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- Prognóstico de dentes reabilitados com alongamento coronário versus elevação da margem profunda: revisão sistemáticaPublication . Ceravolo, Margherita; Silva, LígiaPretende-se com a presente revisão sistemática analisar a sobrevivência de restaurações dentárias realizadas por meio da técnica de elevação da margem profunda (Deep Margin Elevation; DME) comparativamente com os resultados obtidos após alongamento coronário cirúrgico (Surgical Crown Lengthening; SCL) em pacientes com margens subgengivais profundas. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica em bases de dados eletrónicas (PubMed, B-ON e Cochrane Library) abrangendo publicações entre 2014 e 2024. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e da triagem segundo o método PRISMA, foram selecionados seis estudos para análise. A avaliação da qualidade metodológica e risco de viés foi realizada por meio de ROBINS-I (Risk Of Bias In Non randomized Studies - of Interventions), RoB 2 (Revised Cochrane Risk-of-Bias Tool for Randomized Trials) e CARE Guidelines (CAse REport Guidelines). Os resultados demonstraram que ambas as técnicas, quando corretamente executadas e com materiais adequados, garantem estabilidade periodontal, boa taxa de sucesso clínico e baixa incidência de cáries recorrentes. A DME destacou-se como uma abordagem minimamente invasiva, eficaz na preservação da estrutura dentária e na manutenção da estética gengival, sendo particularmente vantajosa em casos com biotipo gengival espesso. Contudo, a escolha entre DME e SCL deve ser individualizada, tendo em consideração o biotipo periodontal, o acesso ao campo operatório e os objetivos estéticos e funcionais do tratamento. Salienta-se a necessidade de realização estudos com períodos de seguimento mais longos para confirmação das conclusões.
- Prevalência de lesões músculo-esqueléticas nos médicos dentistas: estudo observacionalPublication . Attanasio, Siria; Cervaens, Mariana; Guimarães, Maria InêsA prática da medicina dentária exige frequentemente posturas inadequadas e movimentos repetitivos, que são fatores que aumentam o risco de lesões músculo-esqueléticos. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de lesões músculo-esqueléticas entre os médicos dentistas em Portugal, identificando as suas características individuais e profissionais. O presente estudo é um estudo observacional de natureza transversal, com uma amostra de 193 médicos dentistas portugueses, com uma idade média de 43.54 anos, que exercem a sua profissão principalmente no Porto (50.80%), Braga (13.50%) e Lisboa (11.90%). A recolha de dados ocorreu entre novembro de 2024 e março de 2025, utilizando um questionário online que incluía informações sociodemográficas, hábitos de atividade física e o questionário nórdico músculo-esquelético validado para a população portuguesa. Os resultados mostraram que nos últimos 12 meses, as regiões do corpo mais afetadas foram o pescoço (65.30%), a lombar (60.10%), os ombros (58.50%) e os punhos/mãos (42.50%). Nos últimos 7 dias, estas áreas mantiveram-se como as mais afetadas, com prevalências de 28.80%, 22.30%, 23.80% e 17.10% respetivamente. A maioria dos participantes relatou intensidade de dor moderada, com destaque de queixas de maior dor no pescoço. Cerca de 45% dos médicos dentistas inquiridos referiram já ter sofrido algum tipo de lesão relacionada com a prática profissional, sendo a tendinite a condição mais reportada. A análise revelou ainda que, fatores como o tempo prolongado em posturas estáticas, a inadequação do mobiliário e a falta de pausas durante o trabalho podem contribuir para a ocorrência destas lesões. Apesar da elevada prevalência de sintomas, uma proporção significativa dos participantes declarou não adotar medidas preventivas adequadas. Conclui-se que a maioria dos inquiridos reportou problemas, sendo necessária a implementação estratégias fundamentais como a adoção de práticas ergonómicas, promoção de exercícios e a adequação do ambiente de trabalho para prevenir lesões e garantir a saúde ocupacional.
