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- Nanopartículas para aplicação oncológicaPublication . Teixeira, Inês Rocha; Coelho, Maria JoãoDurante as últimas décadas, uma infinidade de nanopartículas foi desenvolvida e avaliada devido à potencial aplicação como agentes diagnósticos e terapêuticos. As nanopartículas terapêuticas visam entregar de forma mais eficiente um agente terapêutico ao local patológico, evitando a sua acumulação em órgãos e tecidos saudáveis. Atualmente as terapias para o tratamento de cancro são, de um modo geral, as mesmas que se utilizam desde há 40 anos e consistem basicamente em disseção cirúrgica, radioterapia e/ou quimioterapia. Estas terapias têm uma eficácia limitada, altos níveis de citotoxicidade e vários efeitos secundários indesejados. Adicionalmente, a natureza da doença é tal que, a menos que se destruam todas as células do cancro, as hipóteses de reincidência são elevadas e normalmente estão associadas a tumores mais agressivos e resistentes à terapia. A nanotecnologia proporciona uma nova forma de abordar esta doença, tanto a nível do diagnóstico, como da terapia e prevenção. Assim, o objetivo deste trabalho é fazer uma revisão de literatura de modo a analisar as vantagens e os principais obstáculos da nanotecnologia no tratamento oncológico, bem como avaliar os progressos obtidos na prática clínica com esta tecnologia. Para tal, a metodologia utilizada consistiu na pesquisa de artigos num banco de dados online, a PubMed. Para reduzir o número de artigos obtidos e tornar os resultados mais específicos, foram definidas palavras-chave e critérios de inclusão e exclusão. Como critérios de inclusão consideraram-se: o idioma (português e inglês), a data da publicação (últimos 15 anos) e a tipologia dos trabalhos publicados (revisões sistemáticas e narrativas). Excluíram-se todos os artigos que não atendiam ao objetivo do trabalho ou não respondiam aos critérios de inclusão definidos. Verificou-se que a nanotecnologia tem diversas aplicações ao nível de todas as fases do processo do cancro, e que, apesar dos bons avanços científicos alcançados ao longo dos últimos anos, ainda há muita informação a descobrir e muitos desenvolvimentos a estudar. No entanto, não existe qualquer dúvida que as mais recentes tecnologias (como o recurso a nanopartículas ou à inteligência artificial) assumirão um papel extremamente decisivo no futuro, no que toca à prevenção, diagnóstico e tratamento, não só do cancro como potencialmente de outras doenças.
