Percorrer por autor "Gomes, Maria Pinheiro"
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- Relação entre saúde mental positiva e gestão de conflitos em adultos portuguesesPublication . Gomes, Maria Pinheiro; Fonte, Carla; Cunha, PedroA saúde mental positiva está associada ao bem-estar, à qualidade de vida e ao funcionamento positivo do indivíduo e por isso tem vindo a assumir uma grande importância no contexto da Psicologia. Paralelamente, a gestão de conflitos está relacionada com a forma como os indivíduos reagem às situações interpessoais de desafio da vida diária. Esta investigação teve como objetivo compreender a relação entre a saúde mental positiva e a gestão de conflitos numa amostra de adultos portugueses. A investigação foi de carácter quantitativo, correlacional e transversal e incluiu uma amostra de 724 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 82 anos (M=37,04; DP= 14,91). A recolha de dados foi realizada através de um questionário sociodemográfico, seguido da Escala Continuum de Saúde Mental (MHC-SF) - versão portuguesa e do Inventário de Gestão de Conflitos (ROCI-II). Os resultados demonstraram associações significativas entre a saúde mental e a gestão de conflitos. Verificou-se que níveis mais elevados de bem-estar psicológico tendem a associar-se positivamente a estratégias de gestão de conflitos mais construtivas, como a integração e o compromisso. Por outro lado, níveis inferiores de bem-estar psicológico tendem a estar negativamente associados a estratégias como a anuência e a evitação. Relativamente aos resultados com as variáveis sociodemográficas observaram-se diferenças estatisticamente significativas nos níveis de saúde mental positiva e nos estilos de gestão de conflitos. De uma forma geral, os participantes com filhos, com experiência em cargos de liderança, casados ou em união de facto, empregados e reformados apresentaram níveis mais elevados nas dimensões da saúde mental. Verificou-se ainda que a idade se associou positivamente ao bem-estar emocional, psicológico e social. Em relação à gestão de conflitos, verificaram-se diferenças em função do sexo, da existência de filhos, da experiência em cargos de liderança, do estado civil e da situação profissional, sugerindo que determinadas características sociodemográficas podem influenciar a forma como os indivíduos lidam com situações interpessoais de conflito. Estes resultados revelam a importância de abordar o tema com vista a contribuir para uma melhor compreensão do funcionamento psicológico. No âmbito da Psicologia Clínica e da Saúde, os resultados obtidos sugerem a relevância de intervenções focadas não apenas na redução da sintomatologia, mas também na promoção do bem-estar psicológico e da gestão construtiva de conflitos, contribuindo para uma melhor adaptação individual e para relações interpessoais mais adaptativas.
