Percorrer por autor "Spina, Sara"
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- Conhecimento da importância da dieta nos primeiros 1000 dias de vida, em Itália: estudo transversalPublication . Spina, Sara; Rodrigues, RitaIntrodução: Hábitos não saudáveis na fase periconcecional, como fumar, consumo de álcool, desnutrição ou sobre-nutrição, podem afetar negativamente o desenvolvimento do feto. A obesidade materna aumenta o risco de complicações como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e obesidade infantil. Além disso, uma alimentação inadequada pode comprometer a saúde oral, nomeadamente a deficiência de vitamina D, pode levar a defeitos do esmalte e a um maior risco de lesões de cárie dentária. Objetivos: Avaliar o conhecimento das grávidas e/ou mães com filhos até aos dois anos sobre a alimentação durante os primeiros 1000 dias de vida do bebé. Procurou-se compreender se estas mulheres reconhecem os cuidados alimentares necessários, o impacto da dieta no desenvolvimento do bebé e a importância da amamentação. Pretendeu-se igualmente analisar o modo como o tema é abordado pelos profissionais de saúde durante o acompanhamento pré e pós-natal. Material e Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado através de dois questionários realizados online: um destinado a grávidas e/ou mães com filhos até 2 anos e outro a profissionais de saúde, ambos residentes em Itália. A amostra foi de conveniência. A metodologia incluiu também uma pesquisa sistematizada da literatura em diversas bases de dados, de artigos publicados nos últimos cinco anos. Resultados: Foram incluídas 73 mulheres e 106 profissionais. Identificou-se uma maior percentagem de amamentação em crianças que nasceram por parto eutócico não instrumentado. A prematuridade associa-se a uma menor duração da amamentação. As preferências alimentares maternas influenciam os hábitos do filho. Mães com mais filhos apresentam uma maior consciência nutricional. Os profissionais de saúde demonstram uma participação desigual na educação alimentar, com menor envolvimento dos higienistas orais e dos médicos dentistas. Conclusões: É necessária formação multidisciplinar obrigatória para os profissionais de saúde materno-infantis, assim como campanhas de sensibilização e as consultas comunitárias devem ser reforçadas. Estas ações promovem um acompanhamento desde cedo, melhorando os comportamentos alimentares desde a gestação.
