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- Perturbações do comportamento alimentar e saúde oral: revisão integrativaPublication . Dahan, Mikaël Jeremy Charles; Campelo, ÁlvaroAs perturbações do comportamento alimentar são consideradas doenças psiquiátricas que se caracterizam por excessos ou carências na ingestão alimentar, acompanhadas de distorções cognitivas e percetivas por parte dos indivíduos afetados. Diferentemente da obesidade, a anorexia nervosa e a bulimia nervosa são frequentemente ocultadas pelos próprios pacientes, o que torna o diagnóstico mais desafiador. Por isso, o papel dos profissionais de medicina dentária é crucial, uma vez que a cavidade oral é um dos principais órgãos impactados pelas alterações nos hábitos alimentares, bem como pelos métodos utilizados para alcançar o ideal de magreza. Com esta revisão Integrativa pretende-se analisar as manifestações orais e implicações clínicas das perturbações de comportamento alimentar. A pesquisa foi realizada nas bases de dados online de artigos científicos PubMed, ScienceDirect e Scopus, sendo considerados artigos publicados desde 2014 até 2024. A estratégia de pesquisa nas várias plataformas passou pela utilização da combinação das seguintes palavras-chave: (“eating disorder” OR “anorexia” OR “bulimia” OR “binge eating”) AND (“oral health” OR “oral manifestation” OR “oral cavity” OR “oral status”). Os estudos incluidos nesta revisão corresponderam aos critérios PECO predefinidos. Os critérios de inclusão foram: estudos de caso-controle, coorte e transversais, publicados em inglês e português nos últimos 10 anos (2014-2024). Foram excluídos artigos que relatem outras doenças como o refluxo gastrointestinal, revisões de literatura e relatos de casos, opinião de especialistas e cartas de editor. Foram incluídos 16 estudos que relatavam várias manifestações orais, sendo que a maioria foi realizada com uma população feminina. A análise dos vários estudos demonstrou que certas manifestações orais apresentam uma associação com perturbações do comportamento alimentar, como é o caso da erosão dentária, fluxo salivar reduzido e alterações específicas da mucosa oral. No entanto, a cárie dentária, variações do valor do pH e saúde periodontal, apresentam um quadro mais complexo e, portanto, justificam uma investigação mais aprofundada. Desta forma, os resultados desta revisão destacam a natureza multifacetada do impacto das perturbações do comportamento alimentar na saúde oral e ressaltam a necessidade de pesquisas contínuas para entender completamente essas associações e informar práticas clínicas mais eficazes.
- Bem-estar psicológico e integração académica em estudantes do ensino superior, de ambos os sexosPublication . Carvalho, Micaela Romão de; Costa, AnaA presente dissertação aborda a relação entre bem-estar psicológico e integração académica em estudantes do ensino superior de ambos os sexos. O estudo explora como esses fatores interagem, influenciando a experiência universitária e o sucesso académico, considerando diferenças de género. Trata-se de um estudo transversal, com uma abordagem metodológica quantitativa. A amostra é constituída por 218 estudantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 36 anos (M= 20,49, Dp= 2,615), de ambos os sexos, que frequentam o Ensino Superior, em Faculdades do Grande Porto. Foram utilizados instrumentos validados para a população portuguesa para avaliar o bem-estar e a integração, como o Questionário Sociodemográfico, a Escala de Medida de Manifestação de Bem-Estar Psicológico e o Questionário de Integração Social no Ensino Superior. Os resultados indicam que o bem-estar psicológico dos estudantes universitários está positivamente associado ao equilíbrio emocional e às relações interpessoais, especialmente com colegas e amigos. Variáveis sociodemográficas como idade, sexo, ano de estudo e condição de deslocação influenciam significativamente a perceção do bem-estar e da integração social. Destaca-se que estudantes que vivem com amigos apresentam níveis superiores de bem-estar em comparação com os que vivem sozinhos ou com outras pessoas. Estes achados evidenciam a importância de estratégias que promovam a integração social e o apoio emocional no contexto universitário. Os resultados deste estudo contribuem para o desenvolvimento de intervenções e políticas que promovam um ambiente universitário mais inclusivo e propício ao crescimento pessoal e académico.
- O impacto da pandemia na saúde oral: o caso das emergências dentárias – revisão integrativaPublication . Benhamou, Lyron; Campelo, ÁlvaroEm 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a COVID-19 como uma pandemia global. A partir desse momento, diversos países implementaram medidas restritivas nos serviços de saúde, o que incluiu a suspensão dos procedimentos dentários eletivos, mantendo-se apenas os atendimentos de emergência. O objetivo do presente estudo foi analisar o impacto da pandemia de COVID-19 em diferentes aspetos relacionados às urgências odontológicas, incluindo a frequência de atendimentos, o perfil dos pacientes, os motivos da consulta, os diagnósticos realizados e os tratamentos instituídos, comparando esses dados ao período pré-pandémico. Para essa análise, foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed e ScienceDirect, utilizando critérios de inclusão e exclusão rigorosos e estruturando a pesquisa segundo o modelo PICO. Após a triagem, foram incluídos 18 estudos, cujos resultados demonstraram que a pandemia provocou alterações significativas na procura pelos serviços de emergência dentária e nas características dos atendimentos realizados. As mudanças observadas devem-se, em grande parte, às políticas de confinamento, às restrições de mobilidade e às diretrizes de saúde pública impostas durante a pandemia, que influenciaram diretamente o comportamento dos pacientes e o funcionamento dos serviços dentáros. Esta revisão integrativa evidenciou o impacto da pandemia sobre os padrões de atendimento em urgências dentárias, destacando a necessidade de reavaliar políticas públicas de saúde e de desenvolver estratégias de prevenção em saúde oral adaptadas a cenários de crise. O fortalecimento dessas medidas poderá contribuir para minimizar os efeitos de futuras pandemias sobre os serviços de saúde oral.
