Percorrer por autor "Rodrigues, Daniela Maria Duarte"
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- Perfil da homicida portuguesaPublication . Rodrigues, Daniela Maria Duarte; Nunes, Laura M.É sabida da dicotomia que existe na nossa sociedade em relação ao género masculino e feminino. Sabemos o quão estigmatizadas são as mulheres em detrimento dos homens por terem o estereótipo de serem frágeis, sentimentais e com fraca força física enquanto que o homem tem como estereótipo ser rude, forte e mais irracional que as mulheres agindo mais vezes sem pensar e movidos pelos seus sentimentos mais negativos de ira ou raiva. Tendo isto em conta, é mais fácil prever um homem capaz de matar alguém que uma mulher e quando esta o faz é logo associada a um ato masculino o que não corresponde à verdade. Ambos os géneros são capazes de matar sendo por isso de interesse que hajam estudos acerca desta problemática. Para isso será feita uma revisão da literatura acerca de todas as envolvências neste assunto. O presente estudo tem como objetivo traçar um perfil da mulher portuguesa que já tenha cometido o crime de homicídio. Nesta sequência, sendo este projeto de graduação uma proposta de realização de uma investigação, a mesma terá como instrumento a realização de entrevistas às mulheres que estejam a cumprir pena pelo crime de homicídio e a análise de processos especificamente de mulheres homicidas para que possa ser feito um cruzamento de dados com o intuito de, então, traçar o perfil.
- Risco de reincidência em mulheres condenadas pelo crime de tráfico de estupefacientesPublication . Rodrigues, Daniela Maria Duarte; Caridade, SóniaO investimento científico na análise da criminalidade feminina tem sido menor comparativamente com o verificado no crime no masculino. As mulheres sempre foram associadas a crimes de menor gravidade, mas os dados revelam uma presença expressiva das mulheres no crime de tráfico de estupefacientes. O tráfico é um tipo de crime complexo e assume diversos contornos. Sendo um crime com especificidades e gravidade particular, e tendo em conta a sua expressividade na criminalidade feminina, esta investigação pretende estudar, através da análise de acórdãos, o risco de reincidência das mulheres no crime de tráfico de estupefacientes. Para isso, inicialmente foi construída uma grelha que detinha alguns fatores de risco considerados de relevo para o presente estudo e a qual foi sendo completada, com outras variáveis de interesse, no decorrer do processo de análise. A amostra de sentenças analisadas contemplava apenas mulheres com idade superior a 16 anos que foram condenadas pelo crime de tráfico de estupefacientes. Foram analisados 49 acórdãos envolvendo 84 mulheres com uma média de idades de 32.23 anos. Em termos de resultados apurados, a maioria das condenadas atuava em coautoria no crime de tráfico juntamente com os companheiros ou família, sendo que o crime de estupefacientes surgiu como sendo o mais registado nos casos que envolviam pessoas da família. A preponderância de fatores de risco associados à família tende a interferir com a reinserção das mulheres, pelo que importa delinear outras estratégias de intervenção e eventualmente de cariz mais primário.