- O uso de probióticos como estratégia complementar no tratamento da doença periodontal: revisão sistemáticaPublication . Journo, Eden; Assunção, AméliaA periodontite é uma condição inflamatória multifatorial, caracterizada pela destruição dos tecidos de suporte dental, fortemente associada a disbiose microbiana. O uso de probióticos vem sendo investigado como adjuvante ao tratamento periodontal convencional, com o objetivo de restaurar o equilíbrio microbiano e modular a resposta inflamatória. Assim esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a eficácia do uso de probióticos como terapia complementar no tratamento da doença periodontal, com ênfase em parâmetros clínicos, microbiológicos e inflamatórios. Foram incluídos 19 estudos, publicados entre 2019–2025, que atendiam aos critérios de elegibilidade propostos. As intervenções utilizaram a aplicação de diferentes espécies probióticas, predominantemente Lactobacillus reuteri, administradas via oral ou local, associadas à raspagem e alisamento radicular (RAR). Os parâmetros analisados incluíram profundidade de sondagem (PPD), ganho de inserção clínica (CAL), índice de placa (IP), sangramento à sondagem (BOP), e níveis de agentes patogénicos periodontais e marcadores inflamatórios. Verificou-se que a maioria dos estudos demonstrou melhoria clínica significativa com o uso de probióticos, com reduções médias de até 1 mm na PPD e 0,5 mm de ganho em CAL. Adicionalmente, observou-se diminuição de agentes patogénicos como Porphyromonas gingivalis, Treponema forsythia e Aggregatibacter actinomycetemcomitans, bem como de citocinas inflamatórias. Contudo, a heterogeneidade metodológica, curta duração e falta de padronização entre os estudos limitam a robustez das evidências. Desta forma, o uso de probióticos, especialmente L. reuteri, mostra-se uma estratégia complementar segura e promissora para o tratamento da periodontite. Entretanto, ensaios clínicos adicionais, de maior duração e com maior rigor metodológico, são necessários para validar a sua aplicação clínica recorrente.
- Sistemas de cimentação adesiva: cimentos de resina vs resinas aquecidas – revisão integrativaPublication . Soussana, Shirel Victoria; Monteiro, BeatrizIntrodução: A cimentação adesiva é um procedimento crítico que envolve não só a aplicação do sistema adesivo e do agente de cimentação, mas também a colocação da restauração indireta. Os cimentos resinosos são materiais recomendados na cimentação adesiva, considerando as suas propriedades físicas, mecânicas e clínicas. Normalmente apresentam uma baixa viscosidade e, consequentemente, uma maior fluidez, permitindo assim uma espessura adequada. Nos últimos anos, as técnicas de termo-modificação têm sido utilizadas para reduzir a viscosidade da resina composta, melhorando a fluidez da resina, de forma a facilitar a sua utilização como agentes de cimentação. Objetivo: Esta revisão integrativa teve como objetivo aprofundar conhecimentos sobre a técnica de cimentação adesiva, assim como, colocar em evidência dois sistemas de cimentação enquanto opção de tratamento reabilitador, comparando-os a fim de verificar qual o sistema de cimentação mais resistente a forças de tração. Metodologia: A pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed e ScienceDirect, recorrendo a palavras-chave em múltiplas combinações e focando em estudos de tipologia “in vitro” publicados entre 2015 e 2025. Os artigos foram selecionados de acordo com critérios de inclusão e exclusão previamente determinados. Cinco estudos “in vitro” foram selecionados para uma análise comparativa detalhada. Com este trabalho pretendeu-se responder à seguinte questão: “Existem diferenças na resistência a forças de tração entre cimentos de resina comparativamente a resinas pré-aquecidas quando aplicados na cimentação adesiva de restaurações indiretas?” Resultados: Os estudos analisados sugerem que resinas compostas pré-aquecidas tendem a apresentar maior resistência a forças de tração comparativamente aos cimentos resinosos, desde que sejam utilizados com protocolos adesivos adequados. Conclusão: A escolha do agente de cimentação deve considerar a situação clínica específica, o tipo de restauração, a translucidez do material restaurador, e o domínio da técnica pelo profissional.
- O impacto das alterações hormonais femininas ao longo da vida na saúde oral: revisão de escopoPublication . Fryde, Mayane Aline; Cardoso, Inês Lopes; Martins, Luís FrançaEsta tese debruça-se sobre o impacto das flutuações hormonais femininas ao longo da vida, durante a puberdade, a gravidez e a menopausa, na saúde oral. Estes períodos fisiológicos, marcados por grandes variações nos níveis de estrogénio e progesterona, influenciam a saúde oral, pelo que foi formulada a seguinte questão: até que ponto as flutuações hormonais femininas influenciam a saúde oral? Através de uma revisão de 37 artigos científicos selecionados de acordo com uma metodologia rigorosa (nomeadamente utilizando a ferramenta Rayyan), foi possível destacar as manifestações clínicas específicas de cada fase hormonal. Nas raparigas adolescentes, a puberdade é frequentemente acompanhada por uma exacerbação da gengivite, independente da placa dentária. Durante a gravidez, o aumento das hormonas leva a um aumento da inflamação gengival e à mobilidade dentária transitória. Por fim, a menopausa está associada a uma diminuição das hormonas sexuais femininas, que pode levar a boca seca, à alteração da flora salivar e à perda óssea acelerada, que contribuem para o agravamento da doença periodontal. Estes resultados sublinham a importância de uma abordagem preventiva e personalizada dos cuidados de saúde oral das pacientes, tendo em conta o contexto hormonal. Apelam também à colaboração entre dentistas, médicos de clínica geral e ginecologistas, a fim de otimizar os cuidados abrangentes para as mulheres em todas as fases da sua vida hormonal.