- Relação entre as práticas parentais e a qualidade de vida de praticantes de desporto dos 10 aos 13 anos, de ambos os sexos: perceção dos/as praticantes e dos/as encarregados/as de educaçãoPublication . Costa, Pedro Filipe Correia Soares da; Costa, AnaEste estudo tem como objetivo analisar a relação entre as práticas parentais e a qualidade de vida em jovens praticantes de desporto com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos. Como objetivos específicos, pretende-se verificar a existência de diferenças nessa relação em função da idade, do sexo e da modalidade desportiva praticada (basquetebol e futebol), bem como a perceção dos atletas e dos/as encarregados/as de educação. Trata-se de um estudo quantitativo, de natureza transversal e descritiva. A amostra, por conveniência, é constituída por 130 participantes, de ambos os sexos, dos quais 65 são jovens atletas e 65 são os respetivos encarregados de educação. A média de idades dos atletas foi de 11,74 (DP= 1,16) e dos encarregados de educação foi de 44,31 (DP= 5,291). Foi aplicado um questionário sociodemográfico e dois instrumentos de autorrelato: o Questionário de Comportamentos Parentais no Desporto (Gomes, 2024) e o Kidscreen-27 (Gaspar & Matos, 2008), com o objetivo de avaliar, respetivamente, os comportamentos parentais no contexto desportivo e a perceção de qualidade de vida das crianças. Os resultados revelaram que a modalidade desportiva não influencia diretamente a perceção de qualidade de vida dos/as jovens atletas, embora se tenham registado diferenças significativas nas práticas parentais maternas entre modalidades. Verificou-se maior envolvimento competitivo parental na fase intermédia (4 a 6 anos de prática desportiva do atleta). As perceções entre atletas e encarregados/as evidenciaram concordância moderada, sobretudo em domínios observáveis. Os dados sublinham a importância de práticas parentais ajustadas às fases do desenvolvimento e da articulação entre família, escola e desporto na promoção do bem-estar dos/as jovens.
- O papel do suporte social na qualidade de vida de utentes hospitalizadosPublication . Monteiro, Mariana Sofia Duarte; Costa, AnaA presente investigação analisa a relação entre o suporte social percebido e a qualidade de vida de utentes hospitalizados em unidades de convalescença, reabilitação e cuidados paliativos. Partindo da evidência de que a hospitalização representa um período de fragilidade física, emocional e social, o estudo identifica o suporte social como um fator protetor com impacto direto no bem-estar dos pacientes. Considera-se que não é apenas o apoio efetivamente recebido que influencia a qualidade de vida, mas sobretudo a perceção subjetiva que os indivíduos têm da disponibilidade e adequação desse suporte. O suporte social é conceptualizado em dimensões como apoio emocional, instrumental, informativo e material, podendo provir de fontes formais (como profissionais de saúde) e informais (como família e amigos). A qualidade de vida, por sua vez, é entendida como um constructo multidimensional que abrange domínios físicos, psicológicos, sociais e ambientais, conforme definido pela Organização Mundial da Saúde através do instrumento WHOQOL-BREF. A investigação adotou uma metodologia quantitativa, com desenho correlacional. A amostra foi composta por 84 participantes hospitalizados, 66,7% do sexo feminino e 33,3% do sexo masculino. A idade média foi de 80,25 anos (DP = 11,656). Foram utilizados questionários validados, Escala do Suporte Social e WHOQOL-BREF, para avaliar o suporte social percebido e a qualidade de vida. A recolha de dados decorreu em contexto hospitalar, mediante o consentimento informado, com aplicação individual dos instrumentos. Os resultados indicaram uma correlação positiva significativa entre suporte social percebido e qualidade de vida (r = 0,692; p < 0,001). Constatou-se que os níveis mais altos de suporte social estavam associados a melhor perceção da qualidade de vida, sendo a intimidade a dimensão de suporte mais influente nos domínios psicológico e físico. A satisfação com amigos também teve um impacto relevante, sobretudo no domínio das relações sociais. Foram observadas diferenças importantes entre os tipos de unidades hospitalares. Os utentes em cuidados paliativos revelaram os níveis mais baixos tanto de suporte social como de qualidade de vida, contrastando com os de reabilitação, que apresentaram os melhores indicadores. Também se verificou que fatores como sexo, número de filhos, tempo de internamento influenciam significativamente tanto a perceção do suporte social quanto os resultados nos diferentes domínios da qualidade de vida. O estudo demonstra que a qualidade de vida de pacientes hospitalizados não depende apenas de fatores clínicos, mas também da presença de redes de apoio que promovem o bem-estar psicológico e emocional. A perceção de suporte especialmente a proximidade emocional e a participação social revelam-se fundamental para enfrentar os desafios do internamento.
