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- Álcool e doenças orais através antropologia: uma revisão sistemáticaPublication . Djedou, Meyer Yohai; Campelo, ÁlvaroO consumo de álcool pode afetar inevitavelmente a cavidade oral, a mucosa oral e os dentes do seu consumidor. Os efeitos colaterais orais do álcool dependem da natureza e do conteúdo da bebida, da concentração de álcool e a frequência e quantidade de consumo. Esta revisão sistemática tem como objetivo analisar as ligações entre o consumo de álcool e doenças orais, respondendo à seguinte questão: “Quais os principais efeitos do consumo de álcool na saúde oral?”. Para a formulação desta questão foram considerados os critérios PIO assim como critérios de inclusão e exclusão. Foram considerados artigos publicados desde 2014 até junho de 2024 pesquisados nas bases de dados online de artigos científicos PubMed, ScienceDirect e ResearchGate. Após a análise dos estudos encontrados foram encontrados 9 estudos que atendiam aos critérios de elegibilidade e aos objetivos propostos. Estes estudos apresentam evidências que sustentam os efeitos nocivos do consumo excessivo de álcool na saúde oral. Contudo a relação existente ainda é um pouco ambígua pois existem vários fatores de risco que podem não estar ajustados em todos os estudos. Verifica-se então que os médicos dentistas são essenciais na deteção precoce de doenças relacionadas com o alcoolismo. Devem ter a capacidade de detetar pacientes com elevado consumo de álcool como parte das suas capacidades de diagnóstico. O desenvolvimento de uma estratégia de tratamento apropriada para estes indivíduos deve ter em conta a sua falta geral de fiabilidade e comprometimento. É também fundamental integrar médicos dentistas nas equipas de profissionais que constroem e aplicam os programas de saúde pública, nomeadamente nos de educação dietética e nos de informação quanto aos riscos associados ao consumo de álcool.
- Avaliação da microinfiltração em restaurações classe II com diferentes resinas compostas (bulk e convencionais): estudo in vitroPublication . Lo Buglio, Giovanni; Coelho, SusanaAs resinas compostas têm um papel fundamental na medicina dentária restauradora, sendo consideradas o material de eleição, devido à sua estética e durabilidade. No entanto, a contração durante a polimerização ainda é um desafio significativo, pois pode levar à formação de espaços marginais e à microinfiltração, o que pode afetar o sucesso das restaurações. Para contornar essa limitação, surgiram no mercado os compósitos bulk-fill, que permitem a aplicação em bloco da restauração, reduzindo a formação de tensões internas. No entanto, a técnica de aplicação incremental tem sido considerada como uma abordagem tradicional que ajuda a diminuir o stress de polimerização e a melhorar a adaptação marginal. Este estudo in vitro teve como objetivo avaliar a microinfiltração marginal gengival e axial em restaurações Classe II, utilizando três materiais restauradores da 3M™ ESPE. Foram realizadas duas restaurações classe II (mesial e distal) em 51 dentes humanos. Das 102 restaurações, 90 foram divididos por três grupos de estudo: Grupo A (Filtek™ One Bulk Fill Restorative), Grupo B (Filtek™ Bulk Fill Flowable + Filtek™ Supreme XTE) e Grupo C (Filtek™ Supreme XTE), aplicados por duas técnicas restauradoras: incremental e em bloco e 12 foram utilizadas como controle. Os dentes foram termociclados e submetidos à infiltração com azul de metileno a 2%, cortados e analisados posteriormente ao microscópio por meio de um sistema de scores. Os resultados mostraram que apesar de o grupo B ter tido aparentemente menores níveis de infiltração, especialmente na margem gengival, e o grupo C ter tido maior tendência à microinfiltração, não existiram resultados estatisticamente significativos. Conclui-se que, sob condições laboratoriais controladas, tanto os compósitos bulk-fill quanto os convencionais, bem como as técnicas restauradoras em bloco e incremental, apresentaram desempenho semelhante no selamento marginal, ressalvando a necessidade de estudos clínicos futuros para validação desses resultados.
