Percorrer por autor "Scopelliti, Evelina"
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- Prevalência da má oclusão esquelética de classe III numa população ortodôntica: estudo transversalPublication . Scopelliti, Evelina; Gião, Ana; Pinho, Mónica MoradoIntrodução: As más oclusões esqueléticas são frequentes na prática ortodôntica, sendo a Classe III particularmente relevante pelas suas implicações funcionais e estéticas. Caracteriza-se por uma discrepância antero-posterior entre maxila e mandíbula, geralmente de origem multifatorial. A sua prevalência varia entre populações, justificando estudos que contribuam para o diagnóstico precoce e o planeamento terapêutico adequado. Objetivo: Este estudo teve como objetivo determinar a prevalência da má oclusão esquelética de Classe III numa população ortodôntica, bem como analisar a sua distribuição segundo o sexo. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, baseado na análise de fichas clínicas e telerradiografias de pacientes ortodônticos com idade igual ou superior a 9 anos, atendidos no Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa. A avaliação da Classe III foi realizada através da análise cefalométrica de Ricketts na plataforma WebCeph, em combinação com os parâmetros sagitais, verticais e transversais registados no software do Hospital. Foram aplicados critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, e os dados foram analisados estatisticamente. Resultados: A amostra foi composta por 143 pacientes, dos quais 89 (62,2%) do género feminino e 54 (37,8%) masculino. A Classe III esquelética foi observada em 12,6% (n = 18), sendo mais prevalente nos homens (16,7%) do que nas mulheres (10,1%). A Classe I foi predominante no grupo feminino (39,3%) e a Classe II no masculino (48,1%). Apesar das diferenças, não houve associação estatisticamente significativa entre género e classificação esquelética (χ²(2) = 1,339; p = 0,512). Conclusões: A Classe III apresentou prevalência relevante, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do plano terapêutico adequado. Estudos futuros devem considerar fatores hereditários e ambientais, de forma a minimizar a severidade desta má oclusão.
