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Publicação

Alterações da cavidade oral dos idosos como consequência da polimedicação: revisão de escopo

datacite.subject.fosCiências Médicas::Medicina Clínica
dc.contributor.advisorGavinha, Sandra
dc.contributor.authorKhoury, Adrien
dc.date.accessioned2026-03-18T11:44:58Z
dc.date.available2026-03-18T11:44:58Z
dc.date.issued2025-09-22
dc.description.abstractObjetivo: Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear e analisar criticamente as alterações da cavidade oral em idosos associadas ao uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, prática conhecida como polimedicação. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed e LILACS entre fevereiro e abril de 2025, seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes PRISMA-ScR. Foram incluídos 22 estudos publicados entre 2014 e 2025, que analisaram pessoas com 65 anos ou mais em regime de polimedicação, com manifestações orais documentadas. Os dados extraídos foram organizados em três categorias clínicas principais: alterações salivares e sintomas funcionais, modificações patológicas e infeciosas, e impactos funcionais e psicossociais. Resultados: A maioria dos estudos apontou uma forte associação entre a polimedicação e a xerostomia, hipossalivação, disgeusia, candidíase e aumento da incidência de cáries radiculares. Medicamentos com ação anticolinérgica, antidepressiva, sedativa e imunossupressora foram os mais frequentemente implicados. Em diversos casos, a polimedicação promoveu alterações no microbioma oral, com desequilíbrio da flora bacteriana e aumento da vulnerabilidade a infeções. Adicionalmente, verificou-se uma deterioração funcional e psicossocial, com impacto negativo na mastigação, deglutição, nutrição, comunicação e qualidade de vida. Subgrupos como mulheres idosas, indivíduos institucionalizados e polimórbidos mostraram-se mais suscetíveis. Apesar da consistência dos achados, os estudos apresentaram heterogeneidade metodológica, escassez de ensaios clínicos controlados e fraca representatividade de idosos não institucionalizados. Conclusão: A polimedicação tem um impacto multifatorial sobre a saúde oral dos idosos, comprometendo a integridade funcional da cavidade oral e agravando a vulnerabilidade clínica dessa população. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, revisão terapêutica periódica e atuação integrada entre médicos, dentistas e farmacêuticos. A saúde oral deve ser considerada uma componente essencial dos cuidados geriátricos, especialmente em contextos de regimes farmacológicos complexos.por
dc.description.abstractObjective: This scoping review aimed to map and critically analyze the oral cavity alterations in elderly individuals associated with the concurrent use of five or more medications, a practice known as polypharmacy. Methodology: A comprehensive literature search was conducted in the PubMed and LILACS databases between February and April 2025, following the Joanna Briggs Institute (JBI) methodology and PRISMA-ScR guidelines. A total of 22 studies published between 2014 and 2025 were included. Eligible studies focused on individuals aged 65 or older undergoing polypharmacy, with reported oral health manifestations. Extracted data were organized into three major clinical domains: salivary and functional alterations, pathological and infectious changes, and functional and psychosocial impacts. Results: Most studies revealed a strong association between polypharmacy and xerostomia, hyposalivation, dysgeusia, oral candidiasis, and increased incidence of root caries. The pharmacological classes most commonly involved included anticholinergics, antidepressants, sedatives, and immunosuppressants. In several cases, polypharmacy led to significant alterations in the oral microbiome, promoting dysbiosis and increasing susceptibility to opportunistic infections. Functional and psychosocial consequences were also identified, including impaired chewing, swallowing, nutrition, communication, and reduced quality of life. Women, institutionalized individuals, and those with multiple comorbidities appeared particularly vulnerable. Despite consistent findings, the studies demonstrated methodological heterogeneity, a lack of randomized controlled trials, and underrepresentation of community-dwelling elderly. Conclusion: Polypharmacy exerts a multifactorial impact on oral health in the elderly, compromising the functional integrity of the oral cavity and contributing to clinical vulnerability. These findings underscore the importance of preventive strategies, regular therapeutic reviews, and coordinated care involving physicians, dentists, and pharmacists. Oral health must be recognized as a fundamental component of geriatric care, especially in the context of complex pharmacological regimens.eng
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10284/15197
dc.language.isopor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectSaúde bucal
dc.subjectCavidade oral
dc.subjectXerostomia
dc.subjectMucosa oral
dc.subjectGlândulas salivares
dc.subjectPolifarmácia
dc.subjectMedicação múltipla
dc.subjectIdosos
dc.subjectEnvelhecido
dc.subjectSénior
dc.subjectOral health
dc.subjectOral cavity
dc.subjectOral mucosa
dc.subjectSalivary glands
dc.subjectPolypharmacy
dc.subjectMultiple medication
dc.subjectElderly
dc.subjectAged
dc.subjectSenior
dc.titleAlterações da cavidade oral dos idosos como consequência da polimedicação: revisão de escopopor
dc.title.alternativeOral cavity alterations in the elderly as a consequence of polypharmacy: a scoping revieweng
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado Integrado em Medicina Dentária

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