ESSFP (OTA) - Enfermagem
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Percorrer ESSFP (OTA) - Enfermagem por assunto "Acute pain"
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- Gestão da dor pelos enfermeiros da triagem no serviço de urgênciaPublication . Vieira, Joana Filipa Teixeira; Franco, Filipe VieiraIntrodução: A dor é definida pela International Association for the Study of Pain (IASP), como uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só um componente sensorial mas, também, um componente emocional e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão (IASP; 2020). Em Portugal, a triagem nos serviços de urgência é realizada por enfermeiros com formação específica no Sistema de Triagem de Manchester, cabendo-lhes a responsabilidade de atribuir prioridades clínicas com base na gravidade dos sintomas apresentados (José, 2019). No entanto, este processo pode ser condicionado por diversos fatores, como a pressão assistencial, o contexto organizacional e a subjetividade de certos sintomas, como a dor, que tendem a ser subvalorizados (Freitas, 2014). Além disso, os próprios profissionais reconhecem que, apesar da estrutura do sistema, há limitações na sua aplicação prática, sendo a perceção clínica do enfermeiro determinante para a eficácia da triagem (Costa, Torres & Sousa, 2022). A ausência ou a escassez de ferramentas e protocolos validados pelas instituições competentes contribui para a desvalorização da dor e para o prolongamento do tempo de espera pela administração de analgesia, o que, por sua vez, intensifica o sofrimento dos utentes (Sampson et al., 2020). Objetivo: O objetivo desta scoping review é mapear e resumir a evidência científica sobre a gestão da dor pelos enfermeiros da triagem do serviço de urgência. Critérios de inclusão: Foram incluídos estudos que abordavam a atuação de enfermeiros na triagem em serviços de urgência de adultos. Consideraram-se aqueles que tratavam da avaliação, gestão ou intervenção na dor, bem como trabalhos que descrevessem práticas, estratégias ou protocolos de enfermagem utilizados na gestão da dor durante o processo de triagem. Critérios de exclusão: Excluíram-se estudos que não focassem a prática de enfermagem ou centrados noutros profissionais de saúde. Foram também excluídos estudos com populações pediátricas, obstétricas ou fora do contexto de urgência para adultos. Eliminaram-se artigos sem texto completo disponível ou redigidos em idiomas não contemplados na revisão. Métodos Foi elaborada a scoping review de acordo com a Joanna Briggs Institute (JBI). A pesquisa foi realizada em maio de 2025, nas bases de dados MEDLINE®, CINAHL® via EBSCO e na B-ON. Os artigos incluídos foram selecionados com base nos critérios de elegibilidade previamente definidos. Resultados: Seis estudos sem limitações temporais foram incluídos. Os resultados indicam que os enfermeiros avaliam a dor na triagem principalmente através de escalas numéricas, mas enfrentam dificuldades na comunicação e na administração autónoma de analgesia, o que provoca atrasos no tratamento. Protocolos que permitem a iniciação da analgesia na triagem mostraram reduzir o tempo até à intervenção, melhorar o alívio da dor e aumentar a satisfação dos utentes. A formação e a autonomia dos enfermeiros foram destacadas como essenciais para uma gestão eficaz da dor no serviço de urgência. Conclusão: A gestão da dor pelos enfermeiros na triagem do serviço de urgência apresenta desafios relacionados com a avaliação precisa da dor e a limitação na administração autónoma de analgesia. No entanto, a implementação de protocolos que autorizam a iniciação precoce da analgesia e a formação adequada dos enfermeiros revelam-se estratégias eficazes para melhorar o alívio da dor, reduzir atrasos e aumentar a satisfação dos utentes. Estas medidas são fundamentais para otimizar a qualidade dos cuidados prestados na triagem de urgência. Palavras-chaves: As palavras chaves utilizadas serão dor aguda; enfermeiros; gestão da dor; serviço de urgência e triagem.
