Percorrer por autor "Laffont, Marie"
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- A influência dos hábitos orais na má oclusão infantil numa população francesa: estudo transversalPublication . Laffont, Marie; Gião, AnaIntrodução: A má oclusão infantil caracteriza-se por um desalinhamento dos dentes e/ou dos maxilares, sendo uma condição comum que pode afetar o desenvolvimento orofacial e a saúde oral das crianças. Diversos fatores contribuem para o seu aparecimento, incluindo hábitos orais adquiridos precocemente, que podem alterar significativamente o equilíbrio funcional e estrutural das arcadas dentárias. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a influência de alguns hábitos orais, nas más oclusões infantis, numa amostra constituída por crianças francesas, entre os 6 e os 10 anos. Metodologia: Estudo descritivo observacional de carácter transversal, realizado numa instituição de ensino francesa, com uma amostra de 135 crianças. Foi aplicado um questionário aos responsáveis legais e foi realizada uma avaliação clínica intraoral, com registo da relação molar, do tipo de má oclusão no plano transversal, do overjet, do overbite, e o tipo de deglutição. A análise estatística descritiva foi efetuada com o recurso ao software IBM® SPSS® Statistics v.30.0. Para a análise das associações entre variáveis foi utilizado o teste do qui-quadrado (χ²), com um nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se que 71,4 % das crianças apresentavam pelo menos um hábito oral deletério. A sucção digital apresenta associação estatisticamente significativas com o overjet aumentado, a mordida aberta, e mordida cruzada posterior unilateral. A utilização de chupeta e o hábito de morder objetos não terem relações de significância estatística, mas há a presença de tendência. Existe uma relação estatisticamente significativa entre o tipo de alimentação e o uso da chupeta. Conclusões: Este estudo confirma o impacto dos hábitos orais nocivos prolongados, nas más oclusões. A sucção digital é o que tem mais impacto, seguido da chupeta e das mordidelas. A prevenção precoce, envolvendo famílias e profissionais de saúde, é essencial para minimizar as consequências funcionais e estéticas na criança.
