Percorrer por autor "Custodio, Christianne de Alencar"
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- Tratamentos não cirúrgicos de apneia obstrutiva do sono em crianças com síndrome de Down: revisão integrativaPublication . Custodio, Christianne de Alencar; Lameiro, JoanaA Síndrome de Down é o distúrbio cromossómico mais comum e afeta 1 a cada 700 nados vivos. Crianças com síndrome de Down têm uma grande prevalência de desenvolvimento de distúrbios respiratórios, dos quais a apneia obstrutiva do sono é a mais comum. A apneia obstrutiva do sono potencializa condições neurológicas que comprometem a cognição e a função, contribuindo para problemas comportamentais e de aprendizagem. Várias características craniofaciais são associadas ao estabelecimento da apneia obstrutiva do sono em crianças com Síndrome de Down, incluindo deficiência transversal maxilar, macroglossia relativa, hipoplasia da face média entre outros. Assim, o médico dentista, pela posição privilegiada que tem na avaliação da região orofacial, pode e deve, através da deteção de sinais e sintomas, contribuir para o diagnóstico o mais precocemente possível. O encaminhando para confirmação de diagnóstico e estabelecimento do tratamento adequado, bem como a colaboração no tratamento de casos menos graves, através da correção de problemas craniofaciais com aparelhos de expansão rápida da maxila, dispositivos de avanço mandibular e aparelhos fixos, são também da sua competência. Através de pesquisa da literatura dos últimos 5 anos, esta revisão integrativa teve como objetivo perceber em que medida os tratamentos não cirúrgicos são tolerados pelas crianças com Síndrome de Down, apresentando-se como uma alternativa a outros tratamentos mais invasivos. Com a análise dos artigos selecionados concluiu-se que, apesar dos poucos estudos em crianças sindrómicas, pode considerar-se que os tratamentos não cirúrgicos da apneia do sono em crianças são eficazes como adjuvantes do tratamento cirúrgico em casos graves. Além disso, podem também representar uma solução menos invasiva nos casos ligeiros, ao melhorarem a forma e a função das vias aéreas superiores. Apesar dos poucos estudos especificamente relacionados com a real utilização e tolerância dos aparelhos para tratamento não cirúrgico em crianças, a maioria dos estudos relata benefícios quanto ao seu uso, de onde podemos concluir que serão geralmente bem tolerados pela população pediátrica com Síndrome de Down.
