Browsing by Issue Date, starting with "2017-04-11"
Now showing 1 - 2 of 2
Results Per Page
Sort Options
- Estratégias de coping em crianças e adolescentes que experienciaram situações adversasPublication . Carvalho, Maria Goreti Rodrigues Ferreira de; Caridade, SóniaA presente dissertação tem como principal objetivo caracterizar os tipos de vitimação a que os participantes do estudo estiveram sujeitos, e identificar e caracterizar as estratégias de coping mobilizadas para lidar com estas situações e, assim, resistir ativamente face ao impacto dessas experiências adversas. Neste estudo participaram 35 crianças e adolescentes de ambos os sexos (40% do sexo masculino e 60% do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos (M=10.17; D.P.=1.524), todas com processo de promoção e proteção instaurado em Comissões de Promoção e Proteção de Crianças e Jovens em Risco. Para avaliar as estratégias de coping utilizadas, recorreu-se ao Schoolagers’ Coping Strategies Inventory (SCSI), administrado após consentimento informado. Os resultados da investigação demonstraram que as crianças e adolescentes da amostra utilizam maioritariamente as estratégias de coping do tipo de distração cognitivo-comportamental e ativas, em oposição às estratégias de acting-out, que foram também percecionadas pelos sujeitos como as menos eficazes. Não foram ainda detetadas diferenças de sexo estatisticamente significativas ao nível das diferentes estratégias de coping medidas no presente estudo. Este estudo permitiu, deste modo, uma melhor compreensão da temática do coping, fundamental para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes junto das crianças e adolescentes, assim como juntos dos restantes membros da nossa sociedade.
- A presença do psicólogo em audiências com crianças e adolescentes: perspetiva dos magistradosPublication . Rodrigues, Ana Luísa da Silva; Caridade, SóniaO contributo e envolvimento dos psicólogos da justiça no aparelho judiciário tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos, algo que parece resultar da maior aceitação da Psicologia como ciência, reconhecendo-se a importância da sua aplicabilidade no domínio judicial. A presente dissertação é constituída por dois artigos científicos e pretende analisar a atuação dos psicólogos da justiça, em sede de tribunal, através da perspetiva de magistrados portugueses. O primeiro artigo apresenta uma revisão da literatura científica, nacional e internacional, acerca do tema em questão. Neste trabalho foram analisados diferentes aspetos (ex.: instrumentos legais existentes sobre a matéria da proteção da criança e adolescente e da inquirição dos mesmos em sede de tribunal; a presença de crianças e jovens e a forma como eles sentem a passagem pelo sistema de justiça; as relações entre a psicologia e o direito; as aplicações da psicologia da justiça; a forma como a comunidade científica tem apostado em melhorar as metodologias que são aplicadas em diligências de inquirição com crianças e adolescentes). Com esta revisão foi possível concluir que tanto a comunidade científica como os legisladores estão atentos às capacidades que os psicólogos da justiça possuem e à ajuda que podem trazer ao sistema de justiça. O segundo artigo versa sobre o estudo empírico, o qual procurou analisar a perceção que 39 magistrados judiciais e 6 magistrados do ministério público possuem acerca da presença do psicólogo em sede de tribunal. Foi distribuído um questionário em versão on-line pelas comarcas portuguesas responsáveis por matérias criminais e/ou de família e menores. As análises conduzidas aos dados recolhidos permitem concluir que os magistrados reconhecem a qualidade da formação dos psicólogos, a importância do seu trabalho, bem como a amplitude da sua aplicação. Contudo, exibiram uma certa resistência em aceitar indicações diretas destes profissionais, sobre a forma como o magistrado se deve dirigir à criança que necessita de inquirir. A presente dissertação procura, desta forma, constituir mais um contributo para o aumento do conhecimento nesta área de forma a promover práticas mais amigáveis ao nível da audição da criança e do adolescente em sede tribunal.
