de dados foi efectuada nos meses de Maio e Junho de 2008 e distribuído a 30 puérperas, após consentimento informado e foram respeitados todos os princípios éticos preconizados.
O estudo estatístico foi efectuado utilizando o software de estatística SPSS (Statistical Package for Social Sciences) versão 15.0 para ambiente Windows. No tratamento estatístico dos dados aplicou-se os procedimentos da estatística descritiva.
De uma forma geral, os objectivos deste estudo foram atingidos e permite-nos concluir que as principais dificuldades encontradas na amamentação foram: dor durante a mamada; o bebé fica sonolento e não querer mamar; o bebé não pega correctamente na mama; dificuldade em posicionar o bebé para mamar; ferida no mamilo; mamilos rasos ou invertidos; mamas duras e dolorosas; não saber se o bebé fica satisfeito e calor e rubor entre outras.
A grande maioria da amostra pediu ajuda quando sentiram as dificuldades referidas e foi o Enfermeiro que deu resposta às suas necessidades.
Os quatro RN que nasceram com mais baixo peso, entre 2401 e 2600gr são os que mais dificuldades têm em pegar correctamente a mama. Relacionando o tipo de parto com a dificuldade do RN em pegar correctamente a mama, podemos comcluir que das 15 mães que foram submetidas a cesariana, 10 dos RN não pegam correctamente na mama. Dos 15 RN a quem foi oferecido leite em biberão, 10 têm dificuldade em pegar na mama.
Das 10 mães que adquiram conhecimentos sobre aleitamento materno unicamente através de contacto directo/leitura, 7 dos RN não pegam correctamente na mama.
Das 10 mães que têm mamilos rasos ou invertidos 7 dos RN não pegam correctamente na mama.
Dos 16 RN que ficam sonolentos e não querem mamar, 10 não pegam correctamente na mama. Dos 17 RN que são primeiros filhos, 11 não pegam correctamente na mama.
As mulheres que foram mães pela primeira vez são as que apresentam mais dificuldades.
Mediante os resultados deste estudo podemos dizer que o baixo peso à nascença, o tipo de parto, o uso de biberões, o tipo de mamilo, as características do RN e a primiparidade influenciam a dificuldade na pega, dificultando o processo de amamentação e podendo levar ao desmame precoce.
Descrição
Monografia apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Licenciada em Enfermagem
