Percorrer por autor "Faraci, Roberta Maria"
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- A utilização de anestésicos no atendimento clínico médico-dentário de crianças em Itália: estudo transversalPublication . Faraci, Roberta Maria; Silva, CristinaIntrodução: A anestesia local desempenha um papel fundamental na prática da medicina dentária, especialmente no atendimento de crianças e adolescentes, nos quais o controlo da dor e da ansiedade é essencial para o sucesso clínico e para a prevenção de experiências traumáticas futuras. Apesar da sua importância, as práticas clínicas relacionadas com a administração de anestesia local em pacientes pediátricos podem variar amplamente em função da formação, experiência e preferências dos profissionais. Objetivo: Avaliar a prática clínica de médicos dentistas que atuam em Itália no que diz respeito à utilização de anestesia local em crianças e adolescentes, identificando os tipos de anestésico mais utilizados, as técnicas preferenciais de administração, os principais desafios enfrentados e a perceção dos profissionais quanto à sua própria competência nesta área. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional transversal baseado num questionário online. O inquérito abordou aspetos demográficos, frequência de atendimento pediátrico, critérios para administração de anestesia local, tipo e forma de anestésico utilizado, técnicas aplicadas, tempo médio de administração, desafios percebidos e estratégias para a gestão da ansiedade infantil. Resultados: A amostra esteve constituída por 152 médicos dentistas, tendo a maioria dos participantes relatado utilizar anestesia local de forma seletiva (45,4%) ou frequente (40,8%), sendo a ansiedade da criança o principal desafio apontado (73,7%). A lidocaína foi o anestésico mais utilizado (59,2%), seguida da articaína, e a técnica infiltrativa foi a preferida (85,5%). A anestesia tópica, maioritariamente em gel, foi amplamente adotada (79,6%). A maioria dos dentistas afirmou sentir-se confortável com a administração de anestesia local em crianças (89,5%) e valorizou cursos de atualização como principal recurso de formação contínua (86,2%). Conclusão: Os resultados evidenciam uma prática clínica geralmente segura e adaptada ao contexto pediátrico, embora ainda existam lacunas importantes relacionadas com a padronização das técnicas, cálculo da dose anestésica e formação específica em odontopediatria. Estratégias educativas direcionadas e maior adesão às diretrizes clínicas internacionais podem contribuir para a melhoria da qualidade e segurança do atendimento médico-dentário infantil.
