FCS (MIMED) - Mestrado Integrado em Medicina Dentária
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Percorrer FCS (MIMED) - Mestrado Integrado em Medicina Dentária por autor "Achache, Léa Myriam"
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- Incidências das agenesias nas más oclusões de classe I, II, III: revisão integrativaPublication . Achache, Léa Myriam; Queirós, Maria GabrielObjetivo: Esta revisão integrativa da literatura tem como principal objetivo analisar de forma aprofundada a relação entre a agenesia dentária não-sindrómica e o desenvolvimento das más oclusões, especialmente no que diz respeito às Classes I, II e III esquelética. Através da comparação entre diferentes estudos clínicos e cefalométricos, pretende-se compreender de que forma a presença, a localização e a severidade das agenesias influenciam o crescimento craniofacial e a discrepância maxilo-mandibular. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa em bases de dados eletrónicas, nomeadamente PubMed, ScienceDirect, B-On e Cochrane Library. Foram incluídos artigos publicados entre 2010 e 2024, com amostras de pacientes que apresentavam agenesia dentária não-sindrómica. Os estudos selecionados basearam-se em análises cefalométricas, exames radiográficos e avaliação clínica para a determinação da relação entre agenesia dentária e más oclusões. Resultados: Os estudos analisados revelaram que a agenesia de dentes permanentes, particularmente dos terceiros molares, pré-molares e incisivos laterais, pode estar associada a padrões esqueléticos alterados. Estudos demonstraram uma maior prevalência de Classe III esquelética em indivíduos com ausência de terceiros molares, geralmente associada a um menor ângulo SNA e um padrão hipodivergente. As agenesias dos pré-molares mostraram resultados heterogéneos, alguns estudos apontam uma associação significativa com a Classe III, enquanto que outros não identificaram correlações claras com nenhum tipo específico de má oclusão. A divergência pode ser explicada pelos diferentes critérios de avaliação (Classe de Angle vs Classe esquelética). A literatura indica que a ausência dos incisivos laterais, especialmente superiores, pode alterar a morfologia das arcadas e influenciar o crescimento maxilar, contribuindo tanto para padrões de Classe II como de Classe III. Estudos demonstraram uma correlação linear entre o número de dentes ausentes e a gravidade das alterações esqueléticas. Quanto maior o número de agenesias, maior a tendência para padrões hipodivergentes e Classe III. A ausência de dentes compromete o desenvolvimento do osso alveolar e modifica significativamente os ângulos cefalométricos como SNA, SNB e ANB. Conclusão: A agenesia dentária, sobretudo quando severa, pode influenciar significativamente o desenvolvimento das más oclusões esqueléticas, nomeadamente nos padrões Classe III. No entanto, esta relação não é linear nem universal, sendo modulada por fatores como o tipo de dente ausente, a sua localização, o sexo, a etnia e os mecanismos compensatórios do paciente. Assim, reforça-se a importância de uma avaliação ortodôntica precoce, individualizada e multidisciplinar, que considere não só o número de agenesias, mas também a análise cefalométrica e o padrão de crescimento facial de cada paciente.
