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- Burnout: um estudo com profissionais de saúde em PortugalPublication . Medeiros, Jéssica Mesquita; Barros, CarlaO burnout constitui atualmente um dos principais problemas de saúde ocupacional, principalmente entre profissionais de saúde, devido à exposição contínua a exigências emocionais, sobrecarga de trabalho e condições laborais adversas. Paralelamente, os riscos psicossociais têm sido reconhecidos como fatores relevantes para a saúde e bem-estar dos trabalhadores, estando associados ao desenvolvimento de stress ocupacional e burnout. A literatura evidencia que a exposição prolongada a fatores como ritmos de trabalho intensos, exigências emocionais, horários prolongados e dificuldades nas relações laborais pode contribuir para o aumento dos níveis de burnout nos profissionais de saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar os níveis de burnout e a relação com os riscos psicossociais em profissionais de saúde a exercer atividade em Portugal. Foi desenvolvido um estudo quantitativo, transversal e correlacional, com uma amostra de 223 profissionais de saúde, maioritariamente do sexo feminino (87,4%), distribuídos por diferentes classes etárias e contextos profissionais. A recolha de dados foi realizada através de um questionário online, divulgado pelo método de snowball. Foi utilizado um questionário sociodemográfico, o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT) para avaliação dos riscos psicossociais, e o Burnout Assessment Tool (BAT) para avaliação dos níveis de burnout. Os resultados evidenciaram níveis consideráveis de burnout, destacando-se a dimensão da exaustão (M = 3,24; DP = 0,98). Relativamente aos riscos psicossociais, os participantes percecionaram o ritmo de trabalho (M = 25,97; DP = 11,66), a relação com a empresa (M = 14,53; DP = 8,53), os tempos de trabalho (M = 13,92; DP = 8,03) e as exigências emocionais (M = 12,82; DP = 7,05) como os fatores mais relevantes. A análise correlacional revelou associações positivas e estatisticamente significativas entre todas as dimensões do burnout e os riscos psicossociais, indicando que níveis mais elevados de exposição a riscos psicossociais estão associados a níveis mais elevados de burnout. Destacaram-se particularmente as associações entre a exaustão e as relações com a empresa (r = .671), o ritmo de trabalho (r = .613) e os tempos de trabalho (r = .606). Conclui-se que os riscos psicossociais constituem fatores relevantes para o desenvolvimento do burnout nos profissionais de saúde. O presente estudo contribui para o aprofundamento do conhecimento acerca da relação entre burnout e riscos psicossociais no contexto da saúde em Portugal, reforçando a importância da implementação de estratégias de prevenção e intervenção organizacional promotoras da saúde mental, do bem-estar e da qualidade de vida dos profissionais de saúde.
- Anxiety symptoms and the perception of time: a correlational study among university studentsPublication . Pinto, Margarida Inês de Carvalho; Fernandes, Carina; Gomes, InêsThe perception of time is a fundamental cognitive process that can be influenced by emotional states, such as anxiety, through changes in physiological arousal and the allocation of attentional resources. Although the literature suggests that anxiety may distort the experience of time, the results remain contradictory, particularly in non-clinical populations and across different time scales. This study aimed to explore the relationship between anxiety symptoms and time perception in college students, testing whether the effects varied across time intervals of different durations. A quantitative, correlational, and experimental design was used with 33 college students aged 18 to 23. Anxiety symptoms were assessed using the Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7) questionnaire. Time perception was assessed using the Time Bisection Task, encompassing a short-duration condition (100–600 ms) and a long-duration condition (1000–3000 ms). The primary metrics included the Bisection Point as an indicator of temporal bias and the Weber Ratio as an indicator of sensitivity and temporal variability. No significant correlations were found between anxiety symptoms, the Bisection Point, and the Weber Ratio in any of the temporal conditions. The results suggest that, in a non-clinical university sample, subclinical anxiety symptoms do not appear to induce systematic distortions in time perception or sensitivity. However, the absence of statistically significant results may be explained by the small sample size, which may have limited the study’s statistical power to detect more subtle associations or effects.
