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- Variações no gene do receptor da vitamina D (VDR) e sua associação na cárie dentária: uma revisão narrativaPublication . Spagnolo, Luca; Fernandes, Ruben; Mendes, Daniela MartinsA cárie dentária é uma das doenças orais mais prevalentes no mundo e resulta da interação entre fatores ambientais, microbiológicos, comportamentais e genéticos. Nos últimos anos, tem sido crescente o interesse em compreender o papel dos fatores genéticos na sua etiologia, particularmente as variações no gene do recetor da vitamina D (VDR). O VDR é fundamental na regulação do metabolismo do cálcio e fósforo e na modulação da resposta imune, elementos essenciais para a integridade do esmalte dentário e o controlo do biofilme oral. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar criticamente os estudos que investigaram a associação entre polimorfismos do gene VDR e a suscetibilidade à cárie dentária em diferentes populações. A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, ScienceDirect e Web of Science. Foram utilizados os filtros de artigos completos disponíveis online e o limite temporal de 2015 a 2025, assim como foram aplicados critérios de elegibilidade pré-estabelecidos. No total, foram incluídos 17 estudos caso-controlo ou populacionais. Os polimorfismos mais analisados foram FokI (rs2228570), TaqI (rs731236), ApaI (rs7975232), BsmI (rs1544410) e BglI (rs739837). De forma geral, os resultados demonstraram uma associação consistente entre os SNPs FokI e TaqI e o risco de cárie em populações asiáticas e do Oriente Médio, enquanto nas populações latino-americanas e europeias os resultados foram mais heterogéneos ou negativos. Também foi observada uma possível interação entre fatores genéticos e ambientais, como dieta cariogénica e hábitos de higiene oral. As evidências atuais sugerem que os polimorfismos do gene VDR podem influenciar a suscetibilidade à cárie dentária, embora a força da associação varie entre diferentes contextos étnicos e geográficos. Estudos futuros com maiores amostras e metodologias padronizadas são necessários para esclarecer o papel definitivo dessas variantes genéticas na etiologia da cárie.
- Platelet-rich fibrin em comparação ao enxerto de tecido conjuntivo no tratamento das recessões gengivais: uma revisão sistemáticaPublication . Lugli, Elena; Pimentel, FredericoA recessão gengival é uma condição clínica comum que afeta a estética, a função e o conforto oral. Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar se o uso de fibrina rica em plaquetas (PRF) melhora a taxa de cobertura radicular completa, a estética e reduz a morbidade pós-operatória em comparação com o enxerto de tecido conjuntivo (CTG). A metodologia foi baseada numa pesquisa nas bases de dados PubMed, Cochrane Library e B-On. A seleção dos estudos seguiu os critérios PRISMA, aplicando critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Foram analisados oito ensaios clínicos randomizados publicados entre 2014 e 2024. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta do Joanna Briggs Institute (JBI). Os estudos incluídos demonstraram que o CTG apresenta melhores resultados em termos de cobertura radicular completa e espessura dos tecidos, especialmente quando associado a técnicas cirúrgicas como Coronally Advanced Flap (CAF) e Vestibular Incision Subperiosteal Tunnel Access (VISTA). No entanto, o PRF mostrou-se clinicamente eficaz em casos de recessões menos extensas, com vantagens claras na redução da dor, menor tempo cirúrgico e melhor aceitação por parte dos pacientes. Em termos estéticos, ambos os biomateriais apresentaram bons resultados subjetivos, com ligeira preferência dos pacientes pelo PRF devido ao menor desconforto. A comparação entre PRF e CTG no tratamento da recessão gengival sugere que ambas as abordagens são eficazes, embora com indicações clínicas distintas. A escolha do biomaterial deve considerar o biotipo gengival, a extensão da recessão, a tolerância à dor e as expectativas do paciente. Estudos futuros com amostras maiores, seguimento a longo prazo e padronização na preparação do PRF são essenciais para reforçar a evidência atual e apoiar decisões clínicas baseadas em resultados mais robustos.
