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- Do acolhimento à autonomização: competências de vida de jovens institucionalizadosPublication . Silva, Ana Catarina Neves da; Sacau, AnaO presente estudo foi realizado com o objetivo de compreender quais as competências de vida dos jovens institucionalizados, em situação de pré-autonomia e com idades compreendidas entre os 17 e os 21 anos. A amostra foi recolhida em Lares de Infância e Juventude do Porto. Tendo em conta a escassez de estudos sobre as competências de vida de jovens institucionalizados, esta dissertação incidiu-se na vertente da autonomização e na realização de programas de autonomia de vida pelas instituições. Os objetivos do presente estudo centraram-se na análise de diferenças significativas nas competências de vida entre rapazes e raparigas, em perceber quais os medos experienciados pelos jovens em relação ao seu futuro e quais as lacunas existentes nestes programas de autonomia de vida realizados pelas instituições. Após a aplicação da Escala de Competências de Vida (Gonçalves et al., 2016) aos participantes, realizou-se uma primeira caracterização da população relativamente às subescalas que compõem a escala. Verificou-se que, de forma geral, não existiam diferenças significativas relativamente ao género, idade, idade da primeira institucionalização, frequência escolar e situação profissional, nas subescalas referidas.
- Perceção do impacto de uma intervenção psicológica positiva em grupo numa amostra não clínicaPublication . Pereira, Joana Brás; Alves, Sónia; Fonte, CarlaAs intervenções psicológicas positivas aplicadas em populações clínicas e não clínicas demonstraram uma eficácia comprovada no aumento das emoções positivas, do bem-estar e da satisfação com a vida. A última década assistiu a um crescente interesse no estudo das intervenções em psicologia positiva, em todo o mundo, no entanto, em Portugal existem apenas alguns estudos sobre as intervenções psicológicas positivas. Devido à sua eficácia e facilidade de aplicação, o uso de intervenções psicológicas positivas pode ser considerado como uma estratégia complementar na promoção e tratamento da saúde mental. O presente estudo teve como objetivo analisar as perceções sobre o impacto da aplicação de um programa de psicologia positiva, tendo em vista a promoção do bem-estar na vida diária, em alunos do ensino superior. Participaram neste estudo um total de 12 alunos, a frequentar o 3º ano do 1º ciclo de estudos em Psicologia numa Universalidade do norte do país. Ao longo de 6 semanas, os participantes avaliaram as sessões frequentadas, assim como o programa. Os resultados foram analisados qualitativamente, através da análise de conteúdo e apresentados de acordo com as frequências das categorias resultantes. As atividades intra-sessão, a interação positiva do grupo, a partilha e a reflexão foram as categorias mais frequentemente mencionados nas respostas dadas ao longos do programa, enquanto elementos mais apreciados. Os participantes consideram que as aprendizagens realizadas promoveram uma alteração principalmente na forma de pensar, concretamente alterar as perceções para um foco mais no positivo. Isto indica que o programa contribuiu para a aprendizagens de estratégias para a promoção do bem-estar.
