Percorrer por autor "Rizzi, Davide"
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- Prevalência da má oclusão esquelética de classe I numa população ortodônitca: estudo transversalPublication . Rizzi, Davide; Pinho, Mónica MoradoIntrodução: As más oclusões esqueléticas representam alterações comuns na população ortodôntica e resultam de padrões variados de crescimento e desenvolvimento craniofacial. Embora frequentemente associadas a desequilíbrios nas relações ósseas entre maxila e mandíbula, mesmo indivíduos com uma relação esquelética aparentemente equilibrada, como na Classe I, podem apresentar discrepâncias dentárias significativas. Essas discrepâncias impactam tanto a função quanto a estética, sendo fundamentais no planeamento ortodôntico individualizado. Objetivos: Este estudo transversal teve como objetivo determinar a prevalência e a distribuição das más oclusões esqueléticas de Classe I numa amostra de pacientes ortodônticos atendidos no Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa, em Gondomar. Bem como, compreender a variabilidade clínica observada nesses indivíduos e a sua relação com outras variáveis diagnósticas. Material e Métodos: Foram analisadas retrospectivamente 143 telerradiografias laterais de crânio de pacientes com idade igual ou superior a 9 anos. As imagens foram submetidas à análise cefalométrica de Ricketts, utilizando a plataforma digital WebCeph para diagnosticar a Classe Esqueletica e observar o comportamento das bases ósseas, em termos de posição. Foram avaliadas através ortopantomografias, fotografias intraorais e modelos de estudo digitais e convencionais as variáveis oclusais nos planos sagital (relação molar, relação canina e overjet), vertical (overbite) e transversal (tipo de mordida), além da presença de anomalias dentárias. Resultados: A Classe I Esquelética representou o 37,8% da amostra. A mais prevalente foi a Classe II Esquelética com o 49,6%, e por fim a Classe III representativa do 12,6%. Observou-se uma elevada variabilidade oclusal nos indivíduos classificados com Classe I esquelética, evidenciando que a presença de uma relação esquelética equilibrada não implica, necessariamente, uma oclusão dentária ideal. A maioria dos pacientes com Classe Esquelética I apresentou maxila e mandíbula com posicionamentos compatíveis com os padrões de normalidade. Conclusões: A Classe I Esquelética foi a segunda mais prevalente na amostra, mostrando grande heterogeneidade a nível oclusal, confirmando a ausência de correspondência direta entre oclusão e padrão ósseo. A maioria dos indivíduos com Classe I esquelética apresentou bases ósseas maxilares e mandibulares dentro da normalidade, embora a posição ântero-posterior da mandíbula possa ter relevância na definição do padrão esquelético.
