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- Distúrbios temporomandibulares e análise do movimento mandibular em estudantes de medicina dentária: estudo observacionalPublication . Coulomb, Marine Alexandra Fikreta; Soares, Tânia; Cardoso, Ana FilipaObjetivo: Analisar a relação entre a limitação funcional mandibular e a gravidade dos distúrbios temporomandibulares em estudantes de Medicina Dentária da Universidade Fernando Pessoa. Material e métodos: Foi realizado um estudo observacional transversal com 155 estudantes, utilizando os questionários de Fonseca Anamnestic Index e o Mandibular Function Impairment Questionnaire. As variáveis qualitativas foram expressas em frequência e percentagem e as variáveis quantitativas por medidas de tendência central. A correlação entre os scores dos questionários foi avaliada pelo coeficiente de correlação de Spearman. Resultados: A prevalência dos distúrbios temporomandibulares foi de 66.4 %, sendo a forma leve a mais comum (36.1 %), enquanto 38.1 % dos participantes referiram alguma limitação funcional mandibular. A correlação entre os scores dos questionários Fonseca Anamnestic Index e Mandibular Function Impairment Questionnaire foi muito fraca, mas estaticamente significativa (rho = 0.17; p = 0.030), indicando pouca associação entre os sintomas de distúrbios temporomandibulares e a limitação funcional mandibular. A análise categórica demonstrou uma associação significativa entre a gravidade dos distúrbios temporomandibulares e o grau de limitação funcional mandibular (p < 0.001). A limitação funcional mandibular foi mais prevalente no sexo feminino e nos estudantes do 5°ano do curso (37.5%), o número reduzido de participantes de 1° e 2° anos não permite afirmar uma representação fiável. Conclusão: Os resultados revelam uma associação leve entre a gravidade dos sintomas de distúrbios temporomandibulares e a limitação funcional da mandíbula. A elevada prevalência de distúrbios temporomandibulares em estudantes de medicina dentária mostra a importância da utilização de medidas preventivas, como programas de ergonomia e gestão de stress. Estudos futuros devem incluir amostras maiores, com avaliações clínicas para melhor compreender a progressão dos sintomas e sua repercussão funcional.
- Alterações da cavidade oral dos idosos como consequência da polimedicação: revisão de escopoPublication . Khoury, Adrien; Gavinha, SandraObjetivo: Esta revisão de escopo teve como objetivo mapear e analisar criticamente as alterações da cavidade oral em idosos associadas ao uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, prática conhecida como polimedicação. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed e LILACS entre fevereiro e abril de 2025, seguindo a metodologia do Joanna Briggs Institute (JBI) e as diretrizes PRISMA-ScR. Foram incluídos 22 estudos publicados entre 2014 e 2025, que analisaram pessoas com 65 anos ou mais em regime de polimedicação, com manifestações orais documentadas. Os dados extraídos foram organizados em três categorias clínicas principais: alterações salivares e sintomas funcionais, modificações patológicas e infeciosas, e impactos funcionais e psicossociais. Resultados: A maioria dos estudos apontou uma forte associação entre a polimedicação e a xerostomia, hipossalivação, disgeusia, candidíase e aumento da incidência de cáries radiculares. Medicamentos com ação anticolinérgica, antidepressiva, sedativa e imunossupressora foram os mais frequentemente implicados. Em diversos casos, a polimedicação promoveu alterações no microbioma oral, com desequilíbrio da flora bacteriana e aumento da vulnerabilidade a infeções. Adicionalmente, verificou-se uma deterioração funcional e psicossocial, com impacto negativo na mastigação, deglutição, nutrição, comunicação e qualidade de vida. Subgrupos como mulheres idosas, indivíduos institucionalizados e polimórbidos mostraram-se mais suscetíveis. Apesar da consistência dos achados, os estudos apresentaram heterogeneidade metodológica, escassez de ensaios clínicos controlados e fraca representatividade de idosos não institucionalizados. Conclusão: A polimedicação tem um impacto multifatorial sobre a saúde oral dos idosos, comprometendo a integridade funcional da cavidade oral e agravando a vulnerabilidade clínica dessa população. Estes achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas, revisão terapêutica periódica e atuação integrada entre médicos, dentistas e farmacêuticos. A saúde oral deve ser considerada uma componente essencial dos cuidados geriátricos, especialmente em contextos de regimes farmacológicos complexos.
- Alcoholic beverages consumption and periodontium: pathophysiology and clinical implications for periodontal diseases – integrative reviewPublication . Talmont, Sophie Anne-Marie Christiane; Guerra, RitaBackground: The potential impact of alcohol consumption on periodontal health remains insufficiently explored despite growing interest in behavioral risk factors. While the role of tobacco is well established, alcohol's effects on the periodontium are less clearly defined and may involve complex interactions at the microbial, immunological and clinical levels. Objective: This integrative review aimed to assess whether alcohol consumption affects periodontal health by synthesizing data from human studies, animal models and microbiota-focused research. It sought to identify consistent patterns across different methodologies and to evaluate the clinical relevance of alcohol as a risk factor in periodontology. Methods: A comprehensive literature search was conducted in PubMed, Scopus and the Cochrane Library, between April and May 2025, following PRISMA 2020 guidelines. Studies published between 2015 and 2025 in English were included if they investigated the relationship between alcohol and periodontal outcomes. Nine articles were selected for final analysis, covering epidemiological data, microbiota composition, immune responses and periodontal parameters. Results: The included studies showed that alcohol consumption is associated with microbial dysbiosis, increased inflammatory markers and worsening of clinical periodontal indicators. Both human and animal data demonstrated dose-dependent effects, with heavier alcohol intake linked to more pronounced periodontal deterioration. Functional microbial changes and systemic mediators such as liver enzymes and glucose levels were also implicated. These effects were observed even in non-smokers, suggesting an independent role of alcohol. Conclusion: Alcohol consumption may contribute to periodontal disease through both local and systemic mechanisms, including microbial imbalance, immune activation and metabolic changes. Given the consistency of findings across studies, alcohol should be considered in periodontal risk assessment. Further research is needed to clarify causal relationships, to differentiate the effects of beverage types and to evaluate implications for peri-implant health.
